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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DÚVIDA OU CONFIANÇA?

Contam que um alpinista, desesperado por conquistar uma altíssima montanha, iniciou sua escalada depois de anos de preparação. Como queria a glória só para si, resolveu escalar sem companheiros.

Durante a subida foi ficando tarde e mais tarde, e ele não havia se preparado para acampar, assim, decidiu seguir subindo e por fim ficou escuro.

A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens.

Ao subir por um caminho estreito, apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se no vazio, caindo numa velocidade vertiginosa. O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de que estava sendo sugado pela gravidade. Continuava caindo e em seus angustiantes momentos, passaram por sua mente episódios felizes e outros tristes de sua visa.

Pensava na proximidade da morte, sem solução. De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda que estava amarrada nas estacas cravadas na montanha.

Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças:

– Alguém, me ajuda!

Da escuridão, uma voz grave lhe responde:

– Que queres que eu faça?

– Salva-me!

– Realmente achas que eu possa salvá-lo?

– Com toda certeza senhor!

– Então corta a corda na qual estás amarrado...

Houve um momento de silêncio; estão o homem agarrou ainda mais fortemente à corda...

Conta a equipe de resgate, horas mais tarde quando conseguiu chegar ao alpinista o encontrou morto, congelado, com as mãos agarradas fortemente à corda... apenas a dois metros do solo.

E você? Cortaria a corda?

Em nossa vida muitas vezes precisamos tomar decisões. Será que nos encontramos tão agarrados às “nossas cordas” a ponto de não termos coragem de nos soltar delas?

Pense nisso!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

TOME A DECISÃO CERTA

Qual a sua prioridade para tomar uma decisão? Qual assunto deve tratar primeiro: o urgente, o importante ou o eventual?

Existem, hoje, diversas formas de analisar o que deve ser feito primeiro em uma empresa. A análise vai muito além do problema ou solução em si. Envolve colaboradores, missão estratégica de negócio e, principalmente, os clientes. Entre elas existe uma que pode ajudá-lo: a Matriz de Decisão GUT.

GUT significa Gravidade, Urgência e Tendência. São parâmetros tomados para se estabelecer prioridades na eliminação de problemas, especialmente se forem vários e relacionados entre si.

A técnica de GUT foi desenvolvida pelo Prof. Kaoru Ishikawa, um dos pioneiros nas atividades de controle da qualidade no Japão, na década de 40 com o objetivo de orientar decisões mais complexas.

Princípios e características

A técnica é bem simples, apesar de poderosa. Primeiro, é preciso separar cada problema que tenha causa própria. A priorização é feita atribuindo-se notas de 1 a 5 para as seguintes variáveis:

  • Gravidade;
  • Urgência;
  • Tendência;
  • Impacto em Investimento;
  • Impacto na Redução de Custos;
  • Satisfação das Pessoas.

Gravidade: Refere-se ao grau de prejuízo que poderá resultar da não atuação sobre esta atividade/processo.

Urgência: Refere-se ao tempo que se dispõe para atacar a situação ou problema.

Tendência: Refere-se à perspectivas do que ocorrerá se não efetivarmos a ação proposta.

Impacto em Investimento: Recursos necessários para implementar a ação.

Impacto na Redução de Custos: Economias esperadas e/ou que se manterão ao longo do tempo.

Satisfação das Pessoas: Resultados esperados das medidas no atendimento ao cliente interno, externo e na motivação/perspectivas de desenvolvimento dos colaboradores.

A nossa sugestão será utilizar também outra ferramenta, a Matriz BASICO usada para priorizar soluções a serem tomadas. Mas isso é um assunto para outro artigo nosso...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A COISA MAIS DESIGUAL É TRATAR IGUAL

Em um dos meus livros sobre gestão escrevi que a coisa mais desigual é tratar todo mundo igual! Volto agora ao tema depois de visitar uma empresa cujo principal executivo ainda é do tempo do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Tipo de empresa que gosto de trabalhar quando as pessoas estão dispostas a escutar e... melhorar.

Fui para casa pensando a melhor forma de ajudar aquela empresa e cheguei a conclusão que deveria começar com os conselhos de Marcus Buckingham e Curt Coffman no seu livro “Primeiro Quebre Todas as Regras". Dizem os autores:

Reconhecer que cada pessoa tem motivações diferentes, que todos têm sua própria maneira de pensar e de um estilo próprio de se relacionar com os outros. Sei que há um limite para o que você possa fazer para mudar uma pessoa. Mas não se queixe sobre essas diferenças ou tente eliminá-los. O que você deve fazer é explorar o que ela tem de melhor e tentar ajudá-la a ser cada vez melhor ao invés de criticá-la.

O papel do gestor é entender cada funcionário para poder liberar seus talentos e transformá-los em desempenho. Sabe-se que não podem forçar todas as pessoas de uma determinada posição a executar sua função, exatamente da mesma maneira. Sabe-se, também, que não se pode resolver completamente as diferenças, estilos, necessidades e motivação.

A maneira mais eficiente para converter o talento de uma pessoa em desempenho é ajudá-la a encontrar seu próprio caminho para atingir com menor resistência os resultados desejados.

A coisa mais difícil do gerente é perceber que as pessoas não fazem as coisas da mesma forma. Mas é preciso se acostumar a isso, porque quando você tenta forçá-los, duas coisas acontecem: resistir e não fazer ou fazer de qualquer maneira para livrar-se da tarefa. Nenhuma destas coisas revela-se ser bastante produtiva a longo prazo.

Na tentativa de obter um desempenho nunca tente mudar as pessoas.A tentação de fazer isso pode ser grande, mas você tem que resistir. Ser gerente não é ser um “semi deus”. Tentar mudar as pessoas e não procurar ver os aspectos positivos das pessoas que compõem a sua equipe é o melhor caminho.

É provável que George Bernard Shaw não estivesse de bom humor quando escreveu: A estrada para o inferno está pavimentada com boas intenções. Mas em relação às tentativas de pessoas perfeitas a tentar transformar outras pessoas não estava totalmente errado. O desafio de um gestor de pessoas, portanto, não é buscar pessoas perfeitas e sim ter a capacidade de gerenciar as diferenças.

Pense nisso!

Prof. A. Marins – Sonhar é para Estrategistas, Rio de Janeiro, RJ, Ciência Moderna - marins@antomarmarins.com.br

Marcus Buckingham e Curt Coffman - Primeiro Quebre Todas as Regras, Editora Campus- http://www.editoras.com/campus/

George Bernard Shaw - http://www.releituras.com/gbshaw_menu.asp