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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

A qualidade de vida no trabalho é uma ferramenta da Administração que demonstra a preocupação da busca pela satisfação do funcionário no ambiente laboral. Esta ferramenta reflete a evolução da alta administração e resulta em vários pontos positivos tanto para a empresa quanto para as relações humanas.

Uma das maiores preocupações é promover o bem estar dentro da organização, realizando trabalhos que desperte a motivação dos funcionários para com a organização.

E este trabalho vai muito além da promoção da qualidade de vida no trabalho, projetos com esta finalidade aumenta a produtividade, pois os colaboradores trabalham com maior empenho e aumenta o interesse dos envolvidos visto que é trabalhada com o fator motivação, isto sem falar na satisfação.

Com tantos pontos positivos, a qualidade de vida no trabalho, reflete não somente no ambiente interno, ela dissipa até mesmo aos consumidores, partindo do ponto que funcionários satisfeitos, motivados e reconhecidos, cumprem as suas tarefas com mais eficácia e com maior atenção ao público externo.

De acordo com os autores Walton (1973) e Fernandes (1996), a qualidade de vida no trabalho são apresentadas em várias categorias conceituais, conheçam algumas:

  • Compensação justa e adequada: justiça na compensação e na partilha dos ganhos referentes a produtividade;
  • Condições de trabalho: jornada de trabalho adequada, ambiente físico seguro e saudável, ausência de insalubridade;
  • Uso e desenvolvimento de capacidades: autonomia;
  • Oportunidades de crescimento e segurança: possibilidade de carreira, crescimento pessoal, perspectiva de avanço salarial e segurança de emprego;
  • Integração social na organização: ausência de preconceitos, igualdade, mobilidade, relacionamento, senso comunitário;
  • Constitucionalismo: direitos de proteção ao trabalhador, privacidade pessoal, liberdade de expressão, tratamento imparcial, direitos trabalhistas;
  • O trabalho e o espaço total da vida: papel balanceado no trabalho, estabilidade de horários, poucas mudanças geográficas, tempo para lazer da família;
  • Relevância social do trabalho na vida: imagem da empresa, responsabilidade social da empresa, responsabilidade pelos produtos, práticas de emprego.

Promover a Qualidade de Vida no Trabalho é muito mais que uma estratégia da alta administração, é valorizar o ser humano como parte da empresa, sendo este, parte primordial para o sucesso organizacional!

Autora: Paula Sandra - Bacharelando em Administração de Empresas, Funcesi - é oficial administrativo do Sindicato Metabase/Itabira e criadora do projeto ”Café com o Jurídico” – paulasandra@viacomercial.com.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VOCÊ NOS RECOMENDARIA A UM AMIGO?

Egresso da Universidade de Harvard, Fred Reichheld é considerado um dos melhores consultores do mundo quando o assunto é a busca de resultados superiores através de melhorias na lealdade de clientes, funcionários e sócios. Reichheld é autor de diversos livros, entre eles A pergunta definitiva – Você nos recomendaria a um amigo (Ed. Campus Elsevier), de onde empresto o título para desenvolver este artigo.

No último encontro da Comunidade Small Giants Brasil, foi abordado o mandamento Atendimento. E não é possível falarmos sobre atendimento sem mencionarmos esse livro e autor.

Reichheld vê na satisfação do cliente a chave para o crescimento com rentabilidade. Baseado nesse princípio, o autor criou o Net Promoter Score (NPS), ou Índice Net Promoter, que mede o grau de satisfação do cliente através de apenas uma pergunta: “Qual é a probabilidade de você recomendar esta empresa a um amigo ou colega?”. O autor explica que as respostas – notas que vão de 0 a 10 – dividem os clientes em três grupos:

  • Os detratores, que atribuem à empresa notas iguais ou inferiores a 6.
  • Os neutros, que avaliam a organização como 7 ou 8.
  • Os promotores, que visualizam a empresa como 9 ou 10.

10 e 9: Promotores – 8 e 7: Neutros – 6 a 0: Detratores

Para extrair o NPS da empresa, basta diminuir o número de Promotores (P) dos detratores (D). NPS = P – D

Caso a empresa esteja interessada em levantar não só números, mas também pontos fortes e fracos, ele sugere acrescentar mais uma pergunta à principal: “Em segundo lugar, qual é o motivo mais importante para a nota que você atribuiu?”. Com isso, mensure o resultado de cada experiência, visando detectar o que falta para o cliente identificar-se com a marca.

Agrupar os clientes nesses três grupos faz do NPS um esquema simples e intuitivo, capaz de ser entendido por gerentes comerciais e vendedores de qualquer empresa. “O mais importante é que esse esquema pode ser seguido. Os gerentes da linha de frente compreendem a ideia de aumentar o número de promotores e reduzir o de detratores mais rapidamente que entender que precisam ‘aumentar o índice de satisfação do cliente em um desvio padrão”, explica o autor. A partir daí, os esforços da empresa devem ser canalizados para transformar os clientes em promotores, enquanto diminuem os detratores. “Os detratores não aparecem no balanço de uma empresa, mas custam muito mais do que a maioria dos passivos que os métodos tradicionais de contabilidade auferem cuidadosamente. Os clientes que se sentem ignorados ou maltratados encontram maneiras de se 'vingar', pois aumentam os custos com atendimento ao reportarem inúmeros problemas, desmotivam o pessoal da linha de frente com suas queixas e exigências, queixam-se a amigos, parentes, colegas, conhecidos – qualquer um que os ouça, o que muitas vezes inclui jornalistas, autoridades regulatórias e legisladores. Os detratores mancham a imagem da empresa e reduzem sua habilidade de atrair os melhores empregados e clientes”, garante Reichheld.

Faça seu NPS

Passo 1 – Caso você possua uma pesquisa de satisfação em sua empresa, inclua a pergunta “Em uma escala de 0 a 10, que nota você daria para nosso produto/serviço?”.

  • Se a nota for de 0 a 6, questione: “Qual é o motivo dessa nota?”.
  • Caso seja 7 ou 8, peça a seguinte sugestão: “Que dicas você daria para que pudéssemos atingir a nota 10?”.
  • Se for 9 ou 10, pergunte: “Que abordagem você utilizaria para indicar nosso produto/serviço para seu amigo?”.

Passo 2 – Para descobrir o índice de satisfação dos seus clientes, pegue a porcentagem de clientes promotores da pesquisa que você realizou e diminua pela de detratores. O resultado é o índice NPS da sua companhia.

Passo 3 – Como interpretar o índice? O Índice Net Promoter ideal para qualquer companhia, seja ela pequena, média ou grande, é o mais próximo de cem. Mas, se o NPS da sua organização não passou de 50, não se desespere. O importante é melhorar esse índice gradativamente. Como? Escutando as sugestões e dicas dos seus clientes.

Passo 4 – Agora que você tem o índice NPS em mãos, promova ações para corrigir as deficiências ou melhorar as qualidades da empresa.

  • Escolha uma ou duas ideias sugeridas pelos clientes.
  • Envolva sua equipe no desenvolvimento da ideia.
  • Desenvolva métodos para medir o sucesso da iniciativa – o que é muito importante.
  • Coloque-a em ação. Caso o NPS aumente no mês seguinte, isso quer dizer que você vem tomando as medidas necessárias junto ao seu cliente, mas não significa que você pode se acomodar na zona de conforto. Lembre-se de que a análise deve ser constante.
Autor: Júlio Clebsch, Editor da revista Liderança - www.lideraonline.com.br
P.S.: este texto é uma edição da matéria Você nos recomendaria a um amigo?, publicado na revista Liderança deste mês. 

domingo, 13 de novembro de 2011

SEXUALIDADE E PRODUTIVIDADE

O mundo corporativo cada vez mais se empenha em promover treinamentos nas áreas de motivação, vendas, liderança, gestão. O objetivo é de melhor preparar seus colaboradores e com isso aumentar a produção e também as vendas. Que tais treinamentos são úteis e necessários à formação de uma boa equipe não restam dúvidas. Todavia, com um olhar focado em minha especialidade, a Sexualidade Humana, pergunto: - “Será que um colaborador exemplar, um gerente ‘nota dez’, ou um excelente líder de empresa, consegue evitar queda nos resultados quando enfrenta dificuldades no campo afetivo/sexual?”

Todos os dias no consultório, me deparo com pessoas que apresentam intenso sofrimento psíquico e emocional. Referindo-se ao trabalho, o que ouço desde a dona de casa ao presidente da grande empresa, passando pelo advogado, pelo médico, pelo gerente, pelo profissional do RH, até o pessoal da linha de produção, é: – “Por causa desse problema, não tô conseguindo trabalhar direito”...  -“Penso nisso o dia todo”... -“Não consigo me concentrar, por isso já faltei várias vezes”

Como apresentar bons resultados na empresa quando fantasmas como ejaculação precoce, disfunção erétil (impotência), falta de desejo, falta de orgasmo, entre outras disfunções sexuais dominam a mente? Como conviver com o medo de perder o parceiro, de ser traído, medo da separação... e ainda apresentar rendimento satisfatório no trabalho? Como explicar ao seu líder a real causa do problema? E o constrangimento? Muitas vezes, a pessoa fica tão perdida que é necessário afastamento. Resultado: prejuízo para o colaborador, prejuízo para a empresa!

Já atendi pessoas que, antes de chegarem até mim, haviam procurado especialistas de outras áreas simplesmente porque não sabiam que tipo especialista buscar para resolver “esse” tipo de problema. Uma vez, atendi um importante funcionário de uma grande empresa petrolífera. Na mesma semana em que teve, consecutivamente, três falhas de ereção, calculou erroneamente um projeto, quatro vezes. Mera coincidência?

A sexualidade está diretamente ligada à qualidade de vida e não pode ser deixada de lado. Quando um colaborador ou uma colaboradora apresenta algum tipo de disfunção sexual, sua vida se paralisa, sua autoestima cai, seu humor com os colegas se modifica e para a depressão, muitas vezes, é só uma questão de tempo.

Emoção gera motivação! Como é o seu dia de trabalho depois de uma boa “transa”? A vida sexual e afetiva interfere diretamente na emoção das pessoas e, consequentemente, na motivação para trabalho.  O que há por atrás de números e máquinas? Um dirigente que visa real aumento de produtividade precisa lembrar-se que, desde a produção até o consumo, estão... pessoas! Elas fazem a diferença entre sucesso e fracasso! Não se pode atribuir mais valor ao operacional que ao pessoal!

Investir em projetos de esclarecimento sobre a importância do sexo na vida das pessoas, apresentar dúvidas comuns, apontar causas e esclarecer sobre as possibilidades de tratamentos para as principais queixas sexuais é muito importante! Com questões sexuais resolvidas e com a vida pessoal suficientemente boa, é muito mais fácil se concentrar, assimilar cursos, treinamentos, workshops... Aí sim, dá para voltar a pensar em objetivos, metas, missão, gestão, ou seja, produtividade!
  
O trabalho é importante e necessário à vida das pessoas. A sexualidade, anteriormente à descoberta do prazer, já estava diretamente relacionada à preservação da espécie humana. Assim, por mais competente que seu colaborador seja, se ele não estiver afetiva e sexualmente feliz, seu instinto falará mais alto. Ele se esforçará para voltar a ser competente - no sexo – em primeiro lugar! Depois que o problema estiver resolvido vai voltar a pensar no trabalho! Conclusão: Sexualidade e produtividade caminham juntas! O desequilíbrio da primeira influencia diretamente no resultado da segunda!  Empresário, você produz mais quando sua vida sexual vai bem? Então, o que te faz acreditar que com os colaboradores de sua empresa é diferente? Pense nisso.

Abraços! Até a próxima!

Autora: Elisangela Pereira – Palestrante Comportamental - Psicóloga pela Universidade Federal de Juiz de Fora/MG; Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro; Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH); Formação em Psicoterapia de Família e Casal; extensão em Coaching Pratictioner e Psicoterapia de Crise – http://www.institutoprogredir.com.br/