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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

UMA FÁBULA MODERNA


Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.

Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário :

     Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Neste momento, o porco escutava toda a conversa.

No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.

O porco se aproximou do cavalo e disse:

     Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!

No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.

O porco se aproximou do cavalo e disse:

     Vamos lá amigão levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa!

No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:

     Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.

Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:

     Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu, Campeão!

Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:

     Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... “Vamos matar o porco!”
 
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho.

Ninguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.

Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor?

Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso.

Autor desconhecido

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RECEITA DE DONA CACILDA

Há alguns anos publiquei a "Receita de Dona Cacilda" como conclusão de um dos meus artigos. Hoje, a pedido de alguns leitores trago de volta a "Dona Cacilda". Afinal, aprendi muito com ela!

Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

– Ah, eu adoro essas cortinas...
– Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco... 
– Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

– Simples assim? 
– Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:

– Cada dia é um presente; e, enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua 'Conta de Lembranças'. E aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar:
  • Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe seu médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.
  • Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. Os "baixo-astrais" puxam você para baixo.
  • C
    ontinue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.
  • Curta coisa simples.
  • Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego; ria para você mesma no espelho, ao acordar e que o sorriso seja sua última 'atitude' antes de dormir.
  • Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo. Esteja vivo enquanto você viver e seja uma boa companhia para si mesmo.
  • Esteja sempre rodeado daquilo de que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio, sua mente seu paraíso.
  • Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a da maneira mais simples: caminhe, sorria, beba água, ore, veja comédias, leia piadas ou histórias de aventuras, romances e comédias.
  • Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, pega carona numa cauda de cometa, imagine os mais diversos objetos formados pelas nuvens no céu, mas evite as viagens ao passado, pois você pode ficar retido na estação errada. Escolha as lembranças que quer ter; não se deixe dominar por elas ou perderá o direito à escolha.
  • Diga a quem você ama que você realmente o ama, e diga isso em todas as oportunidades, através do olhar, do toque, das palavras, das ações diárias e do carinho. Seja feliz com seu próprio sentimento e não exija retribuição; você terá, de graça, o que o outro sentir; nada mais, nada menos.
Do livro: Códigos da Vida - Poderá ser feito download gratuitamente no site http://groups.google.com/group/Viciados_em_Livros


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

VALE A PENA TER UM MENTOR?

Na mitologia grega, Mentor era o sábio e fiel amigo a quem Ulisses confiou a educação de seu filho Telêmaco antes de partir para a Guerra de Tróia. De acordo com a narrativa homérica, a própria deusa da sabedoria, Atena, escolhia as palavras com que Mentor dava seus conselhos. Atena jamais pôde ser encontrada para comentar essa afirmação, mas a palavra mentor passou para todas as línguas como sinônimo de conselheiro sábio e confiável. Também deu nome a uma das práticas que cada vez mais se espalham pelas grandes empresas: a mentoria.

A mentoria é um acompanhamento formal de toda a carreira de um profissional cujo talento e potencial são reconhecidos pela empresa. Em geral, é feita por um colega de trabalho, alguém mais experiente, numa posição hierárquica superior, mas não necessariamente o chefe. Às vezes, o mentor também pode ser um profissional respeitado, de fora da empresa. Ele atende com hora marcada e tem objetivos a cumprir, como dar mais segurança ao executivo ou orientá-lo. Ele acompanha cada passo da carreira dele, orienta as tomadas de decisão e procura ensinar a lidar com a politicagem no ambiente de trabalho. O trabalho mais intenso ocorre em períodos de promoção, adaptação a novas culturas, transição de comando, mudança de cidade ou país. 'O mentor é fundamental nas empresas modernas, que têm jovens bem formados academicamente, mas imaturos para assumir cargos de responsabilidade', afirma Willian Bull, da consultoria de recursos humanos Mercer.


Nos Estados Unidos, a mentoria virou rotina. Um exemplo clássico foi a passagem do bastão na presidência da GE, uma das maiores empresas do mundo. O ex-presidente Jack Welch passou um bom tempo como mentor de seu sucessor, Jeff Immelt. Mas será que essa prática funciona em todas as empresas? Uma pesquisa recente feita pela Harvard Business Review, uma das mais respeitadas revistas de administração do mundo, dá um sinal positivo. No estudo, foram entrevistados 1.250 executivos americanos. Dois terços deles tiveram um mentor em sua carreira. Segundo a pesquisa, eles são mais bem recompensados e mais satisfeitos com o trabalho que os colegas que não contaram com um mentor.

O processo é mais comum nos cargos de alto escalão, quando um executivo é preparado para assumir o comando de uma área ou de toda a empresa. Mas há empresas que estendem o programa de mentoria a um grupo maior de empregados. A Telemar vai começar, nos próximos dias, um programa ambicioso para treinar 300 pessoas que a empresa considera seus futuros líderes. Para cada um desses profissionais, haverá um mentor. O objetivo da Telemar é reter talentos, o bem mais valioso e disputado na economia do conhecimento. A meta é conseguir manter 90% dessa turma na empresa após três anos.

Mas isso não significa que a mentoria seja uma solução fácil nem sem custo. De acordo com os especialistas, ela demanda muito tempo e energia. Quem não tem disponibilidade para investir no aprendizado nem deve pensar em ter ou ser um mentor. Também é preciso compromisso e afinidade entre os profissionais para que a mentoria tenha sucesso. Outro problema é quando ela se torna apenas uma regra burocrática e torna obrigatórias práticas que devem ser seguidas com bom senso. Assim como todas as técnicas de gestão, a mentoria não pode se tornar uma camisa-de-força - conselho que, segundo consta, a própria deusa Atena teria enviado por meio do mitológico Mentor.


Baseado no artigo da autora: Patrícia Cançado - http://revistaquem.globo.com/