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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A MAIOR BRONCA QUE JÁ RECEBÍ

Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.

Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu? Que nada!

Com certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei. Veja o que disse:

– Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez, disse, levantando a voz e um silêncio de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro, apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Os outros 95% servem apenas para fazer volume. São medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença, de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e poderia generalizar ainda mais; de cem pessoas que chamamos de amigos, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores.

Mas infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.

Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.

Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre, afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?

Hoje não me lembro de muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci.

Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram à diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então tenho feito tudo para ficar no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não, só o tempo dirá a que grupo pertencemos.

Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

TENHA CERTEZA QUE VOCÊ FAZ PARTE DESSES 5%!

Fonte: Autor desconhecido

sábado, 23 de janeiro de 2010

ERA UMA VEZ, UMA EMPRESA...

Fui procurado por três ex-alunos meus que haviam montado uma empresa há pouco mais de um ano.

Graças ao trabalho duro, vinham crescendo rapidamente, mas as discussões passaram a ser comum entre eles pela falta da definição de uma estrutura formal e de processos claros. Além disso, nenhum deles queria assumir a liderança do negócio com medo de magoar os demais. Foi aí que procuraram o “velho mestre”.

Chegar a conclusão de uma estrutura de trabalho e distribuir responsabilidades entre eles foi o trabalho mais fácil, mas eleger um líder... ninguém queria a responsabilidade.

Eu sabia quem no grupo deveria assumir a liderança, mas não queria deixar a oportunidade de fazer com que eles aprendessem a resolver os seus problemas sozinhos. Foi aí que lembrei da fábula dos “Três Leões”, e contei para eles e agora conto para vocês.

Era uma vez uma floresta...

Um dia, o macaco, representante eleito dos animais, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:

– Nós sabemos que o leão é o rei dos animais. Mas há um problema: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Qual, dentre eles, deverá ser o nosso rei?

Os 3 leões comentaram entre si:

– É verdade, uma floresta não pode ter 3 reis. Precisamos decidir qual de nós será o rei. Mas como fazer?

Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado.

– Bem, senhores leões, a solução está na Montanha Difícil. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a montanha e aquele que atingir o pico primeiro, será consagrado rei.

A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta.

O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a montanha para assistir a grande escalada.

O primeiro tentou. Não conseguiu.

O segundo tentou. Não conseguiu.

O terceiro tentou. Não conseguiu.

Os animais estavam curiosos e impacientes. Afinal, qual dos leões seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia, idosa e de grande sabedoria, pediu a palavra.

– Eu sei quem deve ser o rei!!! Voava sobre eles e escutei o que disseram para a montanha, ao se verem derrotados por ela.

– O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu!

– O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu!

– O terceiro leão também disse: - Montanha, você me venceu... por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.

E a águia completou:

– A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota. E quem pensa assim é maior que seu problema. É rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos demais.

Os animais aplaudiram entusiasticamente o terceiro leão, que foi coroado rei da floresta.

Moral da História

As “montanhas difíceis” sempre estarão em seu caminho, e sempre lhe parecerão intransponíveis. Uma postura positiva diante das dificuldades é a diferença que faz a diferença!

Uma montanha não tem mente, alma, espírito. Você tem! Ela só o vencerá se você deixar. Lembre-se: Uma montanha tem altitude. Você tem atitude.

Você é maior que todos os seus problemas! Acredite em você!

Quanto a empresa, hoje vai muito bem, obrigado!

Fonte: Os Três Leões ­– Autor desconhecido

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CONSTRUINDO E FORTALECENDO EQUIPES

A integração de diferentes pessoas de uma empresa é fundamental para resolver problemas e manter o grupo coeso.

As atividades de Team Building para construir equipes tornou-se numas das ferramentas mais importantes de solução de conflitos e de adaptação a novas situações na organização. O assunto é tão importante que Pat Olsen, professora e escritora, explica no artigo Team Building Exercises for Tough Times, publicado pela Harvard Business Review, como esse tipo de treinamento em equipe pode proporcionar aos colaboradores uma visão mais clara e completa da organização, assim como ajudar a resolver problemas que existem nas equipes, até na solução de casos mais complexos e grandes crises.

Muitos dos problemas, que as organizações de qualquer porte e segmento, enfrentam hoje em dia se devem a falta de comunicação e informação oportuna entre os diversos departamentos e seus colaboradores, assim como através dos escalões hierárquicos. Em um dos meus livros escrevi que as pessoas perdem muito tempo nas organizações falando uma das outras ao invés de falar uma com as outras. Por isso problemas que parecem complexos podem ser solucionados de forma simples valendo-se uso do Team Building para fortalecer as equipes e deixar que elas superem o passado, compreendam o presente e construam o futuro.

P. Olsen comenta em seu artigo que o treinamento das equipes geralmente aumenta a motivação, fortalece o moral, motiva a coesão, fortalece os relacionamentos intra e interpessoais e permite que o grupo se concentre em um problema determinado. Este tipo de atividade não tem que ser desenvolvido em tempo específico e sim ser incorporado na vida diária dos colaboradores através de rotinas de trabalho, liderança efetiva, colaboração etc.

Não precisamos nos valer de exemplos de sucesso de Team Building acontecidos em outros países. Certa vez atendemos um grupo de executivos de área química para ajudá-los a fazer mudanças significativas em toda a empresa. O grupo se reunia todas as manhãs para “tomar café juntos”, antes de começarem a trabalhar, para trocar informações e conhecer mais sobre o andamento dos projetos e suas necessidades. Desta maneira, a equipe se converteu numa espécie de “junta diretiva”, que sentia as dificuldades, falhas e sucessos juntos.

Lições aprendidas

Três aspectos devem ser observados para se fazer uso das atividades de Team Building:

1. Atividades e treinamentos baseados em situações reais que possam ser aplicadas ao cotidiano de trabalho da empresa, pois reduz o stress e aumenta o conhecimento para solução de conflitos.

2. Aproveitamento da diversidade de personalidades que existam numa equipe. A opinião de diferentes pessoas e suas ópticas é que permite o crescimento da organização.

3. Compatibilidade da cultura da organização com a escolha de um consultor ou facilitador, alinhada com o que você realmente deseja alcançar e em que horizonte de tempo.

Pense nisso antes de mexer na equipe.

Fontes:

OLSEN, Pat - Team Building Exercises for Tough Times, Harvard Business Review, USA - http://hbr.org/

SILVA, Antomar Marins e – Sonhar é Para Estrategistas, Ciência Moderna, Rio de Janeiro, RJ

SILVA, Antomar Marins e – O Que é Team Building, Marins & Molnar Business Solutions, Rio de Janeiro, RJ