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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

COMO ANDA O SEU TEMPO?

Todos ouvimos falar, há muito tempo, que tempo é dinheiro. Sem dúvida isto parece ser verdadeiro pelo que eu, pessoalmente, tenho podido comprovar. A única questão, e esta é certamente muito séria, é que o tempo passa de forma contínua e sem pausa. Assim, mesmo que eu não queira, sou obrigado a gastar meu tempo, e isto acontece igualmente para todos os seres vivos. Cada minuto que passa, no relógio universal, vai sendo continuamente debitando do tempo restante da vida de cada um.

Quando se diz, então, que tempo é dinheiro, talvez se queira dizer que será bastante engenhoso e inteligente transformar em investimento o gasto de tempo do nosso dia a dia. Se não podemos deixar de gastar, então que esse gasto traga algum benefício no futuro, por exemplo:

O Sr. José da Silva resolveu seguir os conselhos médicos e de amigos e frequentar uma academia de ginástica. Resistiu muito antes de fazê-lo, alegando que não dispunha de tempo para tal atividade. Acabou convencido de que, se investisse cerca de seis horas por semana em exercícios físicos, talvez estivesse ganhando alguns anos a mais em sua própria vida, além desta adquirir um nível de qualidade sensivelmente melhor.

Planejar o investimento de seu tempo passa a ser, desta forma, uma atividade extremamente compensadora e relevante. Assim, no tempo que sobra do bom planejamento pode-se ser mais produtivo, conseguindo-se melhores resultados sob o ponto de vista profissional ou, até mesmo – o que é ainda mais importante – obtendo-se mais tempo livre para investir em coisas ligadas à satisfação pessoal, colhendo um lucro que se chama por ai de “felicidade”.

Se você não tem tempo para planejar suas atividades, onde é que você vai arranjar tempo para corrigir as deficiências da falta de planejamento?  Esta é a pergunta que faz os “apagadores de incêndio” sintar-se bem desconfortáveis.

Para investir melhor o seu tempo, é preciso que você aprenda a planejá-lo de forma mais efetiva possível. Da mesma forma que você deve planejar seus investimentos em dinheiro, você deve proceder com o tempo. Talvez você não fique milionário, mas, quem sabe, acabe tornando-se um “seculário”?

E, da mesma forma que as pessoas têm formas diferentes de gastar ou de investir seu dinheiro, a forma de dispor ou de planejar o tempo também tem nuances pessoais que devem ser respeitadas. As pessoas têm gostos, hábitos, habilidades, anseios, enfim estilos e personalidades diferentes. E é isso o que devemos levar em conta na hora de construir uma forma de aprendizado sobre o melhor planejamento e aproveitamento do tempo de cada um. Não existe uma única receita. Na verdade cada pessoa tem que elaborar a sua própria, em função do seu jeito de ser, do seu estilo. É partir para a construção de uma metaferramenta. Ela é única, é sua...

Autores:
Prof. Ds. Carlos Corrêa – Instituto de Gestão e Informação – CEFET/RJ
Prof. A. Marins, MBA – Marins & Molnar Business Solutions – marins@antomarmarins.com.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A ONDA VERDE

Conversava com um grupo de jóvens na Universidade sobre “A Onda Verde” e sua importância para o mundo, quando um deles me disse que “tudo que está acontecendo no mundo é culpa dos mais velhos que não souberam preservar.” Afirmou, ainda, que “as gerações atuais e futuras terão muito trabalho para ‘corrigir’ o que foi destruído.

Argumentei que apesar da minha geração ter sua percela de culpa, as gerações mais recentes agrediram o meio ambiente muito mais. Mas eles não ficaram muitos convencidos. Hoje, um amigo, lá de Belém, enviou-me o texto que hoje apresento para vocês. Ele sintetiza de forma clareza e inteligente o que não tive a oportunidade de falar para o grupo.

"Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”

“O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente."
"Você está certo", responde a velha senhora, “nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.”

“Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.”

“Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões”.

“Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.”

“Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?”

“Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.”

“Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.”

“Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.”

“Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima”.

“Então, não é visível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?”

Autor desconhecido

domingo, 25 de setembro de 2011

OS TIMES DE TRABALHO AUTODIRIGIDOS

A dinâmica do mundo dos negócios torna cada vez mais evidente a afirmação de Heráclito, no século V a.C., que diz que a única coisa permanente no mundo é a constante mudança. O homem cria com uma rapidez cada vez maior, removendo barreiras e limites em intervalos de tempo sempre menores. Os mercados tornam-se cada vez mais exigentes e menos fiéis a produtos e marcas. As regras mudam continuamente e a antecipação ou, pelo menos, uma redução drástica no tempo de reação às mudanças faz-se essencial para a estratégia de perpetuação dos negócios.

A própria organização “corpo humano” usa bem o conceito de time autodirigido em sua estrutura: quando uma pessoa encosta a mão em uma panela quente, muito antes que o cérebro – sistema nervoso central – tome conhecimento do fato e providencias a respeito, um sistema conhecido por arco reflexo entra em cena – a nível medular – e “dá as ordens” para que a mão seja afastada imediatamente do contato agressivo.

Quando a alta administração do corpo – o cérebro – toma conhecimento do ocorrido, a ponta operacional já tomou as primeiras medidas para evitar danos maiores ao “negócio”. Nesta altura a alta administração pode criar novos padrões de procedimento, aprimorando o conhecimento da ponta com vistas a evitar situações semelhantes no futuro.


Trata-se de um aprendizado consequente, com poder de decisão e ação para que primeiro apreende o novo conhecimento. É tempo de reação menor, é redução do tempo de ciclo para o desenvolvimento.

Quando usar um time

O uso de um time para a solução de um problema para o aprendizado de novos caminhos de decisão – ou para o aproveitamento de uma oportunidade de aprimoramento, como considero mais atraente – deve ser feito levando-se em conta determinadas condições básicas para que, em última análise, ninguém esteja tentando usar um canhão para matar um mosquito. Assim, apresentamos um fluxograma bastante simples, mas eficaz, para a determinação do “usar ou não usar” o time para a realização de uma determinada tarefa.

Pense nisso!

Autores:
Prof. Ds. Carlos Corrêa – Instituto de Gestão e Informação – CEFET/RJ
Prof. A. Marins, MBA – Marins & Molnar Business Solutions – marins@antomarmarins.com.br
Figura: Fluxograma para a decisão de implantação de um time – Extraído de Forsha, H.I. – p 16.