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terça-feira, 23 de junho de 2020

NÃO SE DEIXE SOTERRAR


Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.

Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.

Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo.
O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.

No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela.

Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que , finalmente, conseguiu sair...

Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.

Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:

Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo; ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre. É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

Autor desconhecido

domingo, 14 de junho de 2020

NÃO DEIXE QUE LHE TIREM ATÉ O SEU CACHORRO QUENTE!


Em 1993 postei este texto, original de um anúncio da Quaker State Metais Co., publicado em 24 de fevereiro de 1958 e divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo, em novembro de 1990.

Ele é uma verdadeira corrente contra o baixo-astral, como em outras épocas vivemos e se repita agora... Diz o anúncio!

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes.  Não tinha rádio e, por deficiência de vista, não podia ler jornais, mas, em compensação, vendia bons cachorros-quentes.


Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali, gritando quando alguém passava:

– Olha o cachorro-quente especial!!!

E as pessoas compravam.  Com isso, aumentou os pedidos de pão, salsichas, e acabou construindo uma mercearia.  Então, mandou buscar o filho, que estudava na Universidade, para ajudá-lo a tocar o negócio, e alguma coisa aconteceu.  O filho veio e disse:

– Papai, o senhor não tem ouvido rádio? Nem tem lido jornais? Há uma crise muito séria, e a situação internacional é perigosíssima!

Diante disso, o pai pensou: – Meu filho estudou na Universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto, deve saber o que está dizendo! E então reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali, apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para noite, e ele disse ao filho, convencido:

– Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!

É exatamente isto que os governadores, prefeitos e parte da imprensa estão fazendo com você!

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

sábado, 6 de junho de 2020

COVID19 X RESILIÊNCIA


A resiliência é como um elástico ou uma mola que poderá ser esticada quase até próximo a sua ruptura e uma vez ultrapassada a situação problema, a mola estará apta a regressar à sua forma inicial, ou seja, capacidade de resistência do material à adversidade.

Resiliência. Por: Juliana Gebrim

Certa vez Boris Cyrulnik, o neurologista e psiquiatra francês exemplificou a resiliência da seguinte forma: Uma pérola é o resultado da reação da ostra à agressão de um grão de areia. Tal como a ostra tem a capacidade de transformar um áspero grão de areia em algo valioso, também o ser humano perante um acontecimento marcante e sofrido, poderá descobrir capacidades que desconhecia e revelar uma enorme força perante situações que, numa primeira análise, só poderiam conduzir à estados de fraqueza.

Então, perante o COVID19, é possível que o indivíduo reaja de duas maneiras: ou se torna vítima, ficando com dificuldades de adaptação e com patologias psíquicas ou se torna resiliente.

Vários autores têm estudado a resiliência e todos concordam que esta é constituída por três fatores:
  • Capacidade que permite ao individuo enfrentar adversidades de forma positiva;
  • Capacidade que envolve ativamente mecanismos de autoproteção;
  • É um processo evolutivo que pode ser promovido em todas as fases do ciclo vital do indivíduo.
Algumas das aplicações da resiliência num indivíduo são as seguintes:
  • Reencontrar um novo sentido para a vida, estar receptivo a novas experiências e poder atingir novos desafios;
  • Superar as consequências decorrentes de acontecimentos traumáticos na infância ou na adolescência: lutos violentos, divórcio dos pais, doenças do próprio ou de alguém próximo, maus tratos, etc.
  • Vencer dificuldades comuns do dia-a-dia: desentendimentos com amigos, familiares ou com o “chefe”, uma despesa imprevista, etc.
Poderá considerar-se a resiliência uma combinação de fatores que propiciam condições para enfrentar e superar as adversidades. Este êxito irá depender dos traços da personalidade, das relações sócio familiares e dos fatores culturais do indivíduo.

Quadro - Resiliência - Comprar em Casa da Gina 

Para Boris Cyrulnik, a reação perante as agressões externas dependem essencialmente de três fatores: aquisição de recursos interiores desde os primeiros anos de vida, a forma como o trauma é assimilado e os suportes institucionais que servem como apoio. Assim, a alegria, a empatia, a força interior e a competência social são muito importantes na construção da resiliência e adaptação a situações adversas, o que explica que diante dos mesmos acontecimentos, algumas pessoas consigam ultrapassá-los e outras ficam aprisionadas a eles.

Poderemos converter os traumas e o sofrimento em motor de vida. A melhor condição para um indivíduo começar a ser resiliente é quando está perante uma situação difícil. As pessoas resilientes possuem algumas características:
  • Relações afetivas satisfatórias;
  • Superar as consequências
  • Êxito profissional;
  • Possuem hobbies e formas para si agradáveis de ocupar os seus tempos livres;Cuidam bem de si próprias;
  • Acreditam num futuro promissor
Pense nisto e tenha uma ótima semana!