Ebooks Grátis

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MELHORIA DE PROCESSOS EXIGE AÇÃO CONSTANTE

Para a Qualidade a palavra melhoria significa subir alguns níveis de avaliação no processo. Pode se dar tanto na qualidade do produto, serviço ou processo utilizado (eficácia), quando na produtividade do processo (eficiência).

Melhoria se contrapõe à rotina, que significa estabilizar e dar confiabilidade ao processo. A fase de melhoria começa na geração de alternativas para solucionar o problema. Ocorre após identificar as causas e destacar, entre estas, as causas fundamentais, procedimentos que correspondem à fase de análise.

A fase de melhoria exige ações que eliminem ou bloqueiem as causas do problema. Ações que eliminam as causas são chamadas de corretivas. As que apenas atenuam ou bloqueiam, ações adaptativas. Há ainda as ações provisórias, adotadas enquanto não se consegue uma ação definitiva. São essenciais quando os efeitos interferem em outros processos, causando prejuízos.

  • Exemplo: faltou dinheiro para pagar os salários. Causas identificadas: um cliente não pagou fatura expressiva e há falta de capital de giro para bancá-la.
  • Ação corretiva: gerar mais recursos de maior número de clientes e evitar que isso volte a ocorrer.
  • Ação adaptativa: pedir empréstimo.
  • Ação provisória: pagar parte dos salários até sair o empréstimo.
Busque novos desafios

Todas as ações devem evitar que os problemas voltem a acontecer (prevenção); mas se acontecerem devem ser corrigidos rapidamente. Quando um processo aparentemente não tem problemas, a Qualidade recomenda a não acomodação aos resultados alcançados. A definição de metas desafiadoras obriga a pensar em novos métodos.

Reduza a burocracia

Com a eliminação de aprovações desnecessárias, assinaturas, número de vias, cópias etc., é possível reduzir a burocracia nos processos organizacionais. A burocracia influencia negativamente e provoca efeitos perniciosos, como:

  • Medo generalizado dos erros cometidos durante a operacionalização dos processos leva os colaboradores a tomar uma série de medidas de segurança que reduzem a produtividade e elevam os custos.
  • Perda de tempo com atividades não produtivas.
  • Desconfiança generalizada. Uns se protegem dos outros.
  • Ociosidade gerada por atrasos nos processamentos, análises desnecessárias, vistos dispensáveis.
  • Dificuldades em delegar responsabilidades (quem autoriza?).
  • Desejo mórbido em procurar e descobrir enganos, ínfimos que sejam, no trabalho dos outros, mas que trazem conforto a quem os descobre.
  • Necessidade de mais e mais controle, de tudo e de todos.

Elimine a duplicação
Cancele atividades idênticas ou similares que ocorrem em mais de um ponto do processo.

Avalie o valor agregado

Avalie cada atividade do processo e julgue sua contribuição para a satisfação do cliente. Atividades que agregam valor são aquelas pelas quais o cliente não pagaria: Exemplo: o lanche servido no avião agrega valor ao processo.

Simplifique o que puder

Reduza a complexidade do processo e facilite a vida de quem usa ou recebe o produto ou serviço.

Previna-se contra o erro

Torne difícil ou impossível a ocorrência de erros. Exemplo: mudar o desenho de uma peça, de modo que ela só possa ser encaixada se estiver na posição correta.

Padronize o processo

Aperfeiçoada a maneira de executar o processo, documente-a e faça com que seja desenvolvida sempre da mesma maneira.

Estabeleça parcerias

Exija quantidade dos fornecedores. A qualidade da saída depende muito da qualidade da entrada.

Questione o processo

Se os itens sugeridos anteriormente não trouxerem melhorias, talvez todo o processo deva ser mudado ou até mesmo extinto.

E bons negócios!

Nota: Adaptado pelo autor da Folha SebraeQualidade Total.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

COMO EVITAR ERROS, NA PRÁTICA

Siga o roteiro e pratique a forma de tornar um processo à prova de erros. Para isso procure descobrir quais os erros ocorridos em cada etapa do processo e faça uma estatística dos mais frequentes.

Procure identificar quais são os procedimentos que estão menos sujeitos a erros e problemas, levantando as seguintes questões:

  • Se você mudasse a sequencia das etapas, evitaria que os erros acontecessem?
  • Se você alterasse um formulário utilizado no processo, evitaria erros?
  • Se fosse utilizada uma lista de verificação (lista de tudo o que deveria acontecer, na sequencia adequada), seria possível que os erros não acontecessem?
  • Se instruções claras, detalhadas e ilustradas fossem exibidas em locais visíveis, os erros poderiam ser evitados?

Caso as respostas das questões acima sejam afirmativas, crie um plano de ações para viabilizar a implantação das mudanças necessárias.

Pense, agora, em procedimentos totalmente novos, que sejam menos sujeitos a erros. Seja criativo. Aproveite e incorpore ao plano a implantação dos novos procedimentos.

Preste atenção ao ambiente de trabalho em que o processo é realizado e responda:

  • Se você alterasse o arranjo físico do trabalho evitaria qualquer dos erros observados?
  • Você poderia imaginar o arranjo físico ideal?
  • Algum dispositivo ainda que simples que interrompesse o processo ou disparasse um alarme avisando de um possível erro, seria útil?
  • Qual o procedimento adequado para se resolver um problema, quando detectado?

Em caso afirmativo, incorpore no plano de ações medidas para viabilizar as alterações de trabalho.

É simples padronizar processos

Volte sua atenção, mais uma vez, para o processo selecionado e convide as pessoas envolvidas no processo para uma reunião de análise e melhoria.

Descreva o processo com as melhorias já incorporadas (utilize fluxogramas, figuras, desenhos, mapas mentais etc.).

Planeje o teste do novo processo, seguindo o seguinte roteiro:

  • Selecione as pessoas que farão parte do teste.
  • Defina como serão treinados os participantes do teste.
  • Defina quem serão os instrutores.
  • Descubra uma forma de verificar o que está funcionando bem e o que não está.
  • Defina como vai ser feita a formalização dos processos e como atualizá-los.
Após o planejamento do teste, execute o planejado e monitore a execução para a coleta de informações. Para tanto, observe:

  • Existe ainda alguma instrução que não esteja clara a quem vai realizar o processo?
  • Que problemas ocorrem na execução?
  • Que atividades são realizadas mas não fazem parte da descrição do processo?
  • Notou a existência de variações no processo?
  • O desperdício diminuiu? (de tempo, material, mão de obra etc.).

Apresente aos participantes do processo as informações coletadas no passo anterior e, com eles, incorpore inovações e aperfeiçoamentos.

É hora, então, de implantar o processo aperfeiçoado, mas não se esqueça: nada é definitivo, é claro. Existem sempre muitas maneiras de se aperfeiçoar um processo e você deve procurá-las periodicamente.

Nomeie o “dono do processo”

Conceito útil introduzido pela Qualidade nas empresas é o de “dono do processo”: o responsável pela eficiência e eficácia. A gestão tradicional tem gerentes de setores, departamentos, unidades; na gestão pela qualidade, a empresa não mais é vista como um conjunto de funções, mas como um conjunto de processos interdependentes.

Na designação do “dono” de um processo, alguns critérios são úteis:

  1. Propriedade
O mais identificado, envolvido e preocupado com os resultados do processo.

  1. Poder de ação
Quem tem iniciativa e poder bastante para agir sobre o processo, mesmo que envolva outros setores da organização.

  1. Liderança
Capacidade de liderar a equipe, cumprir prazos, demolir obstáculos, ver mais longe e assumir responsabilidades.

  1. Conhecimento
Conhecimento total do processo é desejável, mas não determinante. Uma vez assumida a condição de “dono do processo”, por outras qualidades, certamente terá a necessária colaboração da equipe para dominá-lo e aperfeiçoá-lo.

Boa sorte e sucesso!

sábado, 22 de outubro de 2011

CARACTERÍSTICAS DA EQUIPE VENCEDORA

Líderes de todas as partes buscam descobrir a fórmula do sucesso na formação de equipes. Muitos na busca pelo melhor time, reúnem vários talentos e os resultados nem sempre são alcançados. Vez por outra, se aposta em grupo de iniciantes e os ganhos ficam acima das expectativas. Já em outras ocasiões, tentamos de várias formas reunirem os melhores candidatos, mas os resultados não são animadores.

Se for assim, afinal de contas, qual é o segredo do sucesso para montar times de vencedores? Como devemos agir? O que devemos priorizar? Essas são algumas perguntas que a maioria dos líderes gostaria de saber. Na verdade, não existe uma fórmula que garanta a formação de equipes vencedoras, o que existe são conceitos que se bem assimilados poderão fazer a diferença para o sucesso do time.

Para contar com um time de primeira, é necessário um propósito comum. Boa parte das equipes trabalha como se não fosse um time. Para trabalhar em conjunto e de forma eficaz, os membros da equipe precisam se reunir em torno de um propósito significativo e adotá-lo como se fosse seu próprio.

Feito isso um importante degrau na escalada para a otimização dos resultados da equipe foi conquistado, mas sozinho não é o bastante. É preciso reunir outros ingredientes para se chegar ao tempero ideal. Daí, o segundo degrau a ser alcançado será reunir um mix de competências complementares.

Tentar reunir uma equipe com as mesmas habilidades e perspectivas será fracasso na certa. Para funcionar como grupo vencedor é necessário reunir pessoas com diferentes conhecimentos técnicos e funcionais, novas abordagens para a tomada de decisões e resolução de problemas.

Agora sim, reunindo essas duas condições a equipe está pronta a vencer os desafios, não é mesmo? Ainda não. É preciso um terceiro e fundamental componente: a responsabilidade mútua. Ninguém poderá garantir compromisso de seus colaboradores. É preciso que ele seja conquistado e polido constantemente.

No passado costumávamos dizer que para ser um time de águias os membros deviam “vestir a camisa da empresa”, atualmente isso já não basta, é preciso “usar a pele da empresa”. Assim, trabalhando alinhado com os três princípios acima, podemos dizer que conquistamos o patamar mínimo para contar uma equipe campeã.

Mas lembre-se sempre de agradecê-la pelas conquistas, pois sem isso nenhuma técnica produzirá resultados memoráveis, afinal de contas, o verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe e agradecer é a melhor maneira de deixar todos motivados para novas conquistas.

Pense nisso e ótima semana.

Autor: Evaldo Costa – Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil – http:/evaldocosta.blogspot..com/