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quinta-feira, 25 de março de 2021

COMO MELHORAR A QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS NO COMÉRCIO

O comércio reúne mais da metade do total de micro e pequenas empresas. Devido a esse elevado número, é importante estabelecer requisitos para a qualidade no atendimento, pois para sobreviver em um mercado competitivo é essencial que seja oferecido um serviço de qualidade e que atenda às expectativas dos consumidores.


Donos de estabelecimentos de comércios de pequeno porte podem obter orientações para a implementação de ações voltadas para a qualidade dos serviços, de acordo com a ABNT NBR 15842.



Esta norma auxilia empresas no atendimento aos clientes e na gestão dos negócios. Trata-se de uma ferramenta de gestão para estabelecimentos comerciais e apresenta requisitos voltados não só para proporcionar uma boa impressão ao cliente, mas também para melhoria na infraestrutura do ponto de venda.


Assim, a aplicação dessa norma ajuda a verificar a situação da empresa e a criar um padrão de qualidade no atendimento.

 

O Sebrae disponibiliza um guia com o roteiro de implementação da norma. Mas é bom lembrar que ele deve ser usado como fonte de consulta, levando em conta que a aplicação das medidas nele presentes devem ser avaliada caso a caso.

 

Pense nisto e tenha uma ótima semana! 

Fonte: Sebrae 

sábado, 20 de março de 2021

DESAPRENDER PARA APRENDER

Há alguns anos publicamos este artigo. Para nossa surpresa nos pediram que o repetisse. Ai está. 

Certa vez fomos convidados pelo principal executivo para participarmos de uma reunião onde seriam discutidas as principais mudanças que precisavam ser implantadas na empresa. Seu maior problema era encontrar uma forma de romper as resistências das próprias pessoas daquela organização. 

Para alguns membros da reunião era “simplesmente implantar” e “quem não estivesse satisfeito que pedisse demissão”. Afinal, “manda quem pode obedece quem tem juízo”. Para outros, a implantação feita através de imposição não seria a melhor solução. Corria o risco de perder alguns membros da equipe, sem se falar no “clima pesado” que se criaria. 

Essa era nossa missão: mudar a organização através das pessoas para implementar as mudanças. Afinal, é com isso que trabalhamos: usar novos métodos e ferramentas para ajudar as empresas serem mais efetivas, sem desconsiderar as pessoas.


Neste caso foram usados os modelos de Aprendizagem Organizacional, que primam pela formação dos recursos pessoais da empresa, através da transmissão de novas habilidades específicas, adequadas ao contexto a ser desejado. Em outras palavras, preparar os colaboradores da empresa para que entendessem as mudanças necessárias e ajudassem a implantá-las. 

Cabe aqui um parêntesis para explicarmos o porquê da escolha da Aprendizagem Organizacional. 

Antigamente, exigia-se que os profissionais tivessem uma grande gama de conhecimentos próprios para exercer determinada função. Atualmente esta exigência não é tão crítica, pois o importante não é só o que uma pessoa saiba, mas o que essa pessoa seja capaz de aprender. 

Aprender é uma das primeiras habilidades que as pessoas desenvolvem, tanto no meio dos conhecimentos, como das condutas e atitudes para adaptar-se ao meio ambiente. Assim, a tarefa de Aprendizagem Organizacional, como toda função, depende das pessoas, pois existem várias metodologias para chegar-se à pratica. 

O sucesso de aprendizagem requer de um elemento básico: o desaprender, isto é, romper seus paradigmas, conhecimentos ou hábitos de conduta que limitem os processos de mudança, ou de novas respostas. 

Isto requer que as pessoas envolvidas com os processos tenham uma atitude aberta e franca e, principalmente, que estejam comprometidas com o processo.


Para isso se deve associar a Administração à Psicologia Organizacional, para que não se aborde somente aspectos técnicos, mas também as atitudes, emoções e condutas do grupo da empresa. 

Uma vez realizada tais ações, é importante definir qual metodologia é mais adequada à empresa. Deve, ainda, aplicar-se ao perfil dos grupos e das pessoas que a integram. Lembre-se que produtos “enlatados” normalmente não atende a organização. 

Voltando para o nosso caso, a empresa concordou e decidiu aceitar a nossa recomendação e realizou, com a nossa ajuda, um Fórum de Melhoria dos Negócios da Empresa, com a presença do principal executivo, diretores, gerentes e representantes das diversas áreas.

As pessoas convidadas tiveram a missão de montar um Documento de Premissas da Empresa, com objetivos de até dois anos, para implantar os diversos projetos de melhoria e estabelecerem os Indicadores para medir e aprimorar. 

Nosso caso teve um final feliz, pois a empresa definiu criar um amplo programa de T&D para atender às suas necessidades, além de fazer mudanças e melhorias através de seus colaboradores. 

E sua empresa tem pensado nisto? 

Autor: Prof.A.Marins – antomar.marins@gmail.com 

quarta-feira, 10 de março de 2021

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE RECLAMAÇÕES

A Gestão das Reclamações é encarada cada vez com mais seriedade pelas empresas, não só pelas eventuais consequências em termos de penalidades e publicidade adversa, mas, sobretudo pelos resultados obtidos, quando utilizados processos adequados na melhoria continuada da satisfação dos clientes. 

Gerir uma reclamação é evidentemente uma oportunidade para o aumento da intimidade com o cliente, mas é, sobretudo um momento único para o fortalecimento de uma relação tantas vezes difícil de conseguir entre as empresas e os clientes, por esse motivo, as empresas devem criar mecanismos de incentivo à reclamação, de forma a conseguir aproveitar os clientes como consultores e a melhorarem a sua organização.


A reclamação é uma enorme oportunidade para corrigir os erros da empresa e evitar que os mesmos problemas ocorram com outros clientes, não receber muitas reclamações não quer dizer que o serviço prestado não tem falhas, pesquisas mostram que apenas 4% dos clientes insatisfeitos reclamam, além disso, cada cliente insatisfeito fala da sua má experiência com outras 9 ou 10 pessoas. 

Ao reclamar, o cliente dá-nos a oportunidade de satisfazê-lo e mantê-lo como cliente, cerca de 54 % a 70 % dos clientes que reclamam voltarão a fazer negócios com a nossa empresa, se suas reclamações forem atendidas e 95 % dos clientes que reclamam voltarão a fazer negócios com a nossa empresa, se as suas reclamações forem atendidas com rapidez.

 

Mas porque é que a maioria dos clientes não reclama?

 

Os clientes não reclamam porque não acreditam que a reclamação irá resolver o problema, pois julgam que a empresa não se importa. Infelizmente, isto é muitas vezes o que acontece. Geralmente, o cliente é recebido com má vontade e por uma pessoa que fica na defensiva, tentando definir quem é o culpado pelo problema em vez de agir para solucioná-lo e muitas vezes o cliente é forçado a gastar o seu tempo, escrevendo cartas ou juntando provas para solicitar a solução de um problema e na maioria das vezes, não recebe uma resposta adequada.



Principais motivos das reclamações

 

·         Mau funcionamento de produtos;

·         Reclamações sobre a Qualidade do Produto;

·         Reclamações sobre o Tempo de Espera;

·         Reclamações sobre o Atendimento;

·         Reclamações Sobre Erros no Pedido.

 

Mas o que é uma empresa pode fazer para diminuir o número de reclamações?

 

Para diminuir o número de reclamações é crucial que uma empresa adopte uma estratégia centrada no cliente, em que este é colocado no centro da tomada de decisões.

 

Uma empresa centrada no cliente não só oferece o melhor atendimento, como se preocupa em criar uma experiência inesquecível ao cliente. Esta experiência vai desde o primeiro contato com a marca, passando por todo o processo de compra do cliente e estendendo-se esta até ao pós-venda.

 

O objetivo principal desta estratégia é a satisfação do cliente, pois estando os clientes satisfeitos com determinada empresa, não vão sentir necessidade de procurar empresas concorrentes, tendo assim efeitos diretos nas intenções de recompra. Além disso, os clientes satisfeitos proporcionam uma maior motivação dos colaboradores da empresa prestadora do serviço com implicações positivas na respetiva rentabilidade.



Num mercado alargado e fortemente concorrencial, a satisfação dos clientes assume extraordinária relevância na competitividade das empresas, refletindo-se nestas os vários níveis que se inter-relacionam, ao terem clientes satisfeitos, as empresas potenciam a lealdade por parte do cliente e em consequência disso, consolidam a estabilidade da organização. Estando os clientes satisfeitos com determinada empresa, não vão sentir necessidade de procurar empresas concorrentes, tendo assim efeitos diretos nas intenções de recompra.


Por satisfação entende-se a avaliação feita por um cliente a um determinado produto que lhe foi fornecido, tendo como referência ou padrão as suas expectativas. ”A satisfação é o resultado de uma compra e resulta da comparação que o comprador faz das recompensas e custos da compra com as consequências antecipadas”.

 

Assim, ter-se-á satisfação sempre que o cliente considerar que recebeu o mesmo ou mais do que aquilo que esperava. Quanto maior for a percepção do que recebeu relativamente ao que previa maior será a satisfação do cliente.

 

Outra consequência da satisfação, é que a satisfação irá fazer com que surja um passa-palavra positivo (word of mouth), sendo este um mecanismo muito eficaz que as empresas possuem para fazerem “marketing” dos seus serviços, porque os futuros clientes acreditam mais na opinião dos que já o são (que já experimentaram o serviço) do que na publicidade.



Gerir uma reclamação é evidentemente uma oportunidade para o aumento da intimidade com o cliente, mas é sobretudo um momento único para o fortalecimento de uma relação tantas vezes difícil de conseguir entre as empresas e os clientes, por esse motivo, as empresas devem criar mecanismos de incentivo à reclamação, de forma a conseguir aproveitar os clientes como consultores e a melhorarem a sua organização.

 

A reclamação é uma enorme oportunidade para corrigir os erros da empresa e evitar que os mesmos problemas ocorram com outros clientes, não receber muitas reclamações não quer dizer que o serviço prestado não tem falhas, pesquisas mostram que apenas 4% dos clientes insatisfeitos reclamam, além disso, cada cliente insatisfeito fala da sua má experiência com outras 9 ou 10 pessoas.

 

Ao reclamar, o cliente dá-nos a oportunidade de satisfazê-lo e mantê-lo como cliente, cerca de 54 % a 70 % dos clientes que reclamam voltarão a fazer negócios com a nossa empresa, se suas reclamações forem atendidas e 95 % dos clientes que reclamam voltarão a fazer negócios com a nossa empresa, se as suas reclamações forem atendidas com rapidez.

 

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


Fonte: Jornal Tornado – https://www.jornaltornado.pt/