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quarta-feira, 23 de julho de 2014

LEI DO CAMINHÃO DE LIXO

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz.

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente.

O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.

E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.

Assim eu perguntei: – Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital.

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de A Lei do  Caminhão de Lixo.


Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam  de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não  tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e em o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo...

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais; assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!


Fonte: Monica Patrocinio Silva - mpatro@ig.com.br

quarta-feira, 16 de julho de 2014

COMO NEGOCIAR “CONTRA” UMA EQUIPE DE NEGOCIADORES?

Imagine uma reunião com o Diretor de Compras de uma empresa para a qual está tentando vender. Você teve o cuidado de  se preparar. A sua empresa investiu numa expansão acreditando que  conseguiria colocar seus produtos nesse cliente.

A  secretária o faz entrar numa sala de reunião. Nela já estão seis  pessoas. Com o diretor, sete! Você, que havia se preparado para  negociar com uma pessoa, está diante de uma equipe de negociadores.

E agora? Tento adiar e propor trazer a minha equipe ou enfrento as feras! Quando isso acontecer, adote a seguinte postura:

Mantenha a calma — Encare os presentes. Você está preparado.

Adote o bom humor — A descontração tende a provocar empatia.

Demonstre humildade — A postura arrogante é a pior alternativa. A reação tenderá a ter o mesmo tom.  Atenção! Ser humilde não significa ser submisso.

Responda "apenas" ao que sabe —  Quando não tiver uma resposta proponha estudar o assunto e enviar posteriormente ou enviar um técnico para discutir com o responsável da área.

Detecte o líder — Muitas vezes o líder não é o de maior posição hierárquica.  Normalmente é o que fala mais alto, faz perguntas inteligentes, resume tudo dando a palavra final.

Use o apoio e seduza o aliado — Saiba usar o apoio de quem concorda com você. Não se esqueça de se referir às pessoas pelos nomes.

Dê atenção a todos — Cuidado! Nem sempre quem fala mais tem a posição hierárquica superior. O mesmo acontece quando existem mulheres no grupo! A representante feminina pode ser a pessoa que decide.

Negociar "contra" uma equipe de negociadores requer preparação, poder de persuasão e influência e muito sangue frio! 

Autor: Márcio Miranda é considerado um expert em negociação e administração gerencial. É membro executivo da American Marketing Association, autor de diversos artigos sobre negociação e administração gerencial. É o presidente da Associação Brasileira de Negociadores. – www.marciomiranda.com.br

quarta-feira, 25 de junho de 2014

FALANDO DO GERENTE LÍDER

Tradicionalmente, gerenciar não tem tido muito a ver com liderar da forma que nós entendemos o temo hoje em dia. Em vez disso, o papel do gerente tem sido o de planejar, direcionar, coordenar controlar ou, como disseram Bennis & Nanus, “fazer as coisas certas”. A partir de um modelo militar de organização, os gerentes foram concebidos como elementos de ligação em uma “cadeia de comando”. Sua postura era altamente reativa – era esperado deles receber as ordens da gerência de primeira linha e depois implantá-las, consertar o que estivesse errado, solucionar problemas, fazer planos racionais com base nas respostas que as pessoas esperavam, e manter a organização existente, exercendo uma autoridade formal sobre as pessoas sob seu controle.

Contudo, esta visão de gerência está condicionada a um tipo de estabilidade que não existe mais. Ela reflete uma época em que a mudança era gradual, em que as organizações burocráticas podiam se arrastar sob o peso geralmente embaraçoso das estruturas hierárquicas. Quando gerenciar bem significava fazer mais daquilo que havia dado certo antes.

Mas o gerente de hoje não pode mais se permitir trabalhar de modo reativo, porque o ambiente de trabalho hoje em dia não se parece nada com o que havíamos visto antes.

Mudando ambiente de trabalho

O atual ambiente de trabalho está cheio de mudanças. A mudança não é novidade. O que é novo, contudo, é o ritmo cada vez mais acelerado, e o fato de estarem ocorrendo transformações em vários setores importantes ao mesmo tempo. À medida que a economia passa do industrialismo para uma era de serviços de informações, as tecnologias são revolucionadas da noite para o dia: os tempos dos projetos para manufatura reproduziram-se, e os segmentos de mercado estreitaram-se. A força de trabalho também está mudando por causa das várias influências sociais e culturais, os trabalhadores são mais diversificados culturalmente, têm mais instrução, são tecnicamente mais capazes e trazem novos valores e novas estruturas para o ambiente de trabalho.


Além disso, as empresas devem conviver as exigências dos vários acionistas, com as intervenções e as liberações do governo, com o fato de que os recursos e os suprimentos não são mais estáveis e com a demanda de requerimentos cada vez mais especializados por parte do cliente, tudo dentro do contexto de um mercado que vem se tornando internacional, e altamente competitivo.

O resultado final é turbulência, complexidade e uma incerteza sem precedentes. Desse modo, para manter a vantagem sobre a concorrência, as empresas precisam alcançar um nível de inovação até aqui inimaginável. De certa forma, a cultura e a estrutura de uma empresa é que determinam se ela responde a tal desafio com maior ou menor êxito. Por outro lado, a essência das empresas está na independência das pessoas – portanto, os gerentes, em especial os de nível médio, podem influenciar na forma pela qual a empresa age para acomodar as exigências que estão sempre mudando.

Para isso, os gerentes precisam tornar-se mais do que meros gerentes da forma como nós os vimos no passado; precisam tornar-se gerentes que lideram.

Pense nisto e uma boa semana!


Nota: Bennis, W. & Nanus B. – “Líderes” – New York: Harper & Row Publishers.