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domingo, 11 de agosto de 2019

O PLANO DE CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS – GARANTIA DO FUNCIONAMENTO DAS EMPRESAS EM EMERGÊNCIAS


O que é um Plano de Continuidade de Negócios e qual a sua finalidade?

Toda atividade de negócio, não importa qual seja o ramo de atuação ou o porte da empresa, está eventualmente sujeita a interrupções ou situações adversas que dificultem ou impeçam suas operações.

Essas paralisações, embora raras, podem acontecer a qualquer momento e quando menos se esperam, causadas por diversos tipos de ameaças, como desastres naturais, incêndios, fraudes financeiras, epidemias, falhas nos sistemas, etc.

Plano de Continuidade de Negócios, mais conhecido como PCN, refere-se a um conjunto de estratégias e planos de ação preventivos que garantem o pleno funcionamento dos serviços essenciais de uma empresa durante quaisquer tipos de falhas, até que a situação seja normalizada.


As organizações com visão de futuro, que possuem um Plano de Continuidade de Negócios bem elaborado e estruturado, garantem sua perenidade e sobrevivência diante de circunstâncias inesperadas, além de terem uma visão integral e abrangente de seus processos de negócio.

Um Plano de Continuidade de Negócios eficiente e eficaz exige três condições essenciais

Apesar de em sua essência ele possuir os mesmos conceitos e diretrizes, o Plano de Continuidade de Negócios sofre alterações de empresa para empresa, conforme a natureza do empreendimento varia.


Por este motivo, os dirigentes responsáveis precisam ter em mente três condições essenciais ao elaborar o Plano de Continuidade de Negócios de suas empresas. São respostas para as três perguntas a seguir:
  • Análise de Risco: o que de ruim pode vir a acontecer? (principais ameaças);
  • Análise de Impacto: de que forma eventuais ameaças podem impactar o negócio?
  • Planejamento Estratégico: se uma ameaça se apresentar, quais atitudes e ações se fariam necessárias para a retomada das operações?
A estrutura do Plano de Continuidade de Negócios

Via de regra, um Plano de Continuidade de Negócios é estruturado em quatro subplanos menores, ligados entre si e cada qual para um estágio diferente. São eles:

  • Plano de Contingência (Emergência): deve ser utilizado em último caso, quando todas as prevenções tiverem falhado. Define as necessidades e ações mais imediatas.
  • Plano de Administração ou Gerenciamento de Crises (PAC): define funções e responsabilidades das equipes envolvidas com o acionamento das ações de contingência, antes durante e após a ocorrência.
  • Plano de Recuperação de Desastres (PRD): determina o planejamento para que, uma vez controlada a contingência e passada a crise, a empresa retome seus níveis originais de operação.
  • Plano de Continuidade Operacional (PCO): seu objetivo é reestabelecer o funcionamento dos principais ativos que suportam as operações de uma empresa, reduzindo o tempo de queda e os impactos provocados por um eventual incidente. Um exemplo simples é a queda de conexão à internet.
Em suma, o Plano de Continuidade de Negócios tem como finalidade central criar normas e padrões para que, em situações adversas, as empresas possam recuperar, retomar e dar prosseguimento aos seus mais cruciais processos de negócio, evitando que eles sofram danos mais profundos que provoquem perdas financeiras.

Pense nisto e tenha uma ótima semana?

terça-feira, 30 de julho de 2019

COMO ADMINISTRAR UMA PEQUENA EM-PRESA EM 10 PASSOS


Administrar uma empresa não é fácil, independentemente do tamanho que ela possui no momento e saber como administrar uma pequena empresa é essencial. São muitos detalhes e nuances que podem fazer a diferença entre ter ou não sucesso em seu meio. Toda empresa precisa manter hábitos saudáveis, para que seus processos sejam realizados da melhor maneira possível. É indispensável ser profissional e ter foco na melhoria contínua. Quem não estiver atento a isso, estará fadado ao fracasso e ao encerramento das atividades.

Administrar bem é saber planejar suas ações, organizar atividades, coordenar e controlar toda sua gama de recursos, distribuindo-os da melhor forma possível, no momento adequado, para os departamentos de destino, com todos os requisitos propostos. É saber agradar seu cliente e atender as suas necessidades, de forma a obter os melhores resultados financeiros, logísticos, operacionais e muito mais, ficando apto a concorrer com qualquer outra empresa ou companhia do ramo, sem medo de fazer feio.

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Para conseguir tudo isso, é preciso um método. E você não precisa de grandes livros ou inúmeros volumes para aprender como. Quer descobrir como administrar uma pequena empresa em 10 passos? Confira no post a seguir:

Desperte o empreendedor que existe em você

O empreendedor é acima de tudo um sonhador, uma pessoa que desperta em si a energia e assume o trabalho necessário para vencer no meio em que competirá. Quando você entrar de cabeça no ramo, precisa deixar o seu lado empreendedor vir à tona. Você é o responsável pela empresa e precisa assumir o posto com todos seus encargos e seu ônus. Tenha uma visão ampla, holística e sem conceitos preconcebidos.

Leia bastante, procure bons blogs sobre o seu setor. Revistas e livros são ótimos também! A grande vantagem dos blogs é manter-se sempre atualizado com as tendências do mercado.

Além de seguir blogs específicos do seu setor, acompanhe blogs sobre gestão empresarial. Todos eles tendem a lhe dar dicas sobre gestão financeira, gestão de estoque, gestão financeira, marketing, vendas, RH etc. O empreendedor deve saber um pouco de cada coisa, pois muitas vezes na pequena empresa ele desempenha diversas funções ao mesmo tempo.

Faça o planejamento estratégico de sua empresa e defina metas

É indispensável fazer um planejamento estratégico para qualquer negócio ter sucesso. É através dele que você vai atingir o propósito ou alvo que determinou em um certo período de tempo, visando uma situação melhor. Eles devem surgir da análise de oportunidades e recursos feitos de maneira centrada e realista, fugindo de desejos ou números inatingíveis. Eles devem derivar da missão e da visão da organização com finalidades e caráter mais específicos e então orientarão as ações com maior precisão.


Defina as metas que você quer atingir neste ano e divida elas em metas menores. Por exemplo, se você quer vender R$ 500.000,00 este ano, você deverá vender R$ R$ 42.000,00 por mês. Desta forma, você deverá vender, por dia útil (levando em consideração que temos 22 dias úteis no mês) R$ 1.900,00.

Trata-se de uma meta possível? Quantos vendedores você tem na sua empresa hoje? Tudo influencia na hora de definir as metas. Seu ticket médio, o número de vendedores etc. Se você tem um ticket médio alto e 10 vendedores, é bem possível de alcançar uma venda de R$ 1.900 diariamente, já, na maioria das pequenas empresas, uma meta desta seria muito ousada.

Comece com metas menores e vá aumentando elas gradativamente. Funciona muito bem!

Adote um sistema de gestão

A tecnologia é uma realidade em nosso mundo e usá-la a seu favor é uma atitude extremamente inteligente. Desenvolver um sistema de gestão é essencial para colocar seu planejamento em prática e obter os melhores resultados no caminho árduo de saber como administrar uma pequena empresa. Entre suas várias funcionalidades, existem algumas que permitem ao usuário o gerenciamento perfeito de pagamentos e recebimentos, CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente), o registro com informações gerais do cliente, de extratos e movimentações, a emissão de notas fiscais e o controle de estoque. Procure por um sistema simples de usar e que foi feito para facilitar o trabalho de empreendedores, integrando os sistemas financeiros, de estoque, de vendas e de compras. Vai ser um diferencial tremendo em seu negócio.

Crie um plano de comunicação interna

Sua empresa não funciona sozinha. Ela precisa de integração e comunicação eficaz entre os colaboradores e funcionários. São muitos os níveis como isso pode ser elaborado, mas o indispensável é ter clareza nesse processo para que não ocorram falhas.

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E isso vale, tanto para as grandes quanto para as pequenas empresas. Boa parte dos problemas ocorre justamente porque as pessoas não conseguem dizer o que elas realmente querem. É preciso adotar os métodos certos para quem as mensagens cheguem de forma segura a quem for de direito.

Em uma pequena empresa, colocar um quadro na sala de reuniões ou na cozinha pode funcionar muito bem. Um vidro para escrever com caneta nas áreas comuns onde os empregados passam também ajuda bastante! Ainda, use o e-mail! Envie e-mails com as decisões resumidas e as diretrizes adotadas pela empresa.

Desenvolva seu plano de marketing

O plano de marketing é essencial para qualquer negócio ter sucesso. É ele que vai imprimir as ações e atuações no mercado que possibilitarão a melhor captação de clientes, o aumento de vendas e, consequentemente, dos lucros. É preciso lembrar sempre, que o mercado vive em constante mudança, o que pede análise ininterrupta, para predispor mudanças e antecipar-se a tendências. Conhecendo seu público e sua área, será mais fácil traçar o perfil do seu cliente e tomar decisões mais elaboradas quanto a suas metas, objetivos, ações de propaganda, divulgação, preços, logística, produtos, serviços e muito mais. Ou seja, é um método eficaz de promover as ações necessárias para a satisfação do seu cliente e o sucesso da sua empresa.

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Não dá para se acomodar onde você estiver. Mesmo que bons resultados estejam surgindo, é preciso inovar nos seus produtos e serviços, bem como nos processos e métodos da sua empresa. Você deve sempre ouvir o mercado — muitas vezes até a concorrência — bem como atualizar quanto as novidades da sua área e até com as pesquisas. Isso vai aumentar a competitividade e deixar sua empresa muito mais forte.

Controle o desempenho

Um bom gestor precisa ter amplo controle do desempenho do seu negócio e dos seus colaboradores. A criação de indicadores e sua análise constante são essenciais para garantir uma excelente gestão. Faça reuniões com regularidade, ouça os líderes das equipes e os funcionários mais abaixo na escala. Todos são importantes e têm como contribuir. Contemple as áreas da forma mais holística possível e veja como isso vai contribuir para uma visão ampla do que está acontecendo em termos de desempenho.

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Tenha métricas de todas as áreas, vendas, finanças, RH, estoque, clientes. Saiba quanto você vendeu, saiba seu ponto de equilíbrio, a inadimplência, sua relação de metas e quais estão sendo alcançadas e quais estão sendo superadas, reveja as metas, conheça seu giro de estoque e a satisfação dos seus clientes.

Não descuide das finanças

Todo negócio precisa ter lucro, não é verdade? E para isso é indispensável ficar de olho no fluxo de caixa. Tenha sempre um bom planejamento orçamentário e procure antecipar receitas e despesas. Essa é uma boa maneira de assegurar que você terá recursos disponíveis para os itens básicos como pagamentos de funcionários e fornecedores, e também, poderá mostrar o quanto você poderá investir em equipamentos, serviços, treinamentos, logística e muito mais.

Promova a qualidade de vida

Adotar ações que garantam o bem estar dos seus funcionários é fundamental para manter as equipes satisfeitas e a produtividade em alta. Além dos benefícios exigidos pela legislação, procure investir em conforto, áreas de convivência e até confraternizações esporádicas. Criar um local mais participativo e integrado pode ser primordial para deixar a motivação sempre do jeito que se espera.

Invista em responsabilidade social e ambiental

Esse é o momento. Mais do que nunca, toda empresa que demonstra responsabilidade ambiental e social tem um diferencial perante seus clientes. Incentive o uso controlado de energia elétrica, água e papel, bem como, o descarte consciente de lixo para reciclagem. Procure também ligar seu nome a ações sociais. Além de melhorar sua imagem, isso pode trazer diversas economias e proporcionar um marketing despretensioso, mas muito eficiente.

Esses são os passos essenciais para administrar uma empresa e ser bem sucedido. São atitudes muitas vezes simples, mas que farão a diferença e poderão conduzir você e seu empreendimento rumo ao sucesso. Adote-as e sinta a diferença!

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

 

Fonte: QuantoSobra - https://blog.quantosobra.com.br


sexta-feira, 26 de julho de 2019

PARE, OLHE, ESCUTE: COMO LIDAR COM RECLAMAÇÕES DE CLIENTES


Próximo de uma linha de trem é comum que se veja a seguinte mensagem: “Pare, Olhe, Escute“. Perfeitas para evitar acidentes envolvendo veículos/pedestres e trens, essas três palavras também podem evitar muitos problemas quando o assunto são as reclamações de clientes. Adicione a elas “desculpe” e “obrigado” e a mágica está feita – você pode esperar clientes mais tranquilos e, possivelmente, com mais chances de voltar a comprar da sua empresa.

Basicamente, o que você vai dizer (e fazer) – não necessariamente com essas palavras – é isto:

Desculpe senhor, pelo inconveniente. Neste momento vou parar o que estou fazendo para ouvir e entender seu problema. Obrigado pela oportunidade de melhorar o nosso atendimento.

E, por favor, seja sincero. Afinal, você prefere um cliente que está dando uma segunda chance ao se queixar ou alguém que saiu insatisfeito, não falou nada e nunca mais voltará a fazer negócio com sua empresa?


O que você acaba de ler é um resumo dessa estratégia. Agora, em miúdos, confira um guia com 13 dicas para lidar com reclamações de clientes.

1 – Não perca tempo: lide imediatamente com o caso. Se necessário, encaminhe à área competente ou ao responsável. A reclamação foi pública ou via mídia social? Responda publicamente que entrará em contato. E faça isso tão logo seja possível!

2 – Peça desculpas e agradeça: mesmo que o cliente esteja alterado ou errado, desculpe-se por qualquer inconveniente. Diga ainda que está grato pela oportunidade de “consertar as coisas” e melhorar o atendimento. Isso tenderá a acalmá-lo.

3 – Acompanhe o caso: mesmo que não seja o responsável, se você direcionou o caso, agora este é seu cliente – e o problema dele também é seu problema. Cobre a solução dos responsáveis e acompanhe a evolução do caso para garantir que, no fim, o cliente tenha suas necessidades atendidas.

4 – Comprometa-se, mas não prometa: entenda a ocorrência e fique comprometido a solucioná-la. Porém, muito cuidado nessa hora: não faça promessas que você não sabe se será capaz de cumprir. Assuma a responsabilidade!

5 – Não minta: inventar desculpas, jogar a culpa no fornecedor, dizer que alguém ficou doente ou qualquer fato do gênero pode piorar a situação. Lembre-se daquele (velho) ensinamento paterno: mentira tem perna curta!

6 – Seja transparente: se você não sabe algo, admita. Caso não consiga encontrar a causa do erro em um primeiro momento, comprometa-se a identificá-la. É melhor estar disponível do que fingir ser um expert.

7 – Seja simples: ninguém gosta de explicações técnicas inacessíveis. Certa vez, Albert Einstein disse: “Especialista é alguém que diz algo de maneira confusa, de forma a fazer você pensar que a confusão é culpa sua”. Você não quer que seu cliente pense isso, quer? Garanta a clareza.


8 – Seja educado: por mais que o questionamento seja simples e pareça óbvio [para você], jamais mostre impaciência ou arrogância. Deixar com que o cliente se sinta um ignorante pode render processo por danos morais.

9 – Trabalhe com prazos realistas: jamais diga que o problema será solucionado em 12 horas se há risco de levar 13 ou 14 para ser resolvido. Tenha certeza antes de estabelecer um horário ou prazo de entrega.

10 – Se algo der errado comunique: não deixe o cliente esperando. Caso ocorra algum imprevisto, é melhor que ele saiba por você. Comunique e peça mais tempo.

11 – Cumpra com o prometido: ao ter uma resposta ou solução para o problema, contate rapidamente quem fez a reclamação.

12 – Faça mais do que esperado: desde o começo negocie com seu superior (ou pense você mesmo, se for gestor) um “mimo” que possa fidelizar este cliente. Pode ser brinde, desconto, frete grátis… qualquer coisa que mostre que você realmente se preocupa com seus clientes.

13 – Peça desculpas e agradeça: sim, de novo. Ao encerrar o episódio, informe que lamenta o transtorno e agradeça ao cliente por ajudar a melhorar os serviços.


Reclamações ou oportunidades?

Na maioria das vezes, a queixa em si não é o problema; a resposta e a atitude da empresa é que faz o caso crescer e se tornar uma bola de neve.


Lembre-se: qualquer devolução, troca, desconto ou brinde não garantem que o cliente voltará a comprar na sua loja. Contudo, se você seguir os passos acima sendo compreensivo e tendo empatia por alguém que pediu ajuda sua chance será muito maior. Na pior das hipóteses, você pode garantir que o erro não se repetirá com outros clientes.

E, assim, você transforma um erro em uma oportunidade. Vale a pena tentar. Quem sabe a reclamação não vira recomendação…

Dica final

As reclamações de seus clientes podem ainda ser uma excelente fonte de aprendizado.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!

Fonte: Blog do Varejo - http://blog.gazinatacado.com.br