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sábado, 17 de dezembro de 2011

A INVEJA


Você tem inveja do seu colega de trabalho? Você é daqueles que costuma vasculhar as folhas de pagamento dos colegas, na ânsia de descobrir “injustiças cometidas” pelo seu chefe?

Você sente inveja quando um colega é promovido ou quando recebe um pequeno aumento salarial? Acredita que você seja um injustiçado, que seu esforço não está sendo visto?

Estão conheça a história de Álvaro, um desses funcionários insatisfeitos com o seu chefe.

 Álvaro trabalhava em uma empresa há 20 anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações.

Um belo dia, ele foi ao diretor da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Juca, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele.

O diretor fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Ele estava pensando em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal, após o almoço daquele dia, e queria que ele verificasse se na barraca havia abacaxi.

Álvaro não entendeu direito, mas obedeceu. Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi.

Quando o diretor da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso.

O diretor pediu a Álvaro que se sentasse em sua sala e chamou Juca. Deu a ele a mesma missão que dera para Álvaro:

– Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Oito minutos depois Juca voltou com a seguinte resposta:

– Eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está a R$ 1,50 cada, a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo, o melão a R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascada.

– Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo.

Agradecendo pelas informações, o diretor dispensou Juca. Voltou-se para Álvaro e perguntou:

– O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes?

Álvaro se levantou e se encaminhando para a porta, falou:
– Nada sério. Esqueça. Com sua licença.

Muitas pessoas invejam as posições alheias sem perceberem que as pessoas estão onde estão e têm o que têm porque fizeram esforços para isso.

Invejam os que têm muito dinheiro, esquecidos de que trabalharam para conseguir. Precisam dar muito duro para manter a mesma condição.

Invejam os que sobressaem nas artes, no esporte, na profissão. Esquecem-se das horas intermináveis de ensaios para dominar a arte da dramatização, da música, da impostação de voz. Não se recordam dos treinamentos exaustivos de jogadores, nem das horas de lazer que foram usadas para estudos cansativos pelos que ocupam altos cargos nas empresas.

O melhor caminho não é a inveja. É a tomada de decisão por estabelecer um objetivo e persegui-lo, até alcançá-lo, se esforçando sem cessar.

Autor desconhecido

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