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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

KAIZEN – CONHEÇA A FILOSOFIA DA MELHORIA CONTÍNUA

O termo Kaizen origina-se da cultura japonesa e possui o significado de melhoria gradual, contínua, ou popularmente falando, mudar para a melhor. Não é a toa que a frase mais comum da filosofia é, “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”.

A metodologia do Kaizen é baseada nos princípios socioculturais do oriente, que exige um grande comprometimento de todos os indivíduos que fazem parte da empresa, consistindo numa forma de gestão orientada para a maximização da produtividade e da rentabilidade, e consequente redução de custos.


Após a Segunda Guerra Mundial, na altura dos anos 50, muitas empresas japonesas tiveram de recomeçar do zero e assim retomaram um pouco das ideias de Fayol, da administração clássica, e das críticas decorrentes de sua teoria, o que deu início ao desenvolvimento da metodologia de melhoria contínua e ao processo de aplicação da filosofia Kaizen nas empresas japonesas.

A prática dessa metodologia, exprime uma forte ligação com o estilo de vida oriental, por isso, também é considerada por muitos uma filosofia ou cultura, principalmente, por que ela visa o bem não somente da organização em si, mas também do indivíduo que dela faz parte.


Mas para que serve, exatamente?

No contexto de uma empresa, as práticas de Kaizen trazem aquilo que todo empreendedor procura: redução de custos e aumento de produtividade.

Prof. Imai Masaaki
De acordo com os ensinamentos do professor Masaaki Imai, isso ocorre a partir do pressuposto que as pessoas podem melhorar continuamente no desenvolvimento de suas atividades.

Ele professa que o trabalho coletivo deve prevalecer sobre o individual; que o ser humano é visto como um dos bens mais valiosos de uma organização, e que deve ser incentivado a direcionar seu trabalho para as metas compartilhadas da empresa, sem que deixe de atender às suas necessidades pessoais.

No Kaizen, satisfação e responsabilidade são valores coletivos.


Mandamentos para a aplicação da filosofia em uma empresa:

  • O desperdício deve ser eliminado, pois melhorias graduais devem ocorrer continuamente.
  • Todos os colaboradores devem estar envolvidos, de gestores do topo até os níveis intermediários e de base.
  • O Kaizen é baseado em uma estratégia barata; acredita-se que um aumento de produtividade pode ser obtido sem investimentos significativos, sem a necessidade de se aplicar somas astronômicas em tecnologias e consultores.
  • Pode ser aplicado em qualquer lugar e não somente dentro da cultura japonesa.
  • Apoia-se no princípio de uma gestão visual, de total transparência de procedimentos, processos e valores, tornando os problemas e os desperdícios visíveis aos olhos de todos.
  • A atenção deve ser dirigida ao local onde se cria realmente valor, ou seja, o chão de fábrica (isto no caso de uma indústria – no da sua empresa, priorize o ambiente de trabalho).
  • O Kaizen é orientado para os processos.
  • Dá prioridade às pessoas; acredita-se que o esforço principal de melhoria deve vir de uma nova mentalidade e de um estilo de trabalho diferente por parte das pessoas. Isso por meio da orientação pessoal para a qualidade e para valores como: espírito de equipe, sabedoria, moral e autodisciplina.
  • O lema essencial da aprendizagem organizacional é: aprender fazendo. 

Mas como posso aplicar o Kaizen à prática? 

De acordo com os preceitos do Prof. Imai, existem três formas de se implementar as práticas no ambiente empresarial:

1.    Kaizen para administração Envolve as mais importantes questões, garantindo o progresso na implantação e no moral do grupo. Segundo Imai, um gerente deve dedicar pelo menos 50% do seu tempo a este aprimoramento, que se relaciona às mais diversas práticas – desde utilizar papel de rascunho para impressão até o compartilhamento de informações importantes. Isto depende de seu perfil de empreendedor.


2.    Kaizen para o grupo – No ambiente de uma empresa, o processo de melhoria contínua está intimamente associado ao espírito de equipe. Isso implica o envolvimento de todas as pessoas da sua organização no aperfeiçoamento dos processos.

Os grupos de Kaizen costumam atuar da seguinte forma: realiza-se um estudo de todos os problemas a serem solucionados. Deve se definir se as soluções são fáceis ou se haverá a necessidade de auxílio do Ciclo PDCA, que tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos na execução de uma gestão.

E além do PDCA, outras ferramentas poderão ser utilizadas, como o Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito) e a Metodologia 5W2H.


3.    Kaizen voltado para pessoas – Ocorre na forma de sugestões. A ideia é estimular as pessoas a demonstrarem mais empenho em realizar as suas tarefas. Esse sistema deve ser bem dinâmico e funcional, servindo de avaliação de desempenho para funcionários de todas as esferas, sem exceção.

 

Kaizen e a filosofia da melhoria contínua


Para que a organização consiga extrair os melhores resultados da metodologia, é preciso manter a continuidade do processo de melhoria e mudança cultural, melhorando dia após dia, visando uma maior lucratividade do negócio no futuro.


Kaizen pode ser usado tanto no ambiente de trabalho quanto na vida pessoal, assim como em qualquer processo, seja ele de manufatura, engenharia, negócios, ou outro qualquer.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O USO DOS 4 P´s NO MARKETING IMOBILIÁRIO

 Para muitas pessoas marketing imobiliário está diretamente relacionado às formas de divulgar um empreendimento ou imóvel. Mas, não é apenas isso.

Um dos exemplos mais compreensíveis de marketing são os 4Ps, que seria o composto de marketing: produto, preço, ponto de venda e promoção. Ou seja, dentro do mercado imobiliário não é diferente, marketing não é apenas divulgar o produto, é pensar em todos os aspectos que envolvem essa venda.


A verdade é que muitas empresas e corretores pecam por não entenderem essa amplitude que é o marketing. Utilizam regras e padronizações que já não são tão eficientes na atualidade. E muitas também não compartilham com os colaboradores as informações do novo empreendimento, fazendo com que eles, mesmo trabalhando na empresa, não saibam passar informações.

Essa questão é muito séria, não deixe que isso aconteça. Portanto, seja diferente amigo corretor, fique atendo as ferramentas do marketing e utilize-as a seu favor.


De forma prática, pensar nesse composto de marketing seria:

  • Produto tudo que está relacionado ao imóvel ou empreendimento, desde a localização, até infraestrutura, conceito arquitetônico e acessibilidades.
  • Preço tem que estar de acordo com o mercado. Preços mais acessíveis chamam a atenção dos compradores. Porém, o marketing imobiliário tem relação com o valor que o comprador está disposto a pagar por algo que pode gerar benefícios para sua vida toda e o retorno que ele pretende ter pelo que investiu.
  • Ponto de venda – não é a localização da empresa ou do corretor, é onde estão os imóveis e empreendimentos disponíveis. A variação do local condiciona as opções do comprador.
  • Promoção – é pensar o público que se quer atingir e de que forma, através de que meio (internet, panfletagem, televisão, etc.). Tendo isso definido, é hora de usar a criatividade e criar uma campanha ou uma propaganda que preencha suas necessidades de divulgação. 

Tendo esses conceitos em mente e colocando-os em prática, a chance de crescimento nas vendas aumenta e muito, caro amigo.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


sábado, 11 de fevereiro de 2017

MARKETING NA GESTÃO EMPRESARIAL

Não adianta ter um bom produto, mas não ter um público que o consuma. É a velha teoria da oferta e demanda já conhecida até mesmo pelos empreendedores mais inexperientes. Mas não somente isso, já que se encontra aliada também ao propósito do que é superior ao produto em si, ou seja, a marca que ele carrega. Tudo isso envolve a imagem da empresa diante dos consumidores, a variedade de produtos, entre outras questões.

Marketing na Gestão Empresarial


Pensemos nas marcas de tênis esportivos. Sabe-se que há várias, mas as líderes de mercado se resumem a duas ou três. Tomemos como exemplo duas delas, nomeadas de maneira imaginária como A e B. Pois bem, os produtos de ambas são reconhecidos diante do público pela qualidade e tradição no setor que atuam. Falando especificamente dos modelos de tênis ofertados por ambas, há pequenas diferenças no design, mas, os propósitos são o mesmo: um que oferece mais conforto, outro que é mais casual e assim por diante. Portanto, o que deve ser feito para a marca “A” superar a “B” e conquistar cada vez mais clientes? Sem dúvidas, investir no marketing.


As estratégias de marketing atuam durante todo o processo de gestão empresarial, e são muito mais do que técnicas para vender o produto já confeccionado. Deve-se pensar no marketing antes mesmo de criar o bem ou serviço a ser vendido, questionando se ele é realmente necessário ao mercado onde a empresa está instalada. Uma das ferramentas de diagnóstico nesse sentido é a Análise SWOT. Desmembrando a sigla, o significado é composto pelas palavras:


Strengths - Forças

São os diferenciais que uma determinada empresa possui em detrimento a outras do mesmo setor. Por exemplo: estabilidade financeira ou plano sólido de fidelização com clientes.

Weaknesses - Fraquezas


É tudo aquilo apontado pela própria empresa como ponto negativo. Exemplos: imagem da marca prejudicada, empregados insatisfeitos e outros.

Opportunities - Oportunidades


São as possibilidades de crescimento da empresa no seu segmento. Por exemplo: a inauguração de uma nova franquia ou a conquista de um novo público.

Threats - Ameaças


Tudo aquilo que pode ameaçar o desenvolvimento dos negócios. Exemplos: catástrofes naturais ou aumento da concorrência.

Os dois primeiros fatores são internos à organização, já os últimos são externos. Depois de realizado o levantamento referente a cada um dos fatores, a gestão da empresa pode atuar exatamente nos pontos que necessitam de melhoria, agindo de maneira mais defensiva ou de confronto diante dos concorrentes.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


domingo, 5 de fevereiro de 2017

QUALIDADES E ESTILOS DE LIDERANÇA

Todos os líderes de sucesso têm certos atributos pessoais em comum. São autodisciplinados em tudo o que fazem: no atendimento, na pontualidade, no cuidado com a aparência, lidando com o trabalho etc. Se você tira licença por causa de um resfriado, chega atrasado, parece desleixado, não utiliza os equipamentos de segurança de modo correto ou qualquer coisa assim, sua má postura e seus hábitos afetarão aqueles que estão próximos a você, de modo que logo irão se tornar também desleixados e desmotivados. Por outro lado, bons líderes demonstram comprometimento, esforçam-se constantemente a fim de superarem suas capacidades de trabalho e desempenho. Se você é irreverente com o serviço, seus colegas farão o mesmo. Você pode sentir-se no direito de relaxar, de vez em quando — infelizmente, seus colegas vão concluir que o mesmo pode aplicar-se a eles.


Senso de justiça é uma característica muito importante que todos os líderes devem possuir de sobra, e em todas as ocasiões. Você tem de ser visto agindo de modo justo em tudo o que faz, elogiando quando e onde for devido, exercer a disciplina e corrigir na ocasião certa, e encorajando e elogiando aqueles que fazem por merecer.

Também é importante ter coragem moral: é necessário ser valente para lidar com problemas difíceis — admitir seus erros ou manter a disciplina sobre um funcionário mais indolente ou negativo. Do mesmo modo, você precisa estar apto a tomar decisões criteriosas — como demitir, se necessário, ou dispensar o excedente de funcionários de meio período.


Líderes bem-sucedidos devem contrapor suas qualidades potenciais mais fortes, como autodisciplina e coragem moral, com uma atitude de preocupação. Deve-se mostrar interesse pelos funcionários, sabendo seus nomes, alguma coisa a seu respeito e compreendendo os bons ou maus aspectos do trabalho deles, mostrando empatia frente às limitações que eventualmente possuam etc. Os melhores líderes são aqueles leais à equipe. Você precisa demonstrar confiança, deixando que as pessoas cumpram suas tarefas sem interferência. Dê-lhes o crédito por seus êxitos, em vez de tomá-los para si. Da mesma maneira, não os culpe por erros que você tenha cometido. Demonstre publicamente seu apoio a seus colegas, em vez de criticá-los pelas costas.

Diversos estilos que podem ser adotados por um líder de sucesso, classificados
desde o Autocrático ao Liberal, como destacado na Figura 1. Em um dos extremos, o Autocrático, o líder identifica o problema, considera as soluções possíveis e toma a decisão. Depois disso, ele informa a equipe sobre o que fazer. A equipe não tem voz ativa diante da situação. Por outro lado, o líder pode tomar a decisão e, em seguida, tentar “vendê-la” à equipe, destacando todas as vantagens a ela ligadas. Esse líder reconhece que pode haver alguma reação contrária a uma abordagem mais autocrática. Apesar disso, a decisão já foi tomada e assim vai permanecer, não importando o que digam.

Ao tornar-se mais democrático, o líder pode apresentar o problema à equipe, adiantando as soluções potenciais e a decisão que poderá ser provisória, pedindo opiniões e contribuições. Apesar disso, a decisão final é dele, mas ele estará aberto a comentários e sugestões outras. Em um nível ainda mais democrático, o líder expõe o problema, identifica as soluções mais prováveis em conjunto com a equipe e, em seguida, todos chegam juntos a uma decisão, de comum acordo. Presumindo-se que isto caiba em uma política organizacional geral, todos irão aderir à decisão.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


Autor: O texto acima foi extraído do livro Como Motivar Pessoas, de Iain Maitland - www.acasadoaprendiz.com.br
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