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quinta-feira, 31 de março de 2016

VALE A PENA MONTAR UM ESCRITÓRIO EM CASA?

Muitas micros e pequenas empresas têm seu início na casa de seu criador ou de um de seus sócios. São os chamados home offices, que reduzem os custos e podem viabilizar a criação e o desenvolvimento da empresa. A expansão do home office tem modificado o panorama empresarial e o perfil das relações de emprego. Mas antes de optar pelo escritório doméstico, o empreendedor deve avaliar se o seu perfil é adequado para a atividade.

O Escritório em Casa ( ou home office) é o trabalho profissional realizado em casa. É uma opção atrativa para o início de micro e pequenas empresas já que representa considerável redução de custos.


Sua expansão vem mudando o contexto empresarial e o perfil do emprego, a partir da terceirização de serviços gerada pelos novos modelos empresariais decorrentes da globalização da economia.

A tendência mundial, tida como irreversível, é de maiores oportunidades para as home offices, em especial nos seguintes setores:

  • Contabilidade
  • Cosméticos
  • Alimentos
  • Confecções
  • Publicidade e computação gráfica
  • Consultorias em geral

O número de micro e pequenas empresas que começam seus negócios em casa tem sido cada vez maior, transformando as home offices em alavancas do setor empresarial e da economia nacional.


Apesar do sucesso das home offices, é importante ressaltar que, em média, 80% das micro e pequenas empresas fracassam antes de completar 5 anos. Das que sobrevivem, 80% são franquias. O novo empreendedor deve ter em mente que o êxito dependerá de muito esforço, planejamento, definição concreta de metas, objetivos e lucros.

Identifique-se com o perfil do home office

Dedique alguns momentos para refletir e analisar alguns pontos básicos de sua personalidade. Uma autoanálise de suas habilidades e capacidades pessoais e profissionais poderá contribuir para evitar futuras decepções e verificar suas possibilidades de êxito.


Verifique se você tem as seguintes capacidades pessoais e profissionais:

  • Iniciativa e independência profissional
  • Aptidão para administrar seu próprio negócio
  • Organização e administração do tempo
  • Planejamento
  • Responsabilidade
  • Persistência, objetividade, profissionalismo, disciplina, credibilidade
  • Opção por um negócio onde você é bom profissional, reconhecido, ou tem aptidão
  • Apoio familiar, de vizinhos e de amigos
  • Talento e experiência para competir
  • Motivação para o negócio
  • Capacidade para separar problemas pessoais dos profissionais. 

A formalização de empresa cuja sede é a casa do empresário é imprescindível. Pesquisas mostram que home offices, ou escritórios dentro das residências dos empresários, logo se transformam em micro ou pequenas empresas. A formalização dessas empresas vai significar, com o passar do tempo, segurança para os investimentos e direitos. As pesquisas mostram que home offices logo se transformam em micro ou pequenas empresas.


A crescente tendência de home offices vem motivando a criação de uma Associação Brasileira de Home Based Business. Mas isso não é suficiente. Para obter maior segurança nos seus negócios, imprescindível se torna a sua formalização. Em qualquer país, o registro de uma empresa depende de caminhos burocráticos. Esta formalização burocrática, no decorrer do tempo, vai significar segurança para seus investimentos e direitos, com deveres legais. O governo brasileiro vem estudando formas para reduzir essa burocracia, o que já ocorreu com a implantação do SIMPLES – o sistema unificado de cobrança de impostos. Entrar no mundo dos negócios é buscar conhecer todo o universo empresarial. Para formalizar e registrar sua empresa, este conhecimento é imprescindível.

Vantagens e desvantagens do home office

A montagem de um escritório doméstico oferece outras vantagens e desvantagens, que devem ser analisadas criteriosamente, dos pontos de vista familiar, profissional e empresarial. O principal atrativo do home office é a realização do sonho, acalentado por muitos, de ser o seu próprio patrão. É gratificante do ponto de vista pessoal e vantajoso economicamente, mas apresenta algumas desvantagens, que podem ser minimizadas com a realização de um bom planejamento.


Conheça, abaixo, os prós e os contras de um escritório doméstico.

Vantagens pessoais e familiares:

  • Proximidade da família;
  • Maior independência;
  • Redução do estresse decorrente do trânsito;
  • Alimentação mais saudável;
  • Incorporação da família à atividade;
  • Mais qualidade de vida. 
Vantagens profissionais:

  • Maior liberdade profissional;
  • Privacidade, desde que planejada;
  • Redução de custos (aluguel, transporte, refeição e infraestrutura básica);
  • Facilidade de obtenção de franquias que não exigem pontos comerciais;
  • Definição do próprio horário de trabalho;
  • Planejamento dos próprios rendimentos;
  • Rendimentos superiores aos níveis convencionais de mercado;
  • Autogerenciamento profissional. 
Vantagens empresariais:

  • Economia com empregados e encargos sociais;
  • Facilidades de mudança do ramo de atividade, em caso de insucesso;
  • Oferecimento de produtos e serviços melhores, com custos menores;
  • Vantagens fiscais para as microempresas, como a dispensa do IR;
  • Otimização de atividades;
  • Atendimento ao cliente 24 horas por dia;
  • Reforço à terceirização e à profissionalização de serviços. 
Desvantagens pessoais e familiares:

  • Perda da privacidade pessoal;
  • Possibilidade de excesso de carga de trabalho;
  • Indefinição de horários de trabalho e lazer, se não houver planejamento e disciplina;
  • Tendência ao isolamento social (para quem mora só). 
Desvantagens profissionais:

  • Falta de atualização profissional em processos gerenciais;
  • Ambiente de trabalho confinado (antissocial). 
Desvantagens empresariais:

  • Difícil sucessão, em caso de necessidade de transição;
  • Interferência de assuntos domésticos nos assuntos profissionais;
  • Preconceito no mercado formal, em caso de empresa não registrada;
  • Dificuldades de obtenção de créditos, em caso de empresa informal. 
Pense nisto antes de montar a sua e tenha uma ótima semana.

Fonte: SEBRAE/RJ

domingo, 20 de março de 2016

DESAPRENDER PARA APRENDER

Certa vez fomos convidados pelo principal executivo de uma organização para participarmos de uma reunião onde seriam discutidas as principais mudanças que precisavam ser implantadas na empresa. Seu maior problema era encontrar uma forma de romper as resistências das próprias pessoas daquela organização.

Para alguns membros da reunião era “simplesmente implantar” e “quem não estivesse satisfeito que pedisse demissão”, afinal, “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Para outros, a implantação feita através de imposição não seria a melhor solução. Corriam o risco de perder alguns membros da equipe, sem se falar no “clima pesado” que se criaria.


Essa era nossa missão: mudar a organização através das pessoas para implementar as mudanças. Afinal, é com isso que trabalhamos: usar novos métodos e ferramentas para ajudar as empresas a serem mais efetivas, sem desconsiderar as pessoas.

Neste caso foram usados os modelos de Aprendizagem Organizacional, que primam pela formação dos recursos pessoais da empresa, através da transmissão de novas habilidades específicas, adequadas ao contexto a ser desejado. Em outras palavras, preparar os colaboradores da empresa para que entendessem as mudanças necessárias e ajudassem a implantá-las.

Cabe aqui um parêntesis para explicarmos o porquê da escolha da Aprendizagem Organizacional.


Antigamente, exigia-se que os profissionais tivessem uma grande gama de conhecimentos próprios para exercer determinada função. Atualmente esta exigência não é tão crítica, pois o importante não é só o que uma pessoa sabe, mas o que essa pessoa é capaz de aprender.

Aprender é uma das primeiras habilidades que as pessoas desenvolvem, tanto no meio dos conhecimentos, como das condutas e atitudes para adaptar-se ao meio ambiente. Assim, a tarefa de Aprendizagem Organizacional, como toda função, depende das pessoas, pois existem várias metodologias para chegar-se à pratica.

O sucesso de aprendizagem requer um elemento básico: o desaprender, isto é, romper seus paradigmas, conhecimentos ou hábitos de conduta que limitem os processos de mudança, ou de novas respostas, ou como disse Yoda, no filme "Star Wars": "Desaprender o que aprendeu precisa..."


Isto requer das pessoas envolvidas com os processos que tenham uma atitude aberta e franca e, principalmente, que estejam comprometidas com o processo.

Para isso se deve associar a Administração à Psicologia Organizacional, para que não se aborde somente aspectos técnicos, mas também as atitudes, emoções e condutas do grupo da empresa.

Uma vez realizadas tais ações, é importante definir qual metodologia é mais adequada a empresa. Deve-se, ainda, aplicar ao perfil dos grupos e das pessoas que a integram. Lembre-se que produtos “enlatados” normalmente não atende a organização.

Vale a pena lembrar o que escreve Peter F. Druker: “Quando um navio permanece muito tempo no mar, é preciso leva-lo para retirar as cracas incrustadas – de outra forma, sua resistência irá diminuir assim como sua velocidade e facilidade de manobra. Uma empresa que navegou em águas calmas durante muito tempo também precisa ser levada para limpá-la dos produtos, processos, serviços e empreendimentos que só absorvem recursos, ou seja, limpá-la do passado.”

Voltando ao caso, a empresa concordou e decidiu aceitar a nossa recomendação e realizou, com a nossa ajuda, um Fórum de Melhoria dos Negócios da Empresa, com a presença do principal executivo, diretores, gerentes e representantes de diversas áreas.

As pessoas convidadas tiveram a missão de montar um Documento de Premissas da Empresa, com objetivos de até dois anos, para implantar os diversos projetos de melhoria e estabelecerem os Indicadores para medir e aprimorar. Também aprendeu que os resultados começam a aparecer em 90 dias.

Nosso caso teve um final feliz, pois a empresa acabou por criar um amplo programa de T&D para atender toda empresa, além de fazer as mudanças e melhorias através de seus colaboradores. E a sua, como anda?


Pense nisto e tenha uma ótima semana.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO

Rebuscando meus guardados de textos encontrei esta preciosidade de George Carlin que fala do que, para muita gente, está em desuso: gente, vida e amor...

Este texto também nos leva a uma reflexão, ou melhor, uma autorreflexão para que sejamos como ensina o Kaizen: melhores hoje do que fomos ontem e amanhã seremos melhores do que somos hoje...

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.


Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das 'rapidinhas', dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

Fé e equilíbrio em todas as direções!

Pensem nisto e tenham uma ótima semana.

Fonte: George Carlin (1937 - 2008) – foi um humorista, autor e ator norte-americano. Carlin era um crítico da sociedade, o que lhe tornou famoso e ao mesmo tempo fez com que fosse preso algumas vezes.

quarta-feira, 2 de março de 2016

FALANDO DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Conversava com um grupo de alunos de pós-graduação em Gestão Estratégica, da importância da comunicação para a tomada de decisões do gerente. Para tanto, ele deve conhecer o comportamento humano.

Para quem não atua nesta área, há uma explicação sobre o assunto escrito por R. Nogueira que eu considero uma das melhores. Diz Nogueira:

De grosso modo podemos caracterizar o comportamento humano como verbal e não verbal. Chamaremos de comunicação, um episódio verbal, e ação, um não verbal. Por ação englobaríamos tudo aquilo que se refere à postura, ao movimento, e ao comportamento não anunciado pela pessoa. Comunicação se refere a tornar público para outro indivíduo, nossos pensamentos, desejos, intenções, pensamentos, que de algum modo vão interferir no comportamento dele.


Como a divisão sugerida é imprecisa, há ação que pode ser comunicação, por exemplo, quando se faz uma expressão facial, num contexto que pode ser entendida como desaprovação por quem observa.

Basicamente as relações entre os indivíduos se dão entre ação e comunicação. A comunicação tem um papel fundamental, a ponto de estabelecer as condições apropriadas para a ocorrência das ações. Por meio dela eu vendo, solicito produto, aponto necessidades, levanto expectativas, antecipo necessidades, ou seja, estou influenciando o comportamento de outras pessoas.


Voltando ao nosso assunto, senti que o grupo discordava sobre a “melhor” forma de o gerente comunicar-se com a sua equipe. Um disse que deveria ser enérgico, outro, paternal e outro, ainda, direta e clara.

Quem lê meus textos sabe que gosto de deixar as pessoas pensarem sobre o que escrevo e que tomem suas próprias conclusões. Como diz o provérbio chinês há sempre três verdades: a minha, a sua e a verdadeira. Assim, fui buscar num conto árabe a solução para o caso. Conta ele:

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que espertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

– Que desgraça, senhor! - Exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

– Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxesse outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

– Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

– Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

– Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer... Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

Autor:
Antomar Marins e Silva – Professor, Consultor de Gestão Estratégica de Negócio e Autor de diversos livros e artigos. – antomar.marins@gmail.com
Rommel Nogueira – Graduação e Mestrado em Psicologia - http://www.inpaonline.com.br/
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