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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

MODELO DE FLUXO: FERRAMENTA PARA EQUILIBRAR DESAFIOS E HABILIDADES

Você já esteve tão envolvido em fazer algo que você perdeu a noção do tempo? Tudo ao seu redor - o toque de telefones, as pessoas que passam nos corredores e o ruído da rua pareciam desaparecer. Sua atenção estava voltada inteiramente para o que você estava fazendo, e estava tão envolvido que até perdeu o almoço.

Você se sentiu energizado, mesmo alegre com o que você estava fazendo.

A maioria de nós já teve essa experiência num momento ou outro. Os psicólogos chamam isso de "fluxo". Quando isso acontece esquecemos nós mesmos e seguimos em frente por instinto, completamente dedicados à tarefa diante de nós.

Neste artigo, vamos examinar em detalhes o fluxo olhando para um modelo. Vamos rever a forma como o modelo pode nos ajudar a entender por que encontramos algumas tarefas muito mais fáceis do que outras. Também vamos ver como você pode usar as idéias por trás do modelo de fluxo e o experimentar com mais frequência para produtivo.

O Modelo de Fluxo

O modelo de fluxo (ver Figura 1) foi introduzido pela primeira vez pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi. Ele escreveu sobre o processo de fluxo em seu livro "Flow:. The Psychology of Optimal Experience" em 1990, mas somente publico esta versão do modelo em 1997.


O modelo mostra os estados emocionais que estamos propensos a experimentar ao tentar completar uma tarefa, dependendo da dificuldade percebida do desafio, e nossas percepções de nossos níveis de habilidade.

Por exemplo, se a tarefa não é difícil e não requer muita habilidade, estamos propensos a sentir apatia em relação a ele. Mas diante de uma tarefa desafiadora, sem as habilidades necessárias poderia facilmente resultar em preocupação e ansiedade.

Para encontrar um equilíbrio, e para darmos o nosso melhor, temos que ter um desafio que é significativo e interessante. Além disso, nós precisamos de habilidades bem desenvolvidas para que estejamos confiantes para podemos enfrentar o desafio. Isso nos leva a uma posição em que podemos experimentar o "fluxo" (sendo totalmente envolvida e engajada na atividade).

Este estado de fluxo é frequentemente observado em pessoas que dominam os seus negócios, arte, esporte ou hobby. Eles fazem tudo o que eles estão fazendo parecer fácil, e eles estão totalmente envolvidos com ele.

10 Componentes de Fluxo

Como você sabe quando você está experimentando o fluxo? Csikszentmihalyi identificou 10 sensações que mudarão de acordo com o estado de estar no fluxo:

  1. Ter uma compreensão clara do que você deseja alcançar.
  2. Ser capaz de se concentrar por um período sustentado de tempo.
  3. Perder o sentimento de consciência de si mesmo.
  4. Constatação de que o tempo passa rapidamente.
  5. Obter um feedback direto e imediato.
  6. Experimentar um equilíbrio entre os seus níveis de habilidade, e o desafio.
  7. Ter um senso de controle pessoal sobre a situação.
  8. Sentir que a atividade é intrinsecamente gratificante.
  9. Falta de consciência das necessidades corporais.
  10. Estar completamente absorvido pela própria atividade.

Lembre-se que todos esses fatores e experiências não têm necessariamente de estar no lugar para o fluxo acontecer. Mas é provável que você experimentar muitos deles quando ocorre fluxo.

Três Condições

Csikszentmihalyi também identificou três coisas que devem estar presentes, se você quiser entrar em um estado de fluxo:

  1. Metas - Objetivos adicionar motivação e estrutura para o que você está fazendo. Se você está aprendendo uma nova peça de música ou criar uma apresentação, você deve estar trabalhando para um objetivo a experiência de fluxo.
  2. Equilíbrio - Deve haver um bom equilíbrio entre a sua habilidade percebida e o desafio percebido da tarefa. Se um destes fatores pesar mais do que o outro, o fluxo provavelmente não ira ocorrer.
  3. Comentários - Você deve ter uma visão clara, imediata, de modo que você possa fazer mudanças e melhorar o seu desempenho. Isso pode ser um feedback de outras pessoas, ou a consciência de que você está fazendo progresso com a tarefa. 
Usando o Modelo de Fluxo

Para melhorar suas chances de experimentar o fluxo, tente o seguinte:

  • Estabeleça e defina metas – É importante experimentar o fluxo. Aprender a estabelecer metas eficazes podem ajuda-lo a atingir o foco que você precisa.
  • Melhore a sua concentração - Muitas coisas podem distraí-lo de seu trabalho, e alcançar o fluxo é mais difícil quando o seu foco é interrompido. Use estratégias para melhorar a sua concentração, de modo que seja mais produtivo e focado durante todo tempo.
  • Construir autoconfiança - Se você não tem confiança em suas habilidades, as tarefas podem parecer muito mais difícil do que realmente são. 
  • Obter feedback - Lembre-se, o feedback é um requisito importante para o fluxo. Certifique-se de que os sistemas de feedback e técnicas adequadas estão em vigor. Aprender a dar e receber feedback pode ajuda-lo e os outros para melhorar.
  • Faça o seu trabalho mais desafiador - Considerar estratégias e explorar formas de criar mais satisfação no trabalho.
  • Melhore suas habilidades - Fazendo uma “análise SWOT pessoal”, pode ajuda-lo a identificar as habilidades que você precisa para trabalhar e para ser bem sucedido. Você por exemplo, desenvolver um plano para melhorar suas habilidades para a completar as tarefas mais desafiadoras.
  • Treine-se - Se você não tem um mentor ou coach para ajudá-lo através de tarefas desafiantes, aprenda a treinar-se. 
Conclusão

Fluxo é um estado que atingimos quando nossas habilidades percebidas correspondem ao desafio percebido da tarefa que estamos fazendo. Quando estamos em um estado de fluxo, parece que esquecemos o tempo. O trabalho que fazemos pode nos encher de alegria, e perdemos a noção de tempo e concentramos totalmente na tarefa. Este é o estado que estamos, quando fazemos o nosso melhor trabalho, e estamos mais produtivos.
O modelo de fluxo mostra a relação entre a complexidade de tarefas e seu nível de habilidade percebida. Você pode usar o modelo para descobrir por que você não está conseguindo atingir determinada meta ou objetivo. Ela também pode ajudá-lo a descobrir se você está precisando melhorar suas habilidades ou aumentar o desafio ou determinadas tarefas.

Pense nisto e uma boa semana.

Fontes:
CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly, A Descoberta do Fluxo, Editora Rocco, SP
SILVA, Antomar Marins e – Gestão Estratégica de Negócios: Pensamentos e Reflexões – http://profamarins.blogspot.com
SILVA, Antomar Marins e – Sonhar é para Estrategistas, Editora Ciência Moderna, Rio de Janeiro, RJ

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SONHOS, OUSADIA E AÇÃO

Albert Einstein (1879-1955), físico alemão famoso por desenvolver a Teoria da Relatividade, mencionou durante sua vida, várias frases famosas. Uma delas é: "Nunca penso no futuro. Ele chega rápido demais".

Para um gênio como Einstein que vivia muito à frente de sua época, tal frase poderia ter certo sentido. Mas também deixa claro que sua preocupação era agir no presente, no hoje, e as consequências dessas ações seriam repercutidas no futuro.

Ainda utilizando frases do físico, mais uma vez ele quebra um paradigma quando cita: "A imaginação é mais importante do que o conhecimento".

Os céticos podem insistir em afirmar que o mais importante é adquirir conhecimento. No entanto, sem a criatividade nascida de uma boa imaginação, de nada adianta possuir conhecimento se você não tem curiosidade em ir além.

O conhecimento é muito importante para validar a criatividade e colocá-la em prática, mas antes de qualquer ação existiu a imaginação, um sonho que aliado ao conhecimento e habilidades pode transformar-se em algo concreto. Já a imaginação criativa, sem ações, permanece apenas como um sonho.

Ainda à frente de sua época e indiretamente colaborando para os dias atuais, Einstein mais uma vez apresenta uma citação interessante: "no meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade".


Ou seja, mesmo em meio a uma crise, podemos encontrar oportunidades. Oportunidades aos empreendedores, aos inovadores, às pessoas e empresas que tiverem atitude e criatividade, que saiam da mesmice, que não se apeguem a fatos já conhecidos, mas busquem o novo, o desconhecido.

Como profissionais, precisamos ser flexíveis e multifuncionais. Devemos deixar de nos conformarmos em saber executar apenas uma atividade e conhecer várias outras, nas quais com interesse e dedicação podemos ser diferenciados. Já as organizações devem encontrar em uma nova realidade, novos usos de produtos e boas oportunidades para os mercados que passaram a existir. E para fechar este artigo com chave de ouro, cito outra sábia frase de Einstein: "Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário".

Acredite, tudo é possível desde que seja dado o primeiro passo. Você pode realizar seus sonhos se tiver confiança e lutar por eles. Poderá encontrar novas oportunidades desde que olhe "fora da caixa" e seja o primeiro a descobrir uma chance que ninguém está conseguindo ver. Para se chegar a uma longa distância é preciso, antes de tudo, dar o primeiro passo. Parecia impossível o homem voar e ir à lua. 

Quem imaginou, 30 anos atrás, que poderíamos acessar milhares de informações em milésimos de segundos através da Internet? Mas para estas perguntas, por mais óbvias que sejam as soluções, faço das palavras de Einstein, minha resposta: alguém que duvidou e provou o contrário.

Pense nisto e uma boa semana.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

QUAL É A PARTE QUE TE CABE?

Há um tempo atrás li excelente texto de Júlio Clebsch, Gerente Editorial da Revista Liderança e fiz muito bem em guarda-lo, pois as coisas custam muito a mudar em nosso pais, infelizmente para todos nós.

Hoje resolvi reproduzi-lo para que as pessoas reflitam sobre o assunto e que tenham a oportunidade de debatê-lo com outras pessoas. Só assim, conseguiremos transformar o nosso Brasil!

Existem muitas coisas que caracterizam este país. Entre elas, podemos citar a tolerância com que nós, brasileiros, aceitamos as “transgressões leves” ou, se preferir, os pequenos delitos. Trata-se, além do futebol, samba e carnaval, de uma instituição nacional. Iniciarei este editorial citando as mais comuns:
  • As famosas festinhas que não respeitam horários e incomodam os vizinhos.
  • Furar filas nos mais diversos locais em que elas são necessárias e ainda se passar por esperto.
  • Há aqueles que, ao primeiro sinal de engarrafamento, põem o carro no acostamento e seguem em frente.
  • Há outros que “levam” pequenas lembranças de hotéis e companhias aéreas. Você que não leva nada (burro) está pagando por esses custos, sabia? As empresas, que não são burras, agregam esses valores nos preços finais.
  • Os que pagam metade da tarifa do ônibus ao “acertarem” esse valor com o trocador e passam por baixo da roleta.
  • E o pai que condena veementemente a cola, desde que ela seja praticada pelo filho do vizinho. Se o dele assim proceder, é esperteza. 

Dessas pequenas transgressões, podemos evoluir para mais algumas. Nada, também, muito sério:
  • Aquele dinheirinho que a gente paga para o guarda “esquecer” aquela infração de trânsito insignificante.
  • O varejista que se aproveita da boa-fé do cliente. Você acha que isso não acontece? Então, vai ver que a famosa expressão “freguês de carteirinha” nasceu de geração espontânea! Aliás, em que outro país do mundo, além do Brasil, a palavra “freguês” é sinônimo de otário?
  • Há os que exaltam o elevado índice de malandros que habitam o Congresso Nacional, mas que não perdem a oportunidade de comprar um CD pirata na feirinha da cidade.
  • Aliás, o mesmo lojista que denuncia os vendedores de CDs piratas pratica o famoso caixa dois. Acho que ele se baseia no famoso ditado: “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.

Como crimes – sejam eles pequenos ou não – quase sempre mantêm conexões com outros crimes, chegamos a coisas do tipo:
  • O dublê de bom-moço e bicheiro Waldemir Paes Garcia, codinome Maninho, lembra? Foi assassinado anos atrás no Rio de Janeiro. Pobre cidadão. Comoção estadual. Claro, durante muitos anos o jogo do bicho foi visto como algo positivo, uma expressão lúdica da personalidade tupiniquim, uma transgressão leve. Afinal, as 1,4 mil bancas do jogo e os 7 mil caça-níqueis que ele controlava na cidade maravilhosa geravam empregos. Foi isso que me fez entender o porquê das diversas celebridades que se apresentaram no funeral do rapaz. Entre elas, estavam lá: Edmundo, “o Animal”; o “páginas amarelas” da Veja, Romário; o ídolo do Flamengo, Grêmio e Fluminense, Renato Gaúcho (atual técnico do Grêmio), além de famosos da sociedade carioca.
  • Durante a campanha do desarmamento, houve indivíduos que construíram armas com o intuito de faturar um “extra”.
  • Várias pessoas se apresentaram como vítimas do desabamento do Palace II. Também queriam ver se faturavam um “extra”. Ajudem-me a elucidar um dilema: quem é pior, o Sérgio Naya ou as falsas vítimas de seu empreendimento picareta?
  • E o Gugu, famoso ex-apresentador do SBT, que autorizou uma falácia para milhões de telespectadores e continua livre, leve e solto. Lembra-se disso?
A cultura da esperteza e do trambique – só o leve, é claro – está tão arraigada em nossa sociedade que ser um cidadão modelo exige que se reme contra a maré ou que se beire a santidade. Não à toa, a figura do malandro virou até ópera. Por essas e outras, passei a diferenciar esperteza de inteligência, apesar de serem sinônimos.

Para mim, esperto é o cidadão que vive de pequenos golpes e vai passar toda a sua vida pensando no curto prazo e escapando de seus perseguidores – como o personagem Sísifo, da mitologia grega. O inteligente é aquele cidadão que vai desenvolver sua vida de forma a não ter de aplicar pequenos golpes nem passar todo o tempo tentando burlar a lei. Ele vive para o longo prazo e dorme com a consciência tranquila. Por mais que, muitas vezes, passe por burro, freguês e otário.

Um grande abraço e até a semana que vem. 


Autor: Júlio Clebsch - Gerente editorial da revista Editora Quantum- 
julio@editoraquantum.com.br

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A FORMAÇÃO DO SUCESSOR E A DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE EMPRESARIAL

O fundador cria uma empresa a partir de um sonho pessoal e se frustra ao chegar ao fim da vida, tendo dificuldade de compartilhar os seus valores e projetos com seus herdeiros. Assim, a passagem da gestão de uma geração para outra, não traz o contorno de continuidade idealizado pelo fundador.

Os sonhos da segunda geração precisam ser fruto da trajetória de vida dos herdeiros, tendo como base os contornos familiares. O filho que assumir a gestão da empresa deverá representar claramente os valores da família, que normalmente são: trabalho duro, comprometimento com o sucesso do negócio, disposição para assumir sacrifícios, confiança dos familiares.

A estabilidade, a harmonia no relacionamento familiar e o ajuste de interesses de longo prazo permitirão um equilíbrio entre família e empresa.

A tarefa do fundador é desenvolver uma ideologia estável e coerente. Essa é a base para a construção de uma sólida hierarquia de valores que nortearão as gerações futuras. Com freqüência, a segunda geração produz um negócio de cultura fraca: objetivos obscuros, lealdades divididas e motivação baseada em dinheiro.

A hereditariedade não é uma razão para se pertencer a uma empresa familiar. Os valores comuns vêm em primeiro lugar. O segundo fator preponderante é a afinidade entre o perfil do cargo de gestor corporativo e o perfil do profissional que irá assumir a vaga.


 Uma liderança individualista e arrogante, que não considera as expectativas dos demais membros do grupo, fracassa ao tentar substituir uma figura que irradiava carisma: o fundador.

Muitos se esquecem que a cultura da família será o fator determinante das forças e fraquezas que permeiam o negócio, sendo um dos pontos fundamentais para a perenidade da organização. A descoberta e a afirmação dos valores da família sustentam e solidificam um negócio longevo.

Famílias fortes criam empresas fortes e o processo de sucessão deve ser desenvolvido mediante a consideração de alguns fatores:

  1. O herdeiro deve possuir experiência fora da empresa da família. O fato de ele adquirir conhecimento em outras organizações amplia o processo de aprendizado e agrega um \"novo olhar\" frente a organização que herdará;
  2. A empresa deve realizar um plano de desenvolvimento de sucessores. Este processo deverá permear etapas de formação a serem cumpridas pelo herdeiro que se interessar pelos negócios da família, bem como prazos e condutas a serem assumidos neste período;
  3. Os sucessores devem entrar na empresa em funções que forneçam o conhecimento operacional e não em cargos de assessoria ou diretamente em cargos de direção. Portanto, devem começar por baixo;
  4. A fase de preparação dos sucessores deve incluir alternativas para que consigam encontrar seu espaço entre os participantes da organização;
  5. A formação obtida por meio da graduação deve ser continuamente complementada;
  6. A preparação do sucessor deve ser realizada por meio da participação ativa deste na execução de tarefas e, da inclusão gradativa nos processos de tomada de decisão, tendo o acompanhamento constante e apoio do fundador e/ou gerentes.
Há ainda outras questões que não se pode desprezar: as condições que envolvem variáveis de mercado, ou seja, não basta apenas possuir solidez familiar, é necessário que a empresa tenha competência para se manter competitivos e com diferenciais reconhecidos por clientes, concorrentes e demais agentes externos.

Duas questões podem fazer com que as empresas familiares sobrevivam e se mantenham saudáveis por longo prazo: A empresa deve ser tratada como empresa, sem fazer aflorar nas dependências da organização, conversas e discussões inerentes à família.

Existem duas dimensões a serem consideradas: o ambiente doméstico e o empresarial. A confusão entre os termos pode gerar conflitos que levam as corporações à mortalidade precoce.

As mudanças sempre ocorrem. É importante manter a empresa atualizada em relação às exigências de mercado. Os negócios empreendidos no passado não são os mesmos de hoje.

Há que se considerar a evolução, porém, não existe vantagem competitiva quando novas gerações tentam excluir os valores fundamentais que sustentaram o empreendimento desde o início.

Só haverá eficácia no processo de sucessão quando a organização entender que o manteve a empresa sólida no mercado foi sua cultura, e que foram seus padrões de atividades empresariais e o carisma do fundador que a consolidaram sua atuação.

Pense nisto e uma ótima semana.


Autor: Domingos Ricca - EconomiaSC  – www.economiasc.com.br

domingo, 12 de outubro de 2014

FORNECEDOR OU PARCEIRO DE NEGÓCIOS?

Para uma empresa de serviços a principal diferença entre um fornecedor e um parceiro é que os fornecedores estão focados no curto prazo e os parceiros comerciais visualizam as transações em médio e longo prazo.

As ações de um fornecedor estão direcionadas para o agora; ou seja, ele está sempre procurando tirar todas as vantagens que puder de seu atual cliente. Na verdade, o fornecedor vê o cliente como um ser passageiro. Trata-se de um vendedor que enxerga a venda como um fim e não como um meio de perpetuar o relacionamento.

Fornecedores pensam apenas em seu bolso e, desde a formulação da proposta até o fechamento do serviço a ser executado, sua única preocupação é com o seu próprio lucro. Eles esquecem que estão sendo contratados para gerarem lucro para o seu cliente. Eles não pensam em fazer mais rápido e mais barato, pois sua conduta é direcionada em ganhar mais e entregar menos.

Esse tipo é como um pintor que economiza meia lata de tinta para usar na próxima obra. Fornecedores não andam um metro a mais, pois eles são ligados ao contrato que mantém com seus clientes, às vírgulas, aos pontos e ao papel. Seguem o que está escrito “ao pé da letra”, não têm flexibilidade e apontam rapidamente aos seus clientes que estão dentro do acordado entre ambos.


Enfim, os fornecedores trabalham com a lógica da linha reta, evitando ao máximo fazer curvas ou ondulações no caminho. São semelhantes ao pedreiro que cair a pá quando chega ao horário de ir embora. Fornecedores não têm senso de urgência e e-mail’s, telefonemas e reuniões sempre podem esperar.

O orçamento de um serviço pode esperar mais um dia, o retorno de uma ligação pode ser na segunda-feira e o e-mail com uma resposta ao cliente não precisa ser hoje. Uma reunião pode durar o dia inteiro, adotando-se a filosofia “amanhã eu vejo isso”. São semelhantes ao encanador que afirma sempre estar a caminho quando a bomba d’água do seu prédio quebra, pois na verdade ele ainda nem saiu de sua própria casa.

Porém, existe uma premissa que todos nós devemos entender: – nós só descobriremos se contratamos um fornecedor ou um parceiro somente na hora que o problema aparece. Cláusulas contratuais, reuniões e visitas técnicas não são critérios para se distinguir um fornecedor de um parceiro. Quanto ao contrato? Um papel aceita tudo. Com relação às reuniões? O vento leva as palavras. Quanto às visitas técnicas? Elas se tornam meras formalidades.

Já as parcerias, podemos afirmar que elas são construídas ao longo do tempo, pois se pode perceber facilmente um relacionamento de longo prazo e lucrativo para ambos. Pensar no lucro do cliente é pensar também no seu próprio lucro.

Lembro-me de um vendedor que ofereceu um serviço bem mais barato para o seu cliente, o qual já havia se decidido por outro serviço mais caro. Este cliente se tornou fiel à loja, pois a solução mais barata surtiu o mesmo efeito que a mais cara.

As regras do contrato são importantes, mas são os detalhes que poderão fazer a diferença na renovação do mesmo. Portanto, esteja preparado para andar um metro a mais e lembre-se que a rapidez no retorno é um dos principais sinais de que você está “antenado” com as necessidades do seu cliente. E, também seja rápido mesmo que seja para dizer NÃO a um pedido dele.

Pense nisto e uma boa semana.

Autor: Prof. Julio

sábado, 4 de outubro de 2014

VOCÊ É EMPRESÁRIO OU EMPREENDEDOR?

Existe certa confusão entre o que é ser empreendedor e o que é ser empresário – ou administrador – uma vez que o empreendedorismo está diretamente ligado a uma realização pessoal e profissional. Na verdade, lançar-se na carreira de empresário requer pouco do ser humano, talvez apenas um pouco de capital.

Estudiosos do comportamento humano afirmam que o indivíduo não vive no mundo que o cerca, mas sim numa representação deste próprio mundo, por ele criada a partir da percepção e do processamento daquilo que está à sua volta.

Dessa forma, pode-se dizer que o empreendedor não precisa fundar a sua própria empresa, ele pode participar do negócio de outras pessoas de uma forma proativa e, antes de tudo, deve se sentir realizado por proceder dessa maneira.


 Para Peter Drucker, os empreendedores são pessoas que inovam. “A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente”. Segundo ele, o empreendedor está sempre procurando a mudança, reage a ela e explora-a como sendo uma oportunidade. As características do empreendedor bem sucedido são;

  • Comprometer-se.
  • Atuar com qualidade.
  • Procurar informações.
  • Procurar oportunidades.
  • Correr riscos calculados.
  • Estabelecer metas objetivas.
  • Persuadir e manter contatos.
  • Ter confiança e independência.
  • Planear e treinar de forma sistemática.

Porém, somente as atitudes não constroem um empreendedor, pois o fogo do empreendedorismo aquece, mas é necessária a modéstia de aceitar carência de capacidades e experiência, independentemente dos recursos que se tem à mão. Existe grande diferença entre se ter o desejo de iniciar um negócio e possuir a competência para competir eficazmente. Esta perspectiva desejo versus capacidade empreendedora desdobra-se em dois rumos de ação distintos e enfatiza uma falsa dicotomia: a distinção entre capacidade empreendedora dentro e fora da empresa.

  • O que torna uma pessoa empreendedora?
  • Quais são os elementos essenciais da capacidade empreendedora?
  • Quem são estes empreendedores com uma competência especial e um fogo empreendedor para dar partida num negócio ou a partir de uma ideia, e recebendo a liberdade, incentivo e recursos da empresa onde trabalha, dedica-se entusiasticamente em transformá-la em negócio de sucesso?
  • Como os reconhecemos?
  • Existem empreendedores em quantidade limitada?
  • Empreendedores nascem ou são formados?

 Muitas pessoas se preparam a vida toda e não conseguem realizar nada, outras se julgam despreparadas e também nunca realizam. Isso para não falar daqueles que morrem de vontade de um dia terem seu próprio negócio. Por outro lado, existem aqueles que se lançam de modo aventureiro – sem nenhuma preparação – a um empreendimento de risco.

Tudo isso quer dizer que o julgamento do grau de preparação é subjetiva e individual. Ele requer uma reflexão do indivíduo com maturidade e consciência, para uma decisão sensata. Às vezes o grau de preparação é pequeno, mas a pessoa avalia bem e vê que os riscos também são pequenos e, em função disso, decide partir para a ação. Outras vezes, embora havendo uma preparação elevada, o indivíduo, embora sendo sensato e corajoso, sente que ainda não é chegada a hora – e deve seguir a sua intuição.

Sendo assim, nosso conselho é que você reflita bem, pense, converse, analise os fatos, ouça suas vozes interiores. Você tem potencial para decidir qual é a hora certa.

Pense nisto e uma boa semana.


Autor: Prof. Julio
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