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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

QUAL A ARMA MAIS PERIGOSA?

Num final de semana conversava com amigos, num bar, quando surgiu uma discussão sobre o perigo das armas. Um disse que faca era uma das mais perigosas, outro retrucou dizendo que era o revolver e eu disse que era a língua. Todos olharam para mim rindo, pensando era uma brincadeira. Foi ai que contei-lhes a seguinte história:

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.


Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

– Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.

– Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

– Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.


Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

– Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.

– A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

– Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.

– Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

– Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.


– É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.

Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

– Por que vos admirais de minha escolha?

– Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.

- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinada, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.

– Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.

– Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.

Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

Todos ouviram o que eu lhes havia contado e resolveram falar de outro assunto, ou como se diz na gíria, “colocar suas línguas no saco.”


E você, tem cuidado de sua língua?

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

NÃO SABE BRINCAR? NÃO DESCE PARA O PLAY

Muita gente fala de equipe, mas não tem consciência de que para participar dela é fazer parte de um todo. É como ser uma parte fundamental de um corpo, mas sabendo que sem corpo esta parte de nada serve. É ter a capacidade de trabalhar bem junto com outras pessoas que pensam diferentes de você. É ser tolerante, mostrar humildade, inteligência emocional e, acima de tudo, companheirismo.

Mas tem gente do tipo do “eu-quipe”. Não descobriu que ninguém é nada sozinho. Não sabe que para se fazer algo grande, importante e que traga orgulho, é preciso se fazer isto em equipe. Alcançar o sucesso com o esforço de outras pessoas é muito mais prazeroso.


Num trabalho em equipe, as pessoas ficam mais motivadas e comprometidas, pois uns dependem dos outros, e todos são responsáveis pelas falhas e pelo sucesso. Isto me leva a uma velha história intitulada “A Reunião na Marcenaria”.

A Reunião na Marcenaria

Houve uma reunião em uma marcenaria, onde as ferramentas se juntaram para acertar suas diferenças. O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes o notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia barulho demais e, além disso, passava o tempo todo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.


A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu em um fino móvel. Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia recomeçou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

– Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato. Então se sentiram como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação fica tensa e negativa. Ao contrário, quando se buscam com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades, isso é para os sábios!

Pense nisto e tenham uma ótima semana.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

USANDO AS MATRIZES “SWOT” E “TOWS” NOS NEGÓCIOS

Ao analisar uma situação, muitas vezes é uma boa ideia começar com uma estimativa das ameaças e oportunidades disponíveis no momento para montar-se um determinado planejamento. Isso permite que você avalie as limitações e oportunidades da sua posição antes de identificar os pontos fracos e fortes.

Para isto, costuma fazer-se uma análise de coleta de dados importantes através da Matriz SWOT, que representa as palavras: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), que devido a sua simplicidade, pode ser utilizada por empresas de qualquer segmento ou porte.


Já a Matriz TOWS é uma ferramenta analítica para avaliar as ameaças de uma empresa, oportunidades, fraquezas e forças internas. Quando concluído, o usuário terá várias estratégias para maximizar ou minimizar fatores internos e externos mencionados acima.


Assim como a Matriz SWOT a Matriz TOWS também pode ser usada em qualquer tipo ou tamanho de empresa, assim como um projeto, desde que os fatores sejam claros e definidos.

O método de análise TOWS pode ser utilizado, por exemplo, para descobrir por que a sua concorrência tem expandido e você deseja desenvolver uma resposta a isto. Ele é particularmente útil para avaliar o impacto potencial de eventos ou acontecimentos repentinos, sendo considerado uma ferramenta de ação.

As análises SWOT e TOWS envolvem os mesmos passos básicos e podem gerar resultados semelhantes. O que difere uma análise da outra é que a SWOT identifica os pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades, já a TOWS além de identificar os cenários citados, ainda faz a análise de como os pontos negativos podem ser transformados em pontos positivos.

Pense nisto e façam bons negócios.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

JABUTI SOBE EM ÁRVORE?

Prof. A.Marins
As velhas estruturas das que foram usadas durante várias décadas pelas organizações não mais se aplicam aos tempos modernos. Num dos artigos publicados por Stephen Covey ele comenta: Muitos hábitos tradicionais - como o de checar, checar novamente e passar adiante para tomada de decisão - são antiquados. Embutidos em uma organização global, esses hábitos podem se tornar enfraquecidos, enquanto inovações e velocidade de reação são sufocadas e as pessoas trabalham mais por processo do que por resultados.

Com tantas mudanças no local de trabalho e na economia global, deparamo-
S. R. Covey
nos com a demanda de novas soluções, que exigem novas lideranças. Claramente, fazer negócios em um ambiente de corredeira demanda que cada indivíduo tenha uma liderança pessoal. Cada pessoa deve saber e entender qual é seu papel, o que precisa ser feito e o porquê. Cada um deve responder a estas questões: “O que estamos tentando fazer?”, “Quais são os princípios que estão operando aqui?”, “Como devemos agir?”.
Aos quais acrescento: “Quais os problemas da empresa?”.

Nessa linha de raciocínio, o autor apresenta baseado em sua experiência internacional com pesquisa organizacional e consultoria de empresas, no livro “Principle Based Leadership”, os problemas que ele classifica como sendo crônicos para todos os tipos de organização, quais sejam:

1. Visão e Valores Não Compartilhados;
2. Direcionamento Estratégico Deficiente;
3. Alinhamento Organizacional Deficiente;
4. Estilo Gerencial Inadequado;
5. Habilidades Gerenciais Deficientes;
6. Baixa Confiabilidade;
7. Falta de Integridade.

Desejando demonstrar essa falta de busca de solução dos problemas nas organizações pelas equipes, lembrei-me da forma jocosa que nós consultores chamamos os problemas encontrados nas organizações: jabutis.


Mas por que jabutis? É que nas empresas eles ficam em cima das árvores, mas como jabuti não sobe em árvore surge, então, as perguntas:

1.    Como ele chegou lá;
2.    Não se acredita que ele esteja lá;
3.    Sabe-se que ele não subiu sozinho;
4.    Sabe-se que ele não deveria nem poderia estar lá;
5.    Não se entende porque o colocaram lá.

Assim são os problemas que as pessoas das organizações convivem com eles, mas ninguém procura solucioná-las até que fiquem crônicos e complicados para serem resolvidos sozinhos. Aí se contrata um consultor para ajudar a solucionar o problema, ou melhor, ajudar o jabuti a descer de cima da árvore, e providenciar para que ele nunca mais suba lá, pois, definitivamente lá não é o seu lugar.


Como diria Covey: Uma equipe deve possuir o desafio dentro de si; cada pessoa deve ser seu líder. Essas habilidades de sobrevivência devem ser baseadas em confiança mútua e em visão, propósitos, e objetivos comuns, inclusive identificar e solucionar problemas...

E você, já conhece os jabutis da sua empresa?

Fontes: Stephen Covey - Co-fundador e vice-presidente da Franklin Covey Company. Autor do best seller “Sete hábitos das pessoas muito eficazes” - Antomar Marins e Silva – Sonhar é para Estrategistas – Rio de Janeiro, RJ, Ciência Moderna.
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