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sábado, 15 de agosto de 2015

MUDANÇA: SOBREVIVÊNCIA E PERMANÊNCIA NO MERCADO


A mudança é, nos dias de hoje, fator determinante na sobrevivência e permanência das organizações no mercado. Mudar representa adaptar-se rapidamente às novas exigências do mercado.  Representa, ainda, inovar, não só produtos e serviços como também a forma de gerir o negócio.

Mas se mudar representa um benefício para a empresa, por que as pessoas oferecem tanta resistência às mudanças? A resposta é bastante simples: por medo de um novo estado de coisas que elas ainda não dominam ou, em outras palavras, medo do desconhecido.

É oportuno observar que a grande responsável por esse estado de coisas na maioria das empresas é a gerência, pois dificilmente promove mudanças de forma planejada.


Sobre o assunto escreveu F. G. Matos: “A resistência das pessoas nasce da dúvida, das incertezas, sendo a mudança então interpretada como ameaça. Habitualmente não é uma reação de natureza cognitiva, porém emocional (sensação de perda). Daí afirma-se que a causa fundamental de agravamento das resistências reside no introdutor (diretor, gerente, chefe, supervisor) e não nos envolvidos (o pessoal da empresa)”.

Por tanto, para que o processo de mudança seja feito de “forma natural,” sem problemas para a empresa, ele deve ser planejado e implementado através pessoas. É como fazer isso que comentaremos em nosso trabalho.

Indicadores da Necessidade de Mudança

É comum em nosso país se ver empresas fazendo mudanças simplesmente por modismo: elas acreditam estar fazendo “reengenharia” ou algo parecido.  Por estarmos vivendo no mundo um ambiente em que é necessário ajustar-se a ele, não quer dizer que a minha empresa precise mudar radicalmente.  Talvez ela necessite apenas de alguns “retoques” em uma de suas áreas ou, quem sabe, na estrutura de trabalho...


Mas como identificar se é chegado o momento de mudar para a empresa? J. S. Morgan aponta três momentos que a mudança na organização se faz necessária.

Mudança para Atender a Eficácia nos Resultados

Se a eficiência da organização não é traduzida em resultados compensadores, então faz-se necessária uma reforma.

Mudança para Atualizar a Organização

A medida que o mercado se desenvolve e que surgem novas tecnologias, medidas urgentes contra o obsoletismo organizacional devem ser tomadas.

Mudança para Crescer

Implantação de estruturas mais flexíveis, que permitam que as “coisas aconteçam.”

Mais adiante, escreve o autor: “A necessidade de mudança pode passar desapercebida pelas melhores lideranças da empresa, limitadas que estão pela cultura da organização - neste caso consultores externos podem dar valiosa contribuição por estarem isentos da contaminação do ambiente interno.

Ele aponta seis indicadores de situações críticas a serem observados pelas empresas. São eles:

Demora e Prazos Sistematicamente Vencidos

A eterna corrida contra o tempo para cumprir prazos, com forte risco de comprometer a qualidade dos produtos e serviços e desgaste da imagem corporativa.

Pouca Flexibilidade

A manutenção de estruturas formais - na maioria das vezes herança de administrações anteriores - impede as atualizações necessárias pela desmotivação que acarreta..  A inércia leva a que a organização formal se perpetue, independente de critérios de eficácia.  Estruturas inalteradas, por mais de dois anos, podem refletir inadequações que explicam a ocorrência de insucesso.

Objetivos Imprecisos

Os objetivos não são convenientemente comunicados a equipe que leva aos costumeiros equívocos de interpretação.

Objetivos Conflitantes

A falta de objetivos claros ou de conscientização leva a ações isoladas e ao individualismo, inevitáveis geradores de conflitos.

Falta de Equilíbrio Organizacional

Áreas sobrecarregadas da empresa em confronto com outras semi-ociosas, gerando desequilíbrios prejudiciais à interação, além de abalos no moral da equipe.

6.   Sucesso do Passado como Mito

Crença nos métodos e processos que foram êxito em outras épocas e que são considerados intocáveis, pois o executivo identifica-se com as técnicas bem sucedidas que introduziu.

Em artigo publicado na ADN – Administração de Negócios escrevi que “muitas pessoas vivem eternamente os louros do passado. Por ter obtido sucesso em qualquer atividade, não significa que ele será perene. Ter consciência de até que ponto o passado contamina o seu presente é o primeiro passo para se remover barreiras e aprimorar-se. O Sansei do Zen propõe aos seus discípulos: O presente é só que importa, mas o passado não pode ser esquecido e o futuro deve ser construído.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


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