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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

QUEM NÃO PRECISA DE UM MENTOR?


Moisés precisou de um, Jack Welch também teve dois renomados...

Muitos gestores, líderes, de uma forma ou de outra, vêm se interessando, discutindo praticando ou se utilizando de Coaching e Mentoring nestes últimos anos. O coach é um treinador, como temos no esporte. Por exemplo, o técnico Vanderlei Luxemburgo é um coach extremamente preocupado com o máximo desempenho de sua equipe. E o mentor é alguém, com experiência em aconselhamento, na verdade é um Advisor, um profissional que está disposto a ouvir alguém e ajudá-lo a refletir e pensar em alternativas na solução de seus desafios. Enfim é alguém que acaba fazendo o papel do fiel da balança.

Hoje, no mundo dos negócios, a maioria dos profissionais – entre eles os gestores / líderes, sente-se preocupada pelos desafios do dia a dia. Os motivos são os mais diversos: busca por uma promoção ou por um job rotation; o enfrentar ou ser responsável por muitas mudanças na organização; a demanda de decisões a serem tomadas; um conflito de carreira, a lista é longa. Se prestarmos atenção na história de nossos antepassados, e no presente, vemos grandes líderes que contaram ou contam com a ajuda de mentores. Vamos a dois exemplos, um antigo e um mais recente.

Moisés foi um grande líder, educado na cultura egípcia quando viveu no Palácio de Faraó no Egito, e, por outro lado com uma forte raiz no judaísmo, passada por sua mãe, Joquebede . Moisés quando estava com o povo hebreu no deserto (não vou entrar em muitos detalhes) viu se muito estressado, pois era uma enorme demanda – o povo reclamava dos mais diversos problemas que eram de ordem social, legal e religiosa. Tudo caía sobre seus ombros. Devemos lembrar que naquele tempo não havia Gestão da Qualidade, ISO-9000, Governança Corporativa ou a preocupação com Gestão de Sustentabilidade. Jethro, seu sogro, vendo o conflito do povo e o estresse de Moisés, pois não estava dando conta de sua missão, chamou-o para uma conversa reservada.

Nessa conversa, Jethro aconselhou Moisés a escolher entre seus homens pessoas com certas competências ou capazes de atender às necessidades do povo. Moisés então escolheu aquelas mais qualificadas, treinou-as com a ajuda de seu irmão Arão, e, assim, conseguiu delegar uma boa parte de suas atividades, ficando com aquelas mais estratégicas.

Esse é um exemplo clássico de mentoring, que resultou numa das grandes ferramentas de gestão que é a delegação.

O segundo exemplo, mais atual, também um clássico. Jack Welch, reconhecido como o executivo do século, fez uma grande turn-around na GE Segundo seus livros (entre eles recomendo para quem ainda não leu “O Executivo do Século” e “Vontade de Vencer”), ele simplesmente tirou mais de 120 produtos do mercado, fechou por volta 60 fábricas, ficando apenas com os negócios mais rentáveis. Enfim ele saiu de muitos negócios e entrou em muitos novos negócios. Ninguém pode contestar os resultados da GE em sua gestão.

Jack Welch era de uma família bem simples descendente de irlandeses que se radicou nos EUA. Seu pai, ferroviário, juntamente com sua mãe, teve um papel muito importante em sua vida, e contribuiu muito para lapidar o seu comportamento que era muito forte. Para você ter uma ideia, na GE ele chegou ser chamado de bomba de nêutrons. No Brasil nós o chamaríamos de um trator de esteira.

Jack entrou na GE, num nível profissional básico, e logo foi galgando outros postos, chegando à posição de CEO. Era um grande empreendedor e estrategista, sabia reconhecer os seus talentos e tirar o máximo proveito deles, como também sabia reconhecer seus pontos fracos. Tudo que Jack fez de bom ou de errado, pois ninguém acerta o tempo todo, certamente foi por seus méritos, mas além da influências de seus pais, Jack teve dois mentores que contribuíram com muitos conselhos: Peter Drucker – pai da administração moderna, falecido há pouco tempo - que aconselhou Jack a ficar naqueles negócios em que a GE estava em primeiro ou quando muito em segundo lugar.

O seu segundo mentor foi Noel Michael Tichy, autor do livro “Controle o seu Destino Antes que Alguém o Faça”, e também, o idealizador do Centro Crotonville de Educação Corporativa da GE.

A relação Mentor & Mentee é uma relação de confiança, transparência e ajuda, em que os dois devem ser sábios, o mentee em busca da excelência em suas atividades, realização pessoal e profissional e com qualidade de vida, pronto para compartilhar suas ideias e dúvidas, o que ele não faria com outros por questões pessoais ou estratégicas. E o mentor pronto para ouvir, e levar o outro à reflexão através de suas questões. É uma relação em que todos crescem como pessoas e como profissionais.

Num cenário de grandes desafios, grandes mudanças, para uns de crise, para outros oportunidades, é indispensável a utilização de mentoring como ferramenta estratégica. Você pode se utilizar de um profissional especializado para uma ação pontual, ou implantar a cultura de mentoring em sua organização, treinando aqueles gestores / líderes que, na sua visão, ou indicados por um comitê ou o board de sua organização, têm perfil para tarefa.

Autor: Josué de Melo – Consultor da Leadership Brasil, Specialization in Organizational Leadership, APU/USA, Membro do Board do ILB – Instituto de Liderança do Brasil - e-mail: josue.melo@rh.adm.br

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