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segunda-feira, 8 de junho de 2015

A COISA MAIS DESIGUAL É TRATAR IGUAL

Em um dos meus livros sobre gestão escrevi que a coisa mais desigual é tratar todo mundo igual! Volto agora ao tema depois de visitar uma empresa cujo principal executivo ainda é do tempo do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Tipo de empresa que gosto de trabalhar quando as pessoas estão dispostas a escutar e... melhorar.

Fui para casa pensando a melhor forma de ajudar aquela empresa e cheguei a conclusão que deveria começar com os conselhos de Marcus Buckingham e Curt Coffman no seu livro “Primeiro Quebre Todas as Regras". Dizem os autores:

Reconhecer que cada pessoa tem motivações diferentes, que todos têm sua própria maneira de pensar e de um estilo próprio de se relacionar com os outros. Sei que há um limite para o que você possa fazer para mudar uma pessoa. Mas não se queixe sobre essas diferenças ou tente eliminá-los. O que você deve fazer é explorar o que ela tem de melhor e tentar ajudá-la a ser cada vez melhor ao invés de criticá-la.


O papel do gestor é entender cada funcionário para poder liberar seus talentos e transformá-los em desempenho. Sabe-se que não podem forçar todas as pessoas de uma determinada posição a executar sua função, exatamente da mesma maneira. Sabe-se, também, que não se pode resolver completamente as diferenças, estilos, necessidades e motivação.

A maneira mais eficiente para converter o talento de uma pessoa em desempenho é ajudá-la a encontrar seu próprio caminho para atingir com menor resistência os resultados desejados.

A coisa mais difícil do gerente é perceber que as pessoas não fazem as coisas da mesma forma. Mas é preciso se acostumar a isso, porque quando você tenta forçá-los, duas coisas acontecem: resistir e não fazer ou fazer de qualquer maneira para livrar-se da tarefa. Nenhuma destas coisas revela-se ser bastante produtiva a longo prazo.

Na tentativa de obter um desempenho nunca tente mudar as pessoas.A tentação de fazer isso pode ser grande, mas você tem que resistir. Ser gerente não é ser um “semi deus”. Tentar mudar as pessoas e não procurar ver os aspectos positivos das pessoas que compõem a sua equipe é o melhor caminho.

É provável que George Bernard Shaw não estivesse de bom humor quando escreveu: A estrada para o inferno está pavimentada com boas intenções. Mas em relação às tentativas de pessoas perfeitas a tentar transformar outras pessoas não estava totalmente errado. O desafio de um gestor de pessoas, portanto, não é buscar pessoas perfeitas e sim ter a capacidade de gerenciar as diferenças.

Pense nisso e tenha uma boa semana!


Autor: Prof. A. Marins – Sonhar é para Estrategistas, Rio de Janeiro, RJ, Ciência Moderna – www.profantomarmarins.comantomar.marins@gmail.com

Bibliografia: Marcus Buckingham e Curt Coffman - Primeiro Quebre Todas as Regras, Editora Campus- http://www.editoras.com/campus/ - George Bernard Shaw - http://www.releituras.com/gbshaw_menu.asp

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