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domingo, 3 de janeiro de 2010

TEMPOS MODERNOS

No final do ano, após a reunião num bar com amigos dividimos a conta calculada rapidamente num guardanapo de papel, e brincávamos “não precisamos de calculadora”. Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, composição, ditado etc.

Veio-me a lembrança o nome de professores de matemática como Ary Quintella e Cecil Thiré catedráticos do Colégio Militar e Pedro II, respectivamente e seus livros até hoje procurados por aqueles que desejam aprender ou se aprofundar em matemática.

Havia aulas de português, latim, geografia, história, química, física, moral e cívica, práticas industriais e outras matérias...

Cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas, além dos Hinos da Independência, Proclamação da República e da Bandeira nas datas comemorativas.

Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava simplesmente repetia o ano e tentava de novo no ano seguinte! Tinhamos liberdade, fracassos, sucessos, deveres e aprendíamos a lidar com cada um deles!

Quando escrevia este artigo, chegou-me às mãos um relato (ou será desabafo?) de uma professora de matemática. Como tinha tudo a ver com que estava escrevendo, resolvi incluí-lo aqui. Leiam seu relato:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Que Charles Chaplin me perdoe o plágio: “São os tempos modernos tupiniquins!”

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!

Estamos às portas de um ano novo. Como nos anteriores, as pessoas externam os seus desejos para próximo ano; suas esperanças, seus sonhos e visões. O que queremos que aconteça em 2010.

Até aí, tudo bem. Mas visão sem ação não se realiza. A ação é o esforço organizado que se colocará para o que se sonhou torna-se realidade. Em outras palavras, você terá que planejar formalmente o que você pretende alcançar no decorrer nos próximos 365 anos.

Raúl Candeloro, principal executivo da Revista Venda Mais e outras, em recente artigo sobre o assunto escreve um artigo para ajudá-lo a começar essa caminhada. Diz o autor:

Sugiro que você aplique a ferramenta 5W2H em suas metas. A técnica tem esse nome porque, originalmente, foi criada em inglês e consiste em responder a estas sete perguntas: What?, Who?, When?, Why?, Where?, How? e How much?. Ou seja: O quê?, Quem?, Quando?, Por quê?, Onde?, Como? e Quanto custa?.

A partir de agora, fica proibido colocar metas, como: “Quero ganhar muito dinheiro”, “Quero emagrecer” ou “Quero aumentar as vendas”, o.k.? Você precisa visualizar o que deseja alcançar, tem de tornar o objetivo realmente um plano de ação, por exemplo:

Meta: aumentar minhas comissões para chegar ao fim de 2010 com R$15 mil para fazer uma viagem pelo nordeste brasileiro.

  1. O que (irei fazer para isso)? – Ampliar minha carteira de clientes, solicitando indicações aos meus clientes e prospectar três clientes a mais por dia.
  2. Por que? – Para vender mais e aumentar minhas comissões.
  3. Como? – Pedirei indicações para os meus clientes por meio de telefonemas e visitas pessoais.
  4. Quem? – Eu e os clientes X, Y e Z.
  5. Onde? – Na empresa e na casa do cliente ou por meio do meu telefone.
  6. Quando? – Durante três dias por semana, nos próximos 11 meses.
  7. Quanto (irei precisar para colocar isso em prática)? – O custo é baixo.

Abrange deslocamentos até o cliente, telefonemas e o custo de alguns cafés, sucos ou refrigerantes.

Pronto, agora é só fazer o mesmo com as suas várias metas. O 5W2H pode ser utilizado até para metas pessoais, como perder aquela barriga adquirida na ceia de Natal, conquistar o sogro ou passar mais tempo com os filhos e a esposa (ou menos)... cada um tem suas metas.

O que estão esperando? Mãos a obra!

FELIZ 2010 PARA TODOS!

Fonte: Raúl Candeloro - http://www.vendamais.com.br

sábado, 26 de dezembro de 2009

A FLOR DA HONESTIDADE

Honestidade no Brasil virou coisa rara. Fico triste ao assistir na tv os apresentadores comentarem que o artista fulano é “muito honesto”, como se isso fosse uma qualidade rara e de poucos...

Ao abrirmos o jornal deparamos diariamente com notícias de “mais um” desvio feito por políticos, pessoas que ocupam altos postos no governo, ONGs, sem que nada ou pouco seja feito, sem falar de ações menores, que também são passíveis da lei, como subornar um guarda, levar a vantagem no preço, usar propaganda enganosa etc.

Como o próximo ano é de eleição, sugiro que as pessoas escolham seus candidatos como um príncipe fez sua escolha na China, no ano 250 a.C. Vejam como:

Conta-se que por volta do ano 250 a.C, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:

– Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

– Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos sou louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com belas jóias e com as determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

– Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.

Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.

Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:

– Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Moral:

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.

Nota: O caracter no início do texto significa,em chinês, "verdade".

Fonte: Autor desconhecido – Centro Espírita Fraternidade