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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CONSTRUINDO E FORTALECENDO EQUIPES

A integração de diferentes pessoas de uma empresa é fundamental para resolver problemas e manter o grupo coeso.

As atividades de Team Building para construir equipes tornou-se numas das ferramentas mais importantes de solução de conflitos e de adaptação a novas situações na organização. O assunto é tão importante que Pat Olsen, professora e escritora, explica no artigo Team Building Exercises for Tough Times, publicado pela Harvard Business Review, como esse tipo de treinamento em equipe pode proporcionar aos colaboradores uma visão mais clara e completa da organização, assim como ajudar a resolver problemas que existem nas equipes, até na solução de casos mais complexos e grandes crises.

Muitos dos problemas, que as organizações de qualquer porte e segmento, enfrentam hoje em dia se devem a falta de comunicação e informação oportuna entre os diversos departamentos e seus colaboradores, assim como através dos escalões hierárquicos. Em um dos meus livros escrevi que as pessoas perdem muito tempo nas organizações falando uma das outras ao invés de falar uma com as outras. Por isso problemas que parecem complexos podem ser solucionados de forma simples valendo-se uso do Team Building para fortalecer as equipes e deixar que elas superem o passado, compreendam o presente e construam o futuro.

P. Olsen comenta em seu artigo que o treinamento das equipes geralmente aumenta a motivação, fortalece o moral, motiva a coesão, fortalece os relacionamentos intra e interpessoais e permite que o grupo se concentre em um problema determinado. Este tipo de atividade não tem que ser desenvolvido em tempo específico e sim ser incorporado na vida diária dos colaboradores através de rotinas de trabalho, liderança efetiva, colaboração etc.

Não precisamos nos valer de exemplos de sucesso de Team Building acontecidos em outros países. Certa vez atendemos um grupo de executivos de área química para ajudá-los a fazer mudanças significativas em toda a empresa. O grupo se reunia todas as manhãs para “tomar café juntos”, antes de começarem a trabalhar, para trocar informações e conhecer mais sobre o andamento dos projetos e suas necessidades. Desta maneira, a equipe se converteu numa espécie de “junta diretiva”, que sentia as dificuldades, falhas e sucessos juntos.

Lições aprendidas

Três aspectos devem ser observados para se fazer uso das atividades de Team Building:

1. Atividades e treinamentos baseados em situações reais que possam ser aplicadas ao cotidiano de trabalho da empresa, pois reduz o stress e aumenta o conhecimento para solução de conflitos.

2. Aproveitamento da diversidade de personalidades que existam numa equipe. A opinião de diferentes pessoas e suas ópticas é que permite o crescimento da organização.

3. Compatibilidade da cultura da organização com a escolha de um consultor ou facilitador, alinhada com o que você realmente deseja alcançar e em que horizonte de tempo.

Pense nisso antes de mexer na equipe.

Fontes:

OLSEN, Pat - Team Building Exercises for Tough Times, Harvard Business Review, USA - http://hbr.org/

SILVA, Antomar Marins e – Sonhar é Para Estrategistas, Ciência Moderna, Rio de Janeiro, RJ

SILVA, Antomar Marins e – O Que é Team Building, Marins & Molnar Business Solutions, Rio de Janeiro, RJ

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

EXEMPLO DE CIDADANIA

O texto abaixo foi escrito por Tostão, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:

Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.

O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.

O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias. É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.

A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.

Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.

Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.

Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NO MESMO BARCO

Recebi este caso de um dos meus alunos de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios. Ele serve como lição tanto para vida acadêmica ou profissional, como para a pessoal. Leiam e aprendam:

Há muitos anos, Tom era funcionário de uma empresa muito preocupada com a educação. Um dia, o executivo principal decidiu que ele e todo grupo gerencial, um total de 12 pessoas, deveriam participar de um curso de sobrevivência, que tinha a forma de uma longa corrida de obstáculos.

A prova era cruzar um rio violento e impetuoso.

Para surpresa de todos, pela primeira vez o grupo gerencial foi solicitado a dividir-se em três grupos menores de quatro pessoas para a superação daquele obstáculo.

Os grupos eram: A, B e C.

O grupo “A” recebeu quatro tambores de óleos vazios, duas grandes toras de madeira, uma pilha de tábuas, um grande rolo de corda grossa e dois remos. O grupo “B” recebeu dois tambores, uma tora e um rolo de barbante Já o grupo “C” não recebeu recurso nenhum para cruzar o rio; eles foram solicitados a usarem os recursos fornecidos pela natureza, caso conseguissem encontrar algum perto do rio ou na floresta próxima.

Não foi dada nenhuma instrução a mais.

Simplesmente foi dito aos participantes que todos deveriam atravessar o rio dentro de quatro horas.

Tom teve a “sorte” de estar no grupo “A”, que não levou mais do que meia hora para construir uma maravilhosa jangada. Um quarto de hora mais tarde, todo o grupo estava em segurança e com os pés enxutos no outro lado do rio, observando os grupos em sua luta desesperada.

O grupo “B”, ao contrário, levou quase duas horas para atravessar o rio.

Havia muito tempo que Tom e sua equipe não riam tanto como no momento em que a tora e dois dos tambores viraram com seus gerentes, financeiro, de computação, de produção e de pessoal.

E o melhor estava por vir.

Nem mesmo o rugido das águas do rio era suficiente para sufocar o riso dos oito homens quando o grupo “C” tentou lutar contra as águas espumantes.

Os coitados agarraram-se a um emaranhado de galhos, que estavam se movendo rapidamente com a correnteza.

O auge da diversão foi quando o grupo bateu em um rochedo, quebrando os galhos.

Somente reunindo todas as forças que lhes restavam foi que o último membro do grupo “C”, o gerente de logística, todo arranhado e com os óculos quebrados, conseguiu atingir a margem, 200 metros rio abaixo.

Quando o líder do curso voltou, depois de quatro horas, perguntou:

Então como vocês se saíram? O grupo “A” respondeu em coro:

– Nós vencemos! Nós vencemos!

O líder do curso responde:

– Vocês devem ter entendido mal. Vocês não foram solicitados a vencer os outros. A tarefa seria concluída quando os três grupos atravessassem o rio dentro de quatro horas.

Nenhum deles pensou em ajuda mútua, nem sonhou em dividir os recursos (tambores, toras, corda e remos) para atingirem uma meta comum. Não ocorreu a nenhum dos grupos coordenar os esforços e ajudar os outros.

Foi uma lição para todos no grupo gerencial. Todos caíram direto na armadilha. Mas naquele dia, o grupo aprendeu muito a respeito de trabalho em equipe e de lealdade em relação aos outros.

Moral da História

Se parássemos de encarar a vida e as pessoas como um jogo e milhões de adversários, muito provavelmente sofreríamos menos, compreenderíamos mais os problemas alheios e encontraríamos muito mais conforto no abraço de cada um. Mas infelizmente, nos enxergamos como rivais, como se estivéssemos em busca de um tesouro tão pequeno que só poderia fazer vitorioso a uma única pessoa. Ledo engano: o maior prêmio de nossa existência está na capacidade de compartilharmos a vida!

Estamos todos no mesmo barco!

Experimente acolher ao invés de julgar, perdoar ao invés de acusar e compreender ao invés de revidar!

É difícil, sem dúvida! Mas é possível e extremamente gratificante. A vida fica mais leve, o caminho fica mais fácil e a recompensa, muito mais valiosa.

Fonte: Autor desconhecido.