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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MAU HUMOR PEGA?

São comuns as queixas de pessoas pouco, relativamente ou muito insuportáveis. Filhos que se queixam de pais muito mau-humorados, pais que reclamam de filhos ou de namorados, esposas, amigos, enfim, conviver com uma pessoa mau-humorada é difícil e desagradável.


Se de uma hora para a outra, sem motivo aparente, você se pega reclamando de tudo e passa a maior parte do tempo de mau humor, com dificuldades em sentir prazer em atividades de rotina, sempre com cansaço e falta de energia, fique atento, você pode estar sofrendo de uma doença chamada Distimia.


O transtorno distímico é caracterizado por um quadro de depressão crônica, porém menos grave que o transtorno depressivo maior. O sintoma essencial da Distimia é o achado de depressão do humor, quase que diariamente, por um período de pelo menos dois anos, porém sem necessidade dos outros critérios de depressão maior. Comumente, os pacientes queixam-se também de distúrbios do apetite e do sono, bem como de baixa auto-estima.


A distimia é um dos transtornos do humor mais comuns. Estima-se que esse distúrbio acometa entre 3% a 5% da população geral, afetando igualmente homens e mulheres. Vale lembrar que muitas pessoas portadoras dessa doença não sabem que têm tal problema. Elas acreditam que os sintomas de pessimismo, negativismo, tristeza e baixo nível de energia são componentes normais de sua personalidade.


O filósofo Sêneca tentou desprezar o termo Distimia por crer que o latim não necessitava importar palavras de outra língua e escreveu um belíssimo trabalho intitulado “A Tranqüilidade da Alma”. Mas, a despeito da belíssima descrição do tipo psicológico depressivo e melancólico, Sêneca não conseguiu expressão latina que completasse a idéia de Distimia.


Quais as causas da distimia?


Provavelmente existem várias causas, dependendo de cada caso. Está claro que as pessoas que enfrentam muitas situações de estresse, na vida, apresentam risco aumentado de desenvolverem depressão crônica. Esses eventos são representados por: perda de um ente querido, estresse crônico associado à pobreza ou ao desemprego, doença crônica ou dor crônica. Algumas pessoas também podem apresentar fatores genéticos que predisponham à depressão crônica, e esses pacientes podem desenvolver distimia, independentemente do ambiente em que vivem.


Existem, ainda, alguns hábitos que podem aumentar a chance de uma pessoa tornar-se deprimida, como ter um estilo de pensamento negativista, tendência ao pessimismo, sensação de que nada pode ajudar, relutância em fazer alguma coisa para mudar certas realidades indesejadas.


Qual o melhor tratamento?


Não procure se auto-medicar. O melhor tratamento é aquele que ajuda a aliviar os sintomas do paciente mais rapidamente e deve ser receitado e acomapnhado por um médico.


De uma maneira geral, os antidepressivos conseguem proporcionar certo bem-estar após um a dois meses. Medicamentos antidepressivos de diferentes classes, mostraram benefício no tratamento desse distúrbio. A psicoterapia também pode ser uma ferramenta útil e ter algum efeito na depressão crônica, após alguns meses. Se o tratamento não estiver funcionando, converse com o seu médico, para que ele possa avaliar a modificação do mesmo.


Fonte: http://blogboasaude.zip.net/index.html

4 comentários:

Sônia Silvino disse...
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Leyse Rebeca disse...
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Leyse Rebeca disse...
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Prof. A. Marins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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