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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A DANÇA DOS FEUDOS: UM CONTO DE GESTÃO ESTRATÉGICA

Era uma vez, num pequeno reino do faz de conta, que morava um rei que dizia ser muito atendo com a organização eficaz e eficiente e com a gestão participativa. Por isso, o rei reunia periodicamente seus conselheiros para, em conjunto, analisarem os resultados obtidos, discutirem sobre os enganos, erros e omissões, discutirem lições aprendidas e assim seu pequeno reino lograva êxito.

Perto deste reino, existia um de maior tamanho, com mais recursos, habitantes e logicamente, mais conselheiros, cada um com muito poder, porém todos regidos por um rei.

A exemplo do reino vizinho o rei também se reunia com seus conselheiros para avaliar a extensão do reino, as cifras exatas de seus ganhos, tanto em moedas com em espécie, aves, grãos etc. Cada conselheiro tinha seu feudo e não desejava dar nem mais um tostão para o rei, além do que já apresentava, pois taxas maiores representavam riqueza maior para o rei e miséria para eles e para seus vassalos. Mas apesar disso o rei continuava enriquecendo enquanto seus vassalos... mas não reclamavam por estarem felizes...

Entretanto, como dizia os mais vividos, não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe, assim, num belo dia, o rei desentendeu com o rei vizinho e declarou guerra ao, segundo o rei, "pequeno e insignificante vizinho". Ambos os reinos se prepararam para lutar. Convocaram seus respectivos conselheiros para explicar a situação, montar uma estratégia emergente, dividir responsabilidades, tarefas e... receber informações.

O pequeno rei não teve o menor problema. Todos foram rapidamente mobilizados e, no dia seguinte, seu exército estava reunido. Seus conselheiros que sabiam anteriormente como se comunicar, entre si, outros conselheiros e a subordinados formaram um conjunto uniforme, onde todos eram importantes, porem necessários. Se alguma razão, algum do eles faltasse ou fosse colocado fora da batalha, haveria sempre alguém capaz e revestido dos conhecimentos táticos e estratégicos necessários para ocupar a posição.

Não era esta a situação do grande reino vizinho...

Naquele reino os exércitos e conselheiros não conseguiam chegar a um acordo quanto a táticas e estratégias, pois todos prejulgavam a vulnerabilidade pelo tamanho do reino vizinho e todos queriam ser líderes e pessoas de proa, cada um já se vendo aclamados como heróis e recebendo os favores do rei.

Ante ao caos do grande reino, o rei do pequeno aproveitando da falta de liderança, organização, comunicação e o excesso de "chefias" atacou o inimigo pelo flanco, que não resistiu por muito tempo o organizado exército. Os conselheiros, generais e o próprio rei do grande reino observaram surpresos suas tropas serem envolvidas pelo pequeno exército como se o seu tivesse perdido totalmente as forças.

O rei, totalmente surpreso, percebeu que seu grande reino, apesar do pequeno e frágil vizinho, acabaria sendo absorvido apesar de tamanho territorial, de conselheiros e de mais força e riqueza..

O que tanto o rei e seus conselheiros não levaram em conta foi a lenta resposta de seu exército, tendo sido destruído pelo flanco e dividido em dois, que originou a perdida total da batalha e, mais tarde, total da guerra.

Os feudos foram vencidos, os conselheiros tiveram que dar-se por vencidos, o rei capitulou e o reino se desintegrou. A falta de comunicação, integração e participação e o desejo de grandeza individual em detrimento ao coletivo foi que acabou com edificado naquele reino.

A falta de relacionamento interpessoal foi o que levou a derrota daquele reino e assim tem destruído organizações e países.

Adaptado da, Siamar e Los Fuedos: Cuento Administrativo, (A Guerra do Arco Íris) – Eng. Jorge Guillermo Millán Pujo, Professor do The Instituto Tecnológico de Estudios Superiores de Monterrey ITESM-CEM, México

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