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domingo, 14 de abril de 2013

UM JEITO LÚDICO DE TOMAR DECISÕES


Levante a mão quem não se preocupa, nestes tempos de excesso de informações, com economia de tempo e produtividade na empresa. Nada mais comum do que executivos em busca de fórmulas mágicas que tornem suas equipes capazes de atingir um rendimento melhor. O que poucos percebem é que economizar tempo com atividades operacionais é fácil. Depende basicamente de organização. O difícil é aumentar a chamada produtividade intelectual - aquilo que poderia ajudar as pessoas a tomar decisões corretas e objetivas mais rapidamente.

Você já parou para pensar como seria produtivo avaliar uma situação dominando em nossas mentes os sentimentos e impressões de otimismo e pessimismo? Como as reuniões de trabalho seriam mais curtas se os participantes se preocupassem em tomar decisões com base num posicionamento correto e não em suas opiniões pessoais?

É aí que um clássico do mundo empresarial - e não um novo modismo - pode
ajudar. Trata-se do livro Six Thinking Hats (traduzido para o português como A Técnica dos Seis Chapéus), do psicólogo americano Edward de Bono, pai do chamado pensamento lateral e um dos maiores especialistas mundiais em criatividade. Bono pesquisou o pensamento humano por mais de 40 anos. De seus estudos tirou sábias conclusões. Entre elas, a de que existem seis posturas básicas a ser consideradas quando ouvimos alguém. Todas essas posturas são igualmente importantes e, se você as considerar num mesmo processo, aumentam suas chances de tomar uma decisão acertada. (Nos trabalhos em equipe, elas podem multiplicar a capacidade de gerar resultados.)

Outra conclusão: as pessoas têm maneiras diferentes de combinar os pensamentos. Segundo Bono, é possível descobrir a maior e menor competência na maneira particular de pensar. O resultado é que podemos aprimorar um tipo de pensamento como vantagem competitiva.

Para lapidar um pensamento, devemos representá-lo como se fosse uma peça teatral. Nosso cérebro responde muito bem a esse tipo de estímulo, tornando-se capacitado para construir e reformular padrões. Para caracterizar a encenação, Bono indica o uso do chapéu como objeto símbolo. A técnica dos seis chapéus do pensamento é um recurso capaz de fazer com que você pense bem melhor, solucione de maneira adequada os seus problemas e economize tempo. Cada chapéu representa uma postura:

O branco é neutro e objetivo. Traduz fatos concretos e números. A pessoa que o utiliza busca dados e faz questionamentos sobre o assunto.

O vermelho sugere fortes emoções e intuição. Representa a visão emocional. Quem o usa é capaz de falar sobre sensações.

O preto é lógico-negativo e sombrio. Com o seu uso, você só enxerga as desvantagens do processo.

O amarelo representa o pensamento lógico-positivo. A pessoa que o coloca busca o lado bom da situação.

O verde sugere abundância e fertilidade. Seu dono é criativo e cheio de novas ideias.

O azul é frio, capaz de coordenação. Expressa capacidade de organização e controle do processo de pensar.
Como usar isso na sua empresa? Seções de brainstorming são um bom espaço para teatralizar a técnica de Bono. Inicie com o chapéu branco (real ou virtual, mas sugiro o real para que a atividade seja lúdica e, assim, mais instrutiva). Conte às pessoas como o 'ser de chapéu branco' pensa, qual sua postura diante de uma ideia ou questionamento. Durante 5 a 10 minutos, anote todas as informações que o grupo conseguir gerar usando o chapéu branco. Estimule sua equipe a produzir o maior número de pensamentos possível. Em seguida, troque para o chapéu vermelho, o amarelo, o preto, o verde e finalize com o azul. Essa é a sequencia de cores sugerida aos iniciantes.

Os resultados são surpreendentemente eficazes. As pessoas aprendem a ter disciplina na forma de pensar, separando o positivo do negativo, fatos e números de emoções. A técnica também vale para encontrar soluções e gerar novas ideias. Os ganhos mostrarão que os clássicos nunca morrem e podem ser de grande valia quando buscamos maior competitividade.

Autor: Jimmy Cygler, CEO da Proxis – Presidente da Resolve! Global Marketing – Professor do MBA da ESPM por 13 anos – Articulista da Exame – Consultor especialista em Empresas Familiares – Autor do livro “Quem mexeu na minha vida?”, da editora Campus – Jimmy@resolvenet.com.br

Um comentário:

Nevinha Werneck disse...

Muito bom Professor . Seus artigos são excelentes !

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