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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A INICIATIVA FAZ A DIFERENÇA

A falta de iniciativa é um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento profissional. O funcionário que faz só o que lhe é exigido se aproveita do trabalho alheio ou adota a lei do mínimo esforço, tem poucas chances de avançar na carreira. A empresa não é instituição de caridade. Hoje, mais que nunca, ela precisa superar seus limites continuamente para oferecer bons serviços a seus consumidores e jamais conseguirá isso com uma equipe sem iniciativa.

Para se sobressair no atual modelo econômico, a empresa necessita de pessoas realizadoras que:
  • Façam o que precisa ser feito, mesmo sem ser solicitadas.
  • Resolvam problemas em vez de criá-los, ignorá-los ou de transferi-los para os outros.
  • Tenham a qualidade do seu trabalho como marca registrada.
  • Corra risco e se dediquem como se fossem donos do negócio..

A iniciativa é a qualidade que diferencia um funcionário ativo, notável, com visão empreendedora, do medíocre. E esse último, que geralmente espera ser carregado pelos outros, é muito mais comum nas organizações do que se imagina. Essas pessoas estão equivocadas. A velha manobra de trabalhar "conforme o salário" não leva ninguém a lugar nenhum.

Às vezes, o preguiçoso ainda se acha esperto e pensa que seu colega, com iniciativa, é um idiota. No entanto, o indivíduo que se dedica as suas tarefas o mínimo possível pode até obter benefícios provisórios, mas a longo prazo será o mais prejudicado. Esse princípio vale para todos: do office-boy ao superintendente. Manter a iniciativa exige resolução e isso logicamente aumenta o risco de se cometer erros. Mas é melhor errar buscando melhorias para o trabalho, que fazer a mesma atividade, todos os dias, como se fosse uma máquina.

Além disso, quem tem iniciativa pode ser rejeitado pelos colegas. Isso porque, no geral, as pessoas nivelam a qualidade de seu trabalho por baixo e esperam que todos façam o mesmo para que sua mediocridade não apareça. Quem é realizador pode ser considerado puxa-saco.

Para o consultor americano Bob Nelson, especialista em motivação, o maior erro que um funcionário pode cometer é pensar que trabalha para alguém. “Você pode ter um chefe, receber o pagamento de determinada empresa, mas você é o mestre de seu próprio destino”. É você que decide que potencial alcançar em sua careira: o que realizar em sua vida. Todos os dias você tem chance de exceder-se, de ser excepcional. “Tudo isso vem da iniciativa”, diz Nelson.

Mensagem a Garcia

O ensaio Mensagem a Garcia, do filósofo Elbert Hubbard, é uma lição clássica de iniciativa.

Hubbard conta que, durante a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha, o presidente MacKinley precisava se comunicar com o general revolucionário cubano Calixco Garcia. MacKinley procurava alguém que pudesse levar uma carta a Garcia. Ninguém sabia exatamente do paradeiro do general. Sabia-se apenas que ele estava escondido nas montanhas de Cuba. O soldado Andrew Summers Rowan foi recomendado para a tarefa. Rowan recebeu a carta e sem fazer uma só pergunta tratou de cumprir sua missão. Atravessou o mar, cruzou o sertão de Cuba e em menos de quatro semanas entregou a mensagem ao destinatário.

Embora seja um texto de 100 anos atrás, “Mensagem a Garcia”, um fenômeno

editorial que já vendeu mais de 40 milhões de cópias, trata com muita propriedade da excelência profissional e da capacidade de liderança, qualidades indispensáveis no mundo de trabalho moderno.

Hoje, mais que nunca, se você quiser encontrar um lugar ao sol, tem de tomar iniciativa e, a exemplo de Rowan, também ser capaz de levar a mensagem a Garcia.

Leitor amigo, você mesmo pode tirar a prova sobre o que este artigo fala.

Você está sentado no seu escritório, rodeado de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe o seguinte:

– Por favor, “fulano” consulte a enciclopédia e faça uma descrição resumida de “Correggio”.
 

Pode ser que o empregado diga: "sim senhor", e execute o que lhe pediste. Mas na maioria das vezes ele lhe olha admirado e lhe faz uma ou algumas das seguintes perguntas:

– Quem é ele?
– Que enciclopédia?
– Onde é que está a enciclopédia? Está na Internet?
– Isso não é meu trabalho?
– E se Carlos fizesse?
– Já morreu?
– Precisa disso com urgência?
– Não quer que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure?
– Para que quer saber isso?

Aposto dez contra um que, depois de você ter respondido tais perguntas, explicando a maneira de procura e a razão por que precisa da informação, seu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar “Correggio” e depois voltará para lhe dizer que tal homem não existe.

Evidentemente pode ser que eu perca a aposta, mas segundo a regra e a conduta geral, aposto na alternativa certa.

Se você for prudente, não se darás ao trabalho de explicar ao teu "ajudante" que Correggio se escreve com C e não com K, mas limitar-se-á a dizer calmamente, esboçando o melhor sorriso: 

– Não faz mal; não se incomode. E, dito isso, você pegará o livro e procurará você mesmo.

E esta dificuldade de atuar independente, esta incapacidade moral, esta fraqueza de vontade, esta falta de disposição entre se pôr em campo e agir, são as causas que impedem o advento do socialismo puro.  Se os homens não tomam iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão se o resultado de seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam ser dirigidos.

Pense nisto!

Texto adaptado do artigo publicado em Consultores - http://www.qualidadebrasil.com.br/artigo/motivacao/mensagem_a_garcia
Nota do Autor: Correggio, cujo nome verdadeiro é Antonio Allegri (Correggio, c. 1489 – 5 de março de 1534), foi um pintor renascentista cujas inovações na descrição do espaço e do movimento ultrapassaram o Maneirismo e anteciparam o estilo barroco. O nome artístico veio do fato de ele ter nascido em Correggio. Estudou pintura, primeiro com seu tio, depois com Francesco Bianchi-Ferrari, em Modena. Seu trabalho sofreu também influência de Andrea Mantegna e Leonardo da Vinci.

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