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quarta-feira, 25 de junho de 2014

FALANDO DO GERENTE LÍDER

Tradicionalmente, gerenciar não tem tido muito a ver com liderar da forma que nós entendemos o temo hoje em dia. Em vez disso, o papel do gerente tem sido o de planejar, direcionar, coordenar controlar ou, como disseram Bennis & Nanus, “fazer as coisas certas”. A partir de um modelo militar de organização, os gerentes foram concebidos como elementos de ligação em uma “cadeia de comando”. Sua postura era altamente reativa – era esperado deles receber as ordens da gerência de primeira linha e depois implantá-las, consertar o que estivesse errado, solucionar problemas, fazer planos racionais com base nas respostas que as pessoas esperavam, e manter a organização existente, exercendo uma autoridade formal sobre as pessoas sob seu controle.

Contudo, esta visão de gerência está condicionada a um tipo de estabilidade que não existe mais. Ela reflete uma época em que a mudança era gradual, em que as organizações burocráticas podiam se arrastar sob o peso geralmente embaraçoso das estruturas hierárquicas. Quando gerenciar bem significava fazer mais daquilo que havia dado certo antes.

Mas o gerente de hoje não pode mais se permitir trabalhar de modo reativo, porque o ambiente de trabalho hoje em dia não se parece nada com o que havíamos visto antes.

Mudando ambiente de trabalho

O atual ambiente de trabalho está cheio de mudanças. A mudança não é novidade. O que é novo, contudo, é o ritmo cada vez mais acelerado, e o fato de estarem ocorrendo transformações em vários setores importantes ao mesmo tempo. À medida que a economia passa do industrialismo para uma era de serviços de informações, as tecnologias são revolucionadas da noite para o dia: os tempos dos projetos para manufatura reproduziram-se, e os segmentos de mercado estreitaram-se. A força de trabalho também está mudando por causa das várias influências sociais e culturais, os trabalhadores são mais diversificados culturalmente, têm mais instrução, são tecnicamente mais capazes e trazem novos valores e novas estruturas para o ambiente de trabalho.


Além disso, as empresas devem conviver as exigências dos vários acionistas, com as intervenções e as liberações do governo, com o fato de que os recursos e os suprimentos não são mais estáveis e com a demanda de requerimentos cada vez mais especializados por parte do cliente, tudo dentro do contexto de um mercado que vem se tornando internacional, e altamente competitivo.

O resultado final é turbulência, complexidade e uma incerteza sem precedentes. Desse modo, para manter a vantagem sobre a concorrência, as empresas precisam alcançar um nível de inovação até aqui inimaginável. De certa forma, a cultura e a estrutura de uma empresa é que determinam se ela responde a tal desafio com maior ou menor êxito. Por outro lado, a essência das empresas está na independência das pessoas – portanto, os gerentes, em especial os de nível médio, podem influenciar na forma pela qual a empresa age para acomodar as exigências que estão sempre mudando.

Para isso, os gerentes precisam tornar-se mais do que meros gerentes da forma como nós os vimos no passado; precisam tornar-se gerentes que lideram.

Pense nisto e uma boa semana!


Nota: Bennis, W. & Nanus B.“Líderes” – New York: Harper & Row Publishers.

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