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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

COMO REPENSAR A CARREIRA PARA 2015

O profissional que almeja sucesso na carreira tem duas missões fundamentais no fim de cada ano: fazer o balanço dos 365 dias que se passaram e estabelecer metas para os que virão. Especialista em gestão estratégica de pessoas e diretora-geral da Sias Educação e Consultoria, Jacqueline Rezende enfatiza que “todo profissional é um 'Você S.A', ou seja, tem balanço, planejamento e meta”. Ela explica que é preciso fazer um apanhado de tudo que se viveu, o que deu certo e o que ficou no meio do caminho, e trabalhar os próximos objetivos. Jacqueline ressalta quatro pontos para alcançar resultados positivos nesta avaliação. “O primeiro é pensar em tudo aquilo que eu quero e já tenho e que vou manter. O segundo, é tudo que não quero mais e vou eliminar. O terceiro é tudo aquilo que quero, não tenho e vou buscar. E o quarto é tudo aquilo que eu não tenho, não quero e vou continuar evitando.”

Com a ideia de que o profissional tem de ser um estrategista, precisa organizar cada passo da sua carreira, a especialista em gestão destaca a importância de cuidar de, pelo menos, cinco áreas essenciais para o crescimento pessoal dentro de uma organização. É a conhecida “roda da vida”, que, de oito áreas, ela reduz para cinco – “uma forma mais tranquila de englobar do trabalhador chão de fábrica até os gestores”.

De acordo com Jacqueline, a primeira área a ser cuidada é a espiritual. É a que
ela chama de meta egoísta, do eu. “Não envolve filho, marido e trabalho. É o individual. Preparar-se para os outros, fortalecendo as próprias competências.” A segunda é a área familiar, que não significa só os laços de sangue. “Família é toda a composição social que o faz se sentir acolhido e ter obrigações financeira, moral, física e social. Você precisa dela para alicerçar sua vida. Esse núcleo engloba a intensificação de relações como perdão, melhoria e entendimento.”

A terceira área é a social. Hora de incluir os amigos, relacionamentos dentro da empresa, enfim, o famoso network. “Eu sou quem eu conheço. E o network não é só para a carreira, mas para a vida. Se você tem uma filha doente e chega desesperado num hospital, será um alívio se conhecer um médico para, de alguma forma, dar um apoio, uma assessoria, uma palavra.” Ela diz que as metas se intensificam com o aumento do network, mas o contato não pode ficar limitado às redes sociais. “As pessoas estão cada vez mais longe do convívio e da conversa, que são preponderantes para fortalecer as relações e ter visão macro do mundo. E lembre-se, network não é só fazer parceria.”


A financeira é a quarta área que exige atenção de todo profissional, seja na hora do balanço, seja na hora de definir o futuro. “Tudo no mundo gira ou corre em cima do dinheiro, vivemos num mundo capitalista. Portanto, as diretrizes financeiras cobram equilíbrio. O que adquirir, o que economizar, são questões para analisar. Se perder, se não tiver controle desta área, o impacto será sobre todas as outras.”

Por último, e não menos importante, está a área que cuida da carreira. Aqui estão em jogo seus desejos e objetivos. Onde quer chegar? Quer mudar de emprego? Vai buscar uma promoção? O que tem feito de novo? O que está entregando fora do combinado? “É preciso criar um plano de ação, ainda que reduzido. Ter cuidado na hora de definir prazo. Se é para 2015 é preciso ser cumprido em 2015. Claro, se você for o responsável pela ação e não depender de decisão de terceiros. Na carreira é necessário o equilíbrio, porque demanda atenção maior que qualquer outra área. Por isso, planejamento é o principal.” Jacqueline enfatiza que, ainda que balanços sejam complicados, nem sempre o resultado é o esperado, e definir metas demanda coragem. O principal é ter em mente “que a felicidade é o ingrediente do sucesso profissional. O estímulo é externo, mas quem se motiva é você mesmo”.

O valor das pequenas conquistas

É fundamental a análise do que foi feito e o reconhecimento do que foi conquistado. É importante estabelecer metas a longo prazo, mas não deixe de considerar outras etapas que têm de ser vencidas, as micro conquistas, que devem ser analisadas, para não desanimar. Se quer ser diretor, valorize o tempo que passou como assistente e analista. Comemore as pequenas vitórias. Se perceber que determinado comportamento não deu o resultado desejado, atue para mudá-lo. O comportamento de hoje determina a forma como se vai estar no futuro. Por isso, todos devem analisar aquilo que foi feito e deu certo, aquilo que foi feito e pode ser melhorado e aquilo que não deve ser repetido. Somente com base nas ponderações de 2014 você vai ter condições de classificar a situação e fazer o planejamento para o ano seguinte. Como a empresa, o profissional tem de ter planejamento estratégico em benefício próprio. Não fazer o balanço é ter falta de consciência do comportamento, que se tornará repetitivo e o resultado não mudará. Será aquela história, faz, faz, faz e nada acontece, fica no mesmo lugar. Um ciclo. E o fim de ano é a época ideal, já que por natureza todos se sentem mais abertos a repensar e renovar.

Pense nisto e um Feliz Ano Novo!

Fonte: Jornal de Pernambuco

Autora: Jaqueline Rezende - CEO Sias Educação e Consultoria. Professora Fundação Getúlio Vargas

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

FELIZ ANO NOVO!

Agradeço a todos leitores do meu blog a sua participação e os comentários que sempre me enviam, desejando que 2015 seja um ano de muitos sonhos alcançados e realizações.
Feliz 2015 para todos!


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

DESAPRENDER PARA APRENDER

Certa vez fomos convidados pelo principal executivo de uma organização para participarmos de uma reunião onde seriam discutidas as principais mudanças que precisavam ser implantadas na empresa. Seu maior problema era encontrar uma forma de romper as resistências das próprias pessoas daquela organização.

Para alguns membros da reunião era “simplesmente implantar” e “quem não estivesse satisfeito que pedisse demissão”. Afinal, “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Para outros, a implantação feita através de imposição não seria a melhor solução. Corria o risco de perder alguns membros da equipe, sem se falar no “clima pesado” que se criaria.

Essa era nossa missão: mudar a organização através das pessoas para implementar as mudanças. Afinal, é com isso que trabalhamos: usar novos métodos e ferramentas para ajudar as empresas a serem mais efetivas, sem desconsiderar as pessoas.


Neste caso foram usados os modelos de Aprendizagem Organizacional, que primam pela formação dos recursos pessoais da empresa, através da transmissão de novas habilidades específicas, adequadas ao contexto a ser desejado. Em outras palavras, preparar os colaboradores da empresa para que entendessem as mudanças necessárias e ajudassem a implantá-las.

Cabe aqui um parêntesis para explicarmos o porquê da escolha da Aprendizagem Organizacional.

Antigamente, exigia-se que os profissionais tivessem uma grande gama de conhecimentos próprios para exercer determinada função. Atualmente esta exigência não é tão crítica, pois o importante não é só o que uma pessoa sabe, mas o que essa pessoa é capaz de aprender.

Aprender é uma das primeiras habilidades que as pessoas desenvolvem, tanto no meio dos conhecimentos, como das condutas e atitudes para adaptar-se ao meio ambiente. Assim, a tarefa de Aprendizagem Organizacional, como toda função, depende das pessoas, pois existem várias metodologias para chegar-se à pratica.

O sucesso de aprendizagem requer um elemento básico: o desaprender, isto é, romper seus paradigmas, conhecimentos ou hábitos de conduta que limitem os processos de mudança, ou de novas respostas.

Isto requer das pessoas envolvidas com os processos que tenham uma atitude aberta e franca e, principalmente, que estejam comprometidas com o processo.

Para isso se deve associar a Administração à Psicologia Organizacional, para que não se aborde somente aspectos técnicos, mas também as atitudes, emoções e condutas do grupo da empresa.


Uma vez realizadas tais ações, é importante definir qual metodologia é mais adequada a empresa. Deve-se, ainda, aplicar ao perfil dos grupos e das pessoas que a integram. Lembre-se que produtos “enlatados” normalmente não atende a organização.

Voltando para o nosso caso, a empresa concordou e decidiu aceitar a nossa recomendação e realizou, com a nossa ajuda, um Fórum de Melhoria dos Negócios da Empresa, com a presença do principal executivo, diretores, gerentes e representantes de diversas áreas.

As pessoas convidadas tiveram a missão de montar um Documento de Premissas da Empresa, com objetivos de até dois anos, para implantar os diversos projetos de melhoria e estabelecerem os Indicadores para medir e aprimorar.

Nem sempre é assim, mas neste caso teve um final feliz, pois a empresa acabou por criar um amplo programa para atender toda a empresa, além, é claro, de fazer mudanças e melhorias através de seus colaboradores.

Pense nisto e uma ótima semana.