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sábado, 12 de novembro de 2016

VOCÊ MEDE A QUALIDADE E A PRODUTIVIDADE DA SUA EMPRESA?

Dois dos mais importantes indicadores na gestão empresarial são os de qualidade e os de produtividade.

Os indicadores da qualidade, ou indicadores da satisfação dos clientes, medem como o produto (ou serviço) é percebido pelo cliente e a capacidade de atender às expectativas dos clientes. Podem ser aplicados para a empresa toda, para um processo específico ou para uma área da empresa.

Pode-se dividir os indicadores da qualidade em dois tipos:

1.    Indicadores da não qualidade.
2.    Indicadores da qualidade.

Indicadores da qualidade medem o total de erros, não conformidades ou desvios que acontecem em um processo em relação ao total que foi produzido. A comparação do resultado obtido na medição de um indicador da qualidade com o índice-padrão de aceitação definido para um determinado processo (ou seja, índice desejado) é chamada de eficácia.


Como o índice desejado na medição é um Indicador da Qualidade de 100%, principalmente quando se pensa em termos de Qualidade, o número resultante da medida de um Indicador da Qualidade é o mesmo da medição da eficácia.

Indicadores de produtividade

Os indicadores de produtividade são ligados à eficiência. Estão dentro dos processos e tratam da utilização dos recursos para a geração de produtos e serviços. Medir o que se passa no interior dos processos e atividades permite identificar problemas e, consequentemente, preveni-los para que não tragam prejuízos aos clientes.

Os indicadores de produtividade são muito importantes, uma vez que permitem uma avaliação precisa do esforço empregado para gerar os produtos e serviços. Além disso, devem andar lado a lado com os de qualidade, formando o equilíbrio necessário ao desempenho global da organização.


Para quantificar a produtividade interna da empresa, deve-se comparar o que foi gerado com o que foi empregado de recursos para produzir determinado artigo. O resultado indicará o quanto está sendo consumido ou utilizado para cada unidade do que foi produzido ou entregue.

Ao contrário dos resultados dos indicadores da qualidade, que aparecem na forma de percentual, os indicadores da produtividade são uma relação entre duas unidades de medida diferentes: uma que quantifica os recursos utilizados e outra que quantifica as saídas produzidas.


É de extrema importância que os indicadores sejam elaborados após a identificação das saídas e dos recursos do processo que vai ser medido. Saídas de um processo são, muitas vezes, recursos de outros. Por exemplo: pessoas treinadas de uma organização são saídas do processo de treinamento, mas devem ser consideradas como recursos disponíveis para os demais processos.

Assim como os indicadores da qualidade, os resultados dos indicadores da produtividade (índices) devem ser comparados com padrões pré-estabelecidos, considerados como os valores aceitáveis para o processo que está sendo medido.

Chama-se de “eficiência do processo” a relação entre o resultado obtido na medição de um indicador de produtividade e o índice estabelecido como padrão do processo.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PARCERIAS, UM ÓTIMO NEGÓCIO

Vemos nos dias atuais a fusão e outras formas de parcerias de empresas dos mais diversos setores. Para citar exemplos recentes, temos a união da Sadia e Perdigão, a aquisição do Ponto Frio pelo Pão de Açúcar, isto sem levar em conta a recente onda de fusões no setor bancário. Tais parcerias têm como objetivo a redução de custos e a soma de esforços e recursos a fim de aproveitar melhor as oportunidades e os desafios apresentados pelo mercado.

Mas quem disse que parceria é um bom negócio apenas para as grandes empresas? Parcerias também podem ser utilizadas pelo segmento das micro e pequenas empresas com os mesmos objetivos daquelas criadas por médias e grandes empresas.


Como estruturar parcerias?

Existem alguns meios para se firmar parcerias estratégicas entre empresas concorrentes. A forma mais conhecida delas é a “joint venture”. “Joint Venture” é a parceria entre duas ou mais empresas para exploração de um determinado negócio ou mesmo sua união permanente. Ela pode ser implementada através da constituição de uma terceira empresa, onde os parceiros serão sócios; através da fusão, ou seja, a união de duas ou mais empresas, criando-se uma nova empresa; ou através de contratos de fornecimento, prestação de serviços e/ou parceria comercial.


Havendo interesse entre duas ou mais empresas em firmarem uma parceria, será importante as negociações de alguns pontos, a saber:

  • O que se espera alcançar com tal parceria, ou seja, quais os ganhos de cada uma das empresas;
  • Definição de como será o uso das marcas envolvidas na parceria;
  • Direitos e obrigações de cada uma das empresas parceiras;
  • Escolha dos administradores de tal parceria;
  • No caso de criação de uma terceira empresa, quantas quotas do capital social pertencerão a cada uma das empresas;
  • No caso de fusão da empresa, análise do passivo (obrigações e dívidas de cada uma das empresas), bem como do ativo (direitos, valores, equipamentos, instalações, imóveis, veículos) pertencente a cada uma das empresas e a forma como tais valores serão incorporados ao capital da empresa resultante da respectiva fusão;
  • Determinação do prazo de duração, caso exista, para o funcionamento da parceria.

Com todos esses itens negociados, o próximo passo será a elaboração do contrato de constituição da tão desejada parceria. Para isto, será essencial contar com uma boa assessoria jurídica e contábil.

Depois, é faturar.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!


domingo, 30 de outubro de 2016

GERENCIAMENTO PELAS DIRETRIZES - GPD

Prof.A.Marins
O gerenciamento pelas diretrizes é uma tradução do Hoshin Kanri, foi desenvolvida pelo Dr. Yoji Akao. Surgiu como resposta à necessidade de um sistema administrativo mais flexível, com tempo de resposta mais curto em relação às mudanças do ambiente.

Dr. Yoji Akao
A palavra Hoshin é composta de dois caracteres chineses: ho e shin; ho significa método ou estrutura, e shin, agulha brilhante ou bússola. Considerados juntamente, formam a palavra hoshin, que significa uma metodologia para estabelecer a direção estratégica.

O Hoshin Kanri, também conhecido como Planejamento Hoshin ou Gerenciamento pelas Diretrizes, ou Desdobramento das Diretrizes, tem suas origens no Statistical Quality Control, sendo um dos fundamentos do Total Quality Management - TQM. É um sistema administrativo que determina os objetivos da organização através do planejamento estratégico e permite o seu desdobramento em todos os níveis hierárquicos, sem se desviar deste rumo estratégico. É um sistema para o controle da qualidade e para as atividades de melhoria contínua.


O Gerenciamento pelas Diretrizes (GPD) é constituído por dois sistemas de gerenciamento que são conduzidas simultaneamente:
  1. Gerenciamento Interfuncional. Cuida da solução de problemas prioritários da alta administração através do desdobramento das diretrizes e seu controle entre departamentos. Tem como função olhar para o futuro da organização. É o gerenciamento em nível do planejamento estratégico e de responsabilidade da alta administração.
  2. Gerenciamento Funcional. Cuida da manutenção e melhoria contínuas das operações do dia-a-dia de uma organização. Representa a administração da rotina do trabalho diário com a prática da gestão da qualidade. Trata dos aspectos mais básicos ou rotineiros da operação do negócio.

"O Hoshin Kanri proporciona um processo passo a passo para o planejamento, a execução e a revisão das mudanças". Através do trabalho participativo durante a determinação dos objetivos e estratégias, o gerenciamento pelas diretrizes promove uma melhor comunicação entre os indivíduos. É um meio de colocar as forças em forma de cooperação dentro de uma organização e unir as opiniões internamente, a fim de aperfeiçoar continuamente seu desempenho através do ajuste rápido às mudanças.

O gerenciamento pelas diretrizes utiliza o método PDCA na identificação das medidas necessárias para a mudança ou melhoria. São os passos:

P - Estabelecimento e desdobramento das diretrizes para todos os níveis gerenciais.
D - Execução das medidas prioritárias e suficientes.
C - Verificação dos resultados e do progresso em relação às metas.
A - Análise da diferença entre as metas e os resultados alcançados, determinação das causas deste desvio e recomendações de medidas corretivas. 

Este sistema garante a implantação e o funcionamento do planejamento estratégico, ao contrário de outros métodos, na medida em que existe um contínuo processo de controle para verificar se o que está sendo realizado reflete os objetivos e o rumo que a organização deseja seguir.

Pense nisto e tenha uma ótima semana!